Bufo Rana. (Sapos.)
By Constantine Hering — Os Sintomas-Guia da Nossa Matéria Médica
Sapos. Reptilia.
Os sapos pertencem aos répteis mais venenosos.
Antigamente, por serem considerados coisas horríveis, eram administrados em doenças horríveis. Durante o furor do aprimoramento, o remédio foi lançado ao mar, e até mesmo suas qualidades venenosas foram postas em dúvida, até que raras experiências, especialmente as de Vulpian, assentaram a questão. Em 1832, Henke, nosso grande experimentador, foi o primeiro em nossa escola a chamar a atenção para ele; suas observações foram publicadas no Meyer's Monatsblatt, 1860; em 1834 a Sociedade Homeopática da Turíngia enviou alguns sintomas aos Archives of Stapf (vol. xiv, No. 2, página 102). Em 1849, Mure publicou uma patogenesia com sua preparação, obtida do sapo mais comum no Brasil, chamado por ele Bufo satyhiensis. Esta foi traduzida por Hempel e Allen. Houat publicou uma de suas patogenesias em Nouvelles Données. Esta foi traduzida três vezes, por Lippe, Lilienthal e Allen. Em 1859, Destrone, num jornal francês, reuniu notas de todos os antigos escritores e também fez algumas patogenesias. Sua coletânea foi traduzida na Encyclopædia de Allen, incluindo os números muito duvidosos 6, 7 e metade do 8. Os experimentadores mencionados usaram cerca de meia dúzia de espécies diferentes, e quase cada um experimentou uma preparação diferente. As curas são da maior importância e não podem ser postas minimamente em dúvida, nem mesmo por aqueles que professam o assim chamado ceticismo. Mas agora, há quase dez anos, não temos conseguido encontrar um único caso em nossos periódicos. As curas foram de epilepsia, cânceres, começo de amolecimento do cérebro e doenças cutâneas. Muitos dos sintomas de Houat foram verificados.
A melhor maneira de obter o veneno foi proposta em 1861 por Roth, em Paris, Allg. H. Zeit, vol. vi, página 112, mencionada na Farmacopeia de Schwabe, por faradização; mas em 1862, no periódico trimestral de C. Müller, vol. xiii, o mesmo autor propôs uma ainda melhor. O sapo devia ser segurado com a mão esquerda numa pinça de madeira, as glândulas do lado da cabeça comprimidas com uma pinça de arame e o suco recolhido sobre uma placa de vidro; é solúvel em álcool.
MENTE [1]
Desejo de solidão, para praticar masturbação.
Choramingou, depois chorou, até cair em estado de coma.
Levantou-se da cama após apatia e correu como um louco pela casa, uivando sem cessar; olhos injetados; língua seca; pulso regular; sem calor febril.
Estupor.
Memória fraca; idiotia. θ Espasmos.
Delírio ou apatia, com cabeça quente.
Mente não afetada. θ Epilepsia.
Anseia por solidão, embora tema ficar sozinho. Ver 22.
Inclinação a zangar-se, a morder.
Morde os objetos ao redor.
Ri ou chora com facilidade; chora muito. θ Epilepsia.
Medo de doença, de animais, da morte.
Grande angústia. θ Meningite.
Mau humor. Ver 23.
Fica zangado se é mal compreendido; antes dos espasmos.
Assusta-se facilmente.
SENSORIUM [2]
Vertigem.
Vertigem, como se a casa estivesse virada de cabeça para baixo.
Atordoamento, com sensação de peso na cabeça.
Vertigem, espasmos, desfalecimento seguidos de morte.
Os ataques eram anunciados por entorpecimento do cérebro. θ Epilepsia.
Estupor e incapacidade de falar.
Apatia subsequente ao coma.
INTERIOR DA CABEÇA [3]
Pressão como se duas mãos de ferro segurassem as têmporas.
Cefaleia: após o desjejum; agravada pela luz e pelo ruído; associada a pés frios e palpitação cardíaca; unilateral (lado d.); aliviada por sangramento nasal.
Cefaleia surda no lado esquerdo. θ Amolecimento do cérebro.
Cefaleia, com epilepsia.
Violento orgasmo na cabeça.
Cefaleia congestiva, com face ruborizada. θ Epilepsia.
SUPERFÍCIE EXTERNA DA CABEÇA [4]
Cefaleia na fronte e no vértice; partes sensíveis ao toque, especialmente à tarde.
Dores lancinantes no occipício, inclinando a cabeça a cair para trás. θ Meningite.
Agitação contínua da cabeça e dos braços.
A cabeça era primeiro puxada para um lado, quer para a direita quer para a esquerda, depois para trás, antes de um ataque. θ Epilepsia.
Suor profuso na cabeça.
Os cabelos caem.
VISÃO E OLHOS [5]
Não pode suportar a visão de objetos brilhantes.
Os objetos parecem ser vistos através de um véu.
Amaurose.
Visão mais aguda, e olhos menos sensíveis ao vento.
Prurido nos olhos, com obscurecimento da visão.
Pupilas muito dilatadas e não afetadas pela luz antes do ataque. θ Epilepsia.
Aspecto feio, estrábico.
Olhos vermelhos, injetados; com prurido, inchados, dolorosos.
Dor espasmódica no olho, que parecia ligeiramente injetado.
Ardor, prurido e ulceração das pálpebras, especialmente nos cantos.
Os olhos tornavam-se altamente injetados; encovados e sem vida no aspecto, à medida que os ataques se multiplicavam. θ Epilepsia.
Olho direito aberto, esquerdo quase fechado; globos oculares revirados para cima e para a esquerda antes do ataque. θ Epilepsia.
Pálpebra esquerda paralisada, fica caída. θ Amolecimento do cérebro.
Bordas das pálpebras vermelhas e algumas crostas nos cílios. θ Epilepsia.
Uma crosta esbranquiçada sobre as sobrancelhas.
Olhos encovados durante o espasmo. θ Epilepsia.
Incapaz de abrir as pálpebras, em coma.
AUDIÇÃO E OUVIDOS [6]
O menor ruído é incômodo; música é insuportável.
Os batimentos do coração repercutem nos ouvidos. θ Meningite.
Dureza de ouvido, especialmente para palavras.
Otorréia purulenta; ulceração e sangramento dos ouvidos externos; dores piores por lavagem com água fria. Ver 8 e 12.
Inchaço dos ouvidos e das parótidas.
OLFATO E NARIZ [7]
Perda do olfato.
Epistaxe quase produzindo desfalecimento; alivia a cefaleia.
Espirros à tarde, ao deitar-se; coriza; espinhas no lábio superior.
Escoamento de muco verde-amarelado, pútrido; < à tarde; o ar frio causa sensação de corrosão.
Narinas ulceradas, ardentes. O muco desce para as coanas posteriores.
FACE SUPERIOR [8]
Face muito alterada.
Distorção e turgescência da face; boca e olhos convulsos; suor profuso no rosto.
Primeiro os músculos da face começaram a contrair-se, estendendo-se daí por todo o corpo. θ Epilepsia.
Face acinzentada; vermelha, túrgida durante os espasmos.
Água fria causa picadas na face. Ver 6, 12.
Ondas momentâneas de calor na face.
Suor copioso escorrendo pela face.
Ardor e vermelhidão da face inchada.
Erisipela flegmonosa, que deixa a face deformada.
Erisipela.
Face banhada em suor durante o espasmo. θ Epilepsia.
FACE INFERIOR [9]
Espinhas no lábio superior, com coriza.
DENTES E GENGIVAS [10]
Odontalgia.
Queda dos dentes.
GOSTO, FALA, LÍNGUA [11]
Mobilidade difícil da língua, que se paralisa rapidamente; irritação da língua e de outros músculos.
Uma espécie de movimento de lambedura da língua, sensação na face e fricção do nariz antes dos ataques. θ Epilepsia.
Gagueira; tartamudez; fica zangado quando sua fala incoerente não é compreendida. θ Coreia.
Estupor e incapacidade de falar.
Morde a língua.
Língua seca.
Língua rachada, azul-escura enegrecida.
Lábios e língua negros.
CAVIDADE BUCAL [12]
Odor fétido da boca.
Boca bem aberta antes de um ataque. θ Epilepsia.
Boca ardente, como por ácido; pior com água fria.
Salivação sanguinolenta.
Saliva com sangue. θ Espasmos.
Durante violenta agitação do sistema muscular, ejeção de saliva espumosa e sanguinolenta pela boca. θ Epilepsia.
Levava à boca os objetos que estavam ao seu alcance para mordê-los.
CÉU DA BOCA E GARGANTA [13]
O muco desce do nariz para as coanas posteriores.
Secura na garganta, impedindo a deglutição (manhã).
Deglutição difícil, mal consegue engolir a saliva.
Movimento convulsivo e constritivo na garganta, com sensação como de uma pedra ali.
Terrível dor de garganta, não podia comer nem a ceia nem o desjejum por causa dela; verificada noutra ocasião na mesma pessoa.
Erupção na faringe, como manchas na pele. θ Epilepsia.
APETITE, SEDE. DESEJOS, REPUGNÂNCIAS [14]
Desejo de água com açúcar.
Desejo de água adoçada e leite, embora eles provoquem náusea e cólica.
Desejo de aguardente; compraz-se em embriagar-se.
Repugnância por comida e bebida.
COMER E BEBER [15]
Sensação de tontura, como de embriaguez, após o jantar.
Sonolência após as refeições, especialmente após o jantar. Ver 4.
Após comer, sonolência irresistível.
Dor cólica após beber leite, e após fumar tabaco.
SOLUÇOS, ERUCTAÇÕES, NÁUSEA E ÊMESE [16]
Soluços.
Eructações, como de ovos podres.
Náusea e êmese após o inchaço.
Náusea pela manhã durante uma semana.
Êmese após beber.
Líquido amarelo no vômito, como o da erupção. θ Epilepsia.
Êmese de bile ou de sangue; ardor, cãibras no estômago.
Excitação nervosa, com náusea e êmese.
ESCROBÍCULO E ESTÔMAGO [17]
Sensação como se fosse desfalecer, por sensação de vazio no estômago.
Sensação de fraqueza, de desfalecimento no estômago. Ver 36.
Ardor no estômago; dores lancinantes irradiando para o fígado e o coração.
HIPOCÔNDRIOS [18]
Movimento rápido do diafragma.
Dor pulsátil, claudicante, no fígado, como um abscesso; êmese de bile.
Aumento do fígado.
ABDOME E LOMBOS [19]
Dores cólicas após leite, ou por fumar tabaco.
Cólica violenta, com movimentos convulsivos dos maxilares e dos membros.
Os espasmos terminam por movimentos convulsivos no abdome.
O ataque se origina no abdome. θ Epilepsia.
FEZES E RETO [20]
Disenteria, com delírio, cefaleia e insônia.
Intestinos preguiçosos.
Evacuações brancas.
Evacuação difícil, dura, com corpo frio e cabeça quente.
Lombrigas.
Tumores hemorroidários, com descarga de sangue vermelho-vivo.
ÓRGÃOS DO APARELHO URINÁRIO [21]
Dor em queimação nos rins, com respiração oprimida e desfalecimento.
A urina escapa involuntariamente. θ Amolecimento do cérebro.
Descarga frequente de urina pálida.
Durante violenta agitação de todo o sistema muscular, descarga de urina. θ Epilepsia.
Urina parda, de odor ofensivo.
Supressão de urina.
ÓRGÃOS SEXUAIS MASCULINOS [22]
Inclinação a tocar os genitais.
Desejo de solidão para praticar onanismo.
Emissão seminal involuntária.
Impotência; o sêmen é ejaculado demasiado depressa, ou falha inteiramente.
O sêmen é descarregado demasiado depressa, sem sensação prazerosa, às vezes com cãibras ou dolorosa sensação de peso nos membros.
Impotência da pior espécie; produzida em alguns e curada em outros.
Espasmos durante o coito.
Bubões.
ÓRGÃOS SEXUAIS FEMININOS [23]
Ardor e inchaço dos ovários.
Calor queimante e pontadas nos ovários.
Inchaço e grande sensibilidade da região ovariana.
Cólicas violentas na região ovariana, estendendo-se às virilhas.
Hidátides nos ovários.
Aura epiléptica do útero em direção ao estômago.
Dores distensivas, em queimação, ou cólicas no útero; dores agudas, como de punhal; piores ao caminhar ou ao ficar sentada por muito tempo. θ Carcinoma uteri.
Ulceração do colo do útero, com dores em queimação; leucorreia purulenta, ofensiva.
Enormes bolhas no útero tumefeito, descarregando um líquido fino, seroso, amarelo. θ Epilepsia.
Menstruação: suprimida (epilepsia); regular, porém um tanto escassa (epilepsia); demasiado precoce, com cefaleia; demasiado precoce, precedida de cefaleia, ardor no útero e na vagina.
Os espasmos ocorrem justamente antes das menstruações. θ Epilepsia.
Os ataques pioram no tempo das menstruações, que retornam a cada três semanas. θ Epilepsia.
Durante as menstruações, dor contrativa no fígado, palpitação; tremores nas pernas.
Após as menstruações, mau humor.
Líquido amarelo na leucorreia, como o da erupção. θ Epilepsia.
GRAVIDEZ. PARTO. LACTAÇÃO [24]
Hematúria no puerpério.
Inflamação da mama; trajetos fistulosos purulentos; sensação como se as mamas fossem rasgadas em direção ao ventre.
(OBS:) Convulsões puerperais quando se suspeita de supuração.
Cancer mamma occultus.
Câncer mamário.
Leite misturado com sangue.
Tumefação como um cordão da virilha até o joelho. θ Flegmasia alba dolens.
A criança tornou-se epiléptica em consequência de a mãe ter tido um susto ou acesso de cólera durante o período de amamentação.
VOZ E LARINGE. TRAQUÉIA E BRÔNQUIOS [25]
Ardor, escoriação na laringe; fissuras sangrantes, causando tosse rápida, brusca.
RESPIRAÇÃO [26]
Depois que os movimentos convulsivos se tornavam menos rápidos e violentos, a respiração tornava-se pesada e estertorosa, com o habitual sopro dos lábios a cada expiração, culminando diretamente num suspiro profundamente puxado, e o paciente mergulhava em coma, logo seguido pela inquietação e convulsões como antes. θ Epilepsia.
Respiração difícil por compressão da laringe, da traquéia e sensação de peso no tórax; deve sentar-se ou inclinar-se para a frente. Ver 21.
Sensação como se tórax e coração estivessem constritos.
Respiração ansiosa, difícil, cada vez mais curta, com febre.
Dispneia; arqueja como um cão.
TOSSE [27]
Tosse por qualquer emoção.
Tosse por ardor ou pontadas na laringe.
Tosse noturna, provocada por volta das 3 ou 4 A. M. por cócegas na laringe, que ele sente somente nessa hora.
Tosse em consequência de pés frios.
Tosse violenta, com vômito.
Tosse seca, com dor aguda ou ardor no tórax.
Expectoração mucosa ou sanguinolenta, ou constituída de sangue puro, eliminada principalmente pela manhã e à tarde, com sensação de frio no tórax; sensação esta que frequentemente é sucedida por calor e hiperemia.
INTERIOR DO PEITO E PULMÕES [28]
Pontadas no tórax (lado d.).
Ardor como fogo nos pulmões.
Laringite, hemoptise, tísica pulmonar.
CORAÇÃO, PULSO E CIRCULAÇÃO [29]
Palpitação; com cefaleia; após refeição; com náusea; durante as menstruações; ao despertar; à tarde.
Palpitação e opressão por andar depressa.
Pontadas na região do ápice do coração.
O coração parece demasiado grande, como se estivesse afogado numa bacia de água.
Sensação de constrição ao redor do coração e do tórax. Ver 3.
Sensação de peso na região do coração.
Paralisia do coração.
O pulso tornava-se cada vez mais rápido e filiforme à medida que os paroxismos se multiplicavam. θ Epilepsia.
PESCOÇO E DORSO [31]
Os ataques eram anunciados por um abalo na região da nuca. θ Epilepsia.
Um inchaço ósseo do tamanho de um punho. θ Cárie das vértebras dorsais.
EXTREMIDADES SUPERIORES [32]
Grande desejo de exercitar os braços. Ver 36.
Ardor, dores lancinantes nos ossos dos braços. Ver 44.
Os braços ficavam enrijecidos antes de um ataque. θ Epilepsia.
Os braços adormecem facilmente.
Entorpecimento do braço esquerdo. θ Epilepsia.
Inchaço dos punhos e das articulações dos dedos, com ardor e pulsação.
Uma bolha na mão que reaparecia anualmente.
Após ligeira contusão do dedo mínimo, dor lacerante, com vermelhidão ao longo de todo o braço, seguindo os vasos linfáticos até a axila, causando ali tumefações glandulares dolorosas.
Contraturas dos dedos da mão direita, depois da esquerda, seguiram-se ao movimento de lambedura da língua, com os polegares recolhidos para as palmas; antes de um ataque. θ Epilepsia.
Panarício, inchaço azul-escuro enegrecido ao redor da unha (polegar), seguido de supuração.
Panarício; as dores sobem em estrias por todo o braço.
EXTREMIDADES INFERIORES [33]
Ciática.
As extremidades inferiores se movem mais que as superiores.
Cãibras nas pernas, despertando-o do sono.
Pernas puxadas para trás até tocarem os glúteos.
Extremidades inferiores retas e rígidas antes do ataque. θ Epilepsia.
As extremidades inferiores enfraquecem, ele tem de usar primeiro uma bengala, depois duas, para poder andar. θ Amolecimento do cérebro.
Grande debilidade das pernas.
Dores fulgurantes, terebrantes, nos joelhos, tornozelos, pés; piores ao mover-se.
Inchaço dos joelhos, com dores pulsáteis e distensivas.
Podagra.
MEMBROS EM GERAL [34]
Os membros são movidos com muita facilidade.
Dores contusas nos braços, pernas e lombos, durante o movimento.
Tremor dos membros; sensação de peso.
Cãibras nos membros; pior no ar frio.
Inchaço artrítico.
Inchaço das mãos e dos braços; dores em queimação. θ Erisipela.
Grandes bolhas amarelas nas palmas e plantas, de três polegadas de circunferência; o líquido que escorre é amarelado e corrosivo; repetidamente em diversos lugares.
REPOUSO. POSIÇÃO. MOVIMENTO [35]
Dores nos membros há meses, está curvado e não pode andar sem bengala. θ Cárie das vértebras dorsais.
Cada ataque era anunciado por movimentos inquietos dos membros e do corpo. θ Epilepsia.
Ficar sentada por muito tempo, dores uterinas.
Deve sentar-se: dispneia.
Inclinação a deitar-se sobre o lado esquerdo.
Deitado de costas aumenta os sofrimentos.
Caminhar: dores distensivas, em queimação, ou cólicas no útero; dores como de punhal <; palpitação e apreensão ao andar depressa.
Sentar-se: dor distensiva, em queimação; cólicas no útero; dores como de punhal <; respiração difícil melhora.
Inclinar-se para a frente: a respiração difícil melhora.
Movimento: descarga de urina por violenta agitação do sistema muscular; desejo de exercitar os braços; as extremidades inferiores movem-se mais do que as superiores; dores fulgurantes, ardentes, nos joelhos, tornozelos e pés <; dores contusas nos braços, pernas e lombos.
NERVOS [36]
Grande força muscular; prefere saltar a andar.
Grande mobilidade dos membros.
Choques repetidos por todo o corpo.
Até o momento do início, os músculos estavam em estado de contratura tônica, mas então começaram jactitações ou contrações bruscas. θ Epilepsia.
Contrações musculares.
As contrações por todo o corpo aumentavam rapidamente em gravidade, até que todo o sistema muscular ficasse violentamente agitado. θ Epilepsia.
Espasmos tônicos e clônicos.
Os espasmos começam no plexo solar.
Perda da consciência e queda.
Convulsões. θ Epilepsia (após susto).
Epilepsia após onanismo. Comparar com Sulphur.
Espasmos causados por supuração de partes internas, ou a ela associados.
Convulsão dos membros. θ Amolecimento do cérebro.
Espasmos: por susto; na lua nova; após onanismo; durante o coito.
Antes do espasmo: zangado por vários dias; face amarelo-acinzentada, olhos encovados; abalos na nuca.
Durante o ataque: face distorcida, vermelha, mordendo a língua; saliva sanguinolenta; movimentos violentos dos membros; suor profuso.
Após o ataque: movimentos espasmódicos dos intestinos; sono profundo.
Subsultus tendinum.
Cai ao chão inconsciente, com um grito selvagem, de gelar o sangue, seguido de espasmos nos membros; músculos faciais distorcidos, ranger de dentes e espuma na boca; terminando em sono alto, com roncos. θ Epilepsia.
Espasmos muito severos, seguidos de sono. θ Dor epiléptica.
Os ataques sobrevêm durante o sono, sendo seguidos de dor acentuada e pressão no alto da cabeça. θ Epilepsia.
Paroxismo horrível várias vezes por semana. θ Epilepsia.
Ocorreram cinquenta paroxismos em quinze horas, com inconsciência completa. θ Epilepsia.
Tremor, desfalecimento, com sensação de vazio no estômago; marcha cambaleante. Ver 33.
Grande debilidade; desmaios.
Paralisia.
SONO [37]
Sonolência: após as refeições; quando fuma tabaco no fim da manhã.
Sonolento, estúpido após comer, ou após ter estado ao fresco.
Sonolento, como se estivesse embriagado; congestão para a cabeça.
Sonolento, mas não consegue dormir, por agitação; vira-se constantemente na cama.
Após um suspiro profundamente puxado, o paciente afundava num estado comatoso do qual nenhum esforço conseguia despertá-lo. θ Epilepsia.
Bocejos contínuos, não conseguia manter os lábios abertos.
Coma muito profundo subsequente aos ataques. θ Epilepsia.
A criança chora e se queixa, por fim torna-se comatosa.
Sono estúpido após ataque epiléptico.
Sobressalta-se no sono, desperta como se estivesse amedrontado; palpitação.
À meia-noite foi acometido de convulsões, recorrendo a cada vinte minutos até as 4 P. M. do dia seguinte.
Ao despertar, agravamento de todos os sofrimentos; pescoço rígido; dores artríticas.
TEMPO [38]
Meia-noite: convulsões, retornando a cada vinte minutos, até 4 P. M.
Manhã: secura na garganta; náusea; expectoração mucosa ou sanguinolenta <; agravamento de todos os sintomas; pescoço rígido; dores artríticas; suor para a manhã.
Tarde: cefaleia na fronte e no vértice; espirros; muco pútrido verde-amarelado do nariz <; expectoração mucosa ou sanguinolenta <; palpitação com cefaleia; sintomas geralmente piores.
Os ataques aparecem com a mudança da lua. θ Epilepsia.
TEMPERATURA E TEMPO ATMOSFÉRICO [39]
O quarto quente é desagradável.
Cefaleia e face ruborizada muito < em quarto quente ou perto do fogão; > por banho frio ou no ar frio. θ Epilepsia.
Pôr os pés em água quente e beber algo quente às vezes corta o ataque. θ Epilepsia.
Grande sensibilidade ao ar livre, frio, e ao vento. Ver 34, 37, 40.
Ao fresco: frialdade; pele úmida; nervosidade e tremor piores.
Frio: o ar causa corrosão das narinas; a água causa picadas na face; a água piora o ardor da boca; o ar, cãibras nos membros.
Vento: os olhos ficam menos sensíveis a.
FEBRE [40]
Frialdade e calafrios, com pele úmida, nervosidade e tremor; < ao ir para o ar livre.
Calor, com apatia ou delírio, e pés frios.
Os membros ficam frios, a cabeça e a face cada vez mais quentes, à medida que os paroxismos se multiplicam. θ Epilepsia.
Calor queimante em diversas partes.
Membros ardendo de calor durante a febre.
Cabeça quente, corpo frio; delírio ou apatia; constipação.
Suor profuso, oleoso, na cabeça e na face.
Banhado em suor, fraco; espasmos.
Suor durante o sono, para a manhã.
O corpo, e especialmente as mãos e os braços, banhados em suor viscoso, à medida que os ataques se multiplicavam. θ Epilepsia.
Suor suprimido, agora muito copioso, sobretudo para a manhã. θ Amolecimento do cérebro.
Suor frio.
Quartã.
(OBS:) Peste.
ATAQUES, RECORRÊNCIA CÍCLICA [41]
Toda semana, num dia, quatro ataques. θ Epilepsia.
Cerca de uma vez por semana, sempre à noite, seguidos de algumas horas de coma. θ Espasmos epilépticos.
Tem de dez a doze ataques por ano. θ Epilepsia.
Ataques há cerca de cinco anos. θ Epilepsia.
LOCALIZAÇÃO E DIREÇÃO [42]
Direita: olho aberto; pontadas no tórax.
Esquerda: cefaleia surda; olho quase fechado; pálpebra paralisada.
SENSAÇÕES [43]
Vertigem como se a casa estivesse virada de cabeça para baixo; coração como se fosse demasiado grande, como se estivesse afogado numa bacia de água; como se as mamas fossem rasgadas em direção ao ventre.
Se está desperta, ela tem algum aviso, por uma sensação de entorpecimento geral, logo em seguida seguida por um espasmo. θ Epilepsia.
Lancinante: no occipício; no estômago para o fígado e o coração; nos ossos dos braços.
Pontada: nos ovários; na laringe; no tórax, lado direito; na região do ápice do coração; na pele.
Picadas: na face pela água fria.
Fulgurante: nos joelhos, tornozelos e pés.
Lacerante: ao longo do braço.
Contusão: nos braços, pernas e lombos durante o movimento.
Pressão: como duas faixas de ferro segurando as têmporas; no alto da cabeça.
Dor: na cabeça após refeição; cefaleia unilateral; na cabeça com epilepsia; na fronte e no vértice; dos dentes; na cabeça durante as menstruações.
Dorimento: da garganta.
Ardor: das pálpebras; das narinas; da face; da boca; no estômago; nos rins; dos ovários; dor no útero; no útero e na vagina; durante as menstruações; na laringe; no tórax; como fogo nos pulmões; nos ossos dos braços; dos punhos e articulações dos dedos; nos joelhos, tornozelos e pés; nas mãos e no braço; calor em diversas partes; da pele.
Dor: dos olhos; espasmódica no olho; cólica após beber leite ou fumar; como de punhal no útero; em estrias subindo pelo braço; dores artríticas ao despertar.
Cãibras: na região ovariana; no útero; nas pernas.
Sensibilidade ao toque: da fronte e do vértice; da região ovariana; dos ossos.
Contrações: do corpo inteiro.
Compressão: da laringe, traquéia.
Contração: no fígado; do tórax e do coração.
Constrição: ao redor do coração e do tórax.
Distensão: no útero; dor nos joelhos.
Aumento de volume do coração.
Vazio: no estômago.
Peso: nos membros, por coito; do tórax; na região do coração; dos membros.
Pedra: sensação de, na garganta.
Pulsátil: dor no fígado, como abscesso; dos punhos e das articulações dos dedos; dor nos joelhos, com inchaço.
Batimento: no ouvido.
Fraqueza: das pernas; grande debilidade e desfalecimento.
Desfalecimento: por epistaxe; no estômago.
Calor: da cabeça e da face.
Tremores: nas pernas.
Frialdade: dos pés, com cefaleia; dos pés, causando tosse; no tórax; dos membros, com pele úmida.
Entorpecimento: do cérebro; do braço esquerdo.
Cócegas: na laringe.
Prurido: nos olhos, com obscurecimento da visão; das pálpebras; das extremidades inferiores.
Secura: da língua; na garganta.
TECIDOS [44]
Sangramento
Vermelhidão e inchaço ao longo do trajeto dos linfáticos, após feridas etc. Ver 24, 32.
Subsultus tendinum e contração dos músculos.
Ossos sensíveis; ossos das pernas quebradiços; cárie das vértebras da coluna; dores nas articulações como se esmagadas; artrite; tofos nos joelhos e pés.
Escrofulose; fístula; carbúnculos.
Câncer aberto.
Inchaço de todo o corpo, que se torna amarelo-escuro.
Inchaço do corpo como hidropisia, com grande opressão.
TOQUE. MOVIMENTO PASSIVO. LESÕES [45]
Pequenas feridas supuram muito.
Tendência das feridas a supurar, com dores latejantes e lancinantes.
Os linfáticos incham após uma ferida.
Depressão do crânio por coice de cavalo no occipício. θ Epilepsia.
Convulsões após extração de dentes. θ Epilepsia.
Quando as supurações parecem ser a causa das convulsões. θ Epilepsia.
Toque: sensibilidade dolorosa da fronte e do vértice; região ovariana sensível.
PELE [46]
Pontadas na pele impedem o sono à noite. θ Amolecimento do cérebro.
Estrias vermelhas ou arroxeadas no pescoço, dorso ou outras partes. θ Meningite.
Cor amarela da pele.
Pele esverdeada, suja, oleosa, ou amarelo-acinzentada. Ver 36.
Erupções erisipelatosas.
Pústulas, herpes e erupção de pequenos nódulos.
Grandes bolhas amarelas, como pênfigo, sobretudo nas palmas das mãos e plantas dos pés; ardor.
Pompholyx na mão retornando todos os anos.
Erupção flictenoide, descarregando um líquido fino, amarelo, semelhante ao que aparece no vômito e na leucorreia. θ Epilepsia.
Herpes úmidas, com lugares supurantes que se assemelham a úlceras planas, na crina dos cavalos.
Inchaço azul-escuro enegrecido ao redor da unha (polegar), seguido de supuração. θ Panarício.
Úlceras, com dores em queimação.
Pústula maligna.
Carbúnculos; azul muito ao redor.
Carbunculus pestilentialis.
Frieiras.
ESTÁGIO DA VIDA, CONSTITUIÇÃO [47]
Menino, æt. 6, inclinação a tocar os genitais.
Menino, æt. 11, boa constituição; ataque epiléptico há seis meses, sem causa aparente.
Mulher, æt. 30, arruinada de mente e corpo pela epilepsia.
Mulher, æt. 40, sofreu trinta anos com espasmos epilépticos.
Mulher, æt. 24, sofreu por mais de um ano com epilepsia.
Criança, æt. 6, teve algum veneno esguichado em seu olho direito por um sapo, durante um dia seco e quente de junho, em Roma.
RELAÇÕES [48]
Antidotado por: Laches., Senega.
Comparar: em convulsões por graus baixos de supuração, Arsen., Canthar., Laches., Tarent.; em epilepsia, aura começando no plexo solar, Artem., Calc. ost., Nux vom., Silica; aura começando no braço, Laches., Sulphur; em coreia, o paciente não pode andar, deve correr ou saltar, Kali brom., Natr. mur.; em masturbação, impotência etc., Hyosc., Mercur., Sulphur; em pústula maligna, Antim. crud., Laches.; em bolhas, panarícios etc., Hepar, Laches., Phosph. ac., Silica.
Cubebæ é semelhante a Bufo (Lippe).
Complementar: Salamandra (epilepsia, amolecimento cerebral).