NABALUS.
By Timothy F. Allen — Enciclopédia da Matéria Médica Pura
Nabalus albus var. serpentarius, Gray.
Nabalus serpentarius, Hook. (Prænanthes serpentaria, Pursh.)
Ordem natural, Compositæ.
Nomes comuns, alface-branca, raiz-de-cascavel.
Preparação, tintura da planta inteira.
Autoridade.
Dr. M. E. Lazarus, N. Am. J. of Hom., 4, 352, patogenesias em uma mulher casada de dezenove anos, com a 1ª e a 3ª diluições.
MENTE
-
Depressão do ânimo, não profunda, mas bastante marcante em ambas as patogenesias, à noite; cedendo lugar, no intervalo entre as duas patogenesias, a uma reação pronta e decidida, com aumento da alegria e da vivacidade; ainda não assim após a segunda patogenesia, com a primeira diluição, quando a melancolia continuou por quinze dias depois de suspenso o medicamento.
-
Pressentimentos vagos e sinistros, pela manhã.
-
Irritabilidade de humor, referida à noite.
CABEÇA
-
Sensação de ligeira embriaguez, indo e vindo frequentemente, durante o primeiro dia de qualquer das patogenesias.
-
Dores frontais, profundas, atrás do globo ocular direito e acima do olho, por cerca de cinco minutos, na segunda noite, em ambas as patogenesias, agudas, denominadas nevrálgicas.
-
Dor de cabeça nas regiões frontal e do vértice, com irritabilidade, e em conexão com irritações persistentes da garganta, das pálpebras e da pele, e com constipação intestinal, no décimo primeiro dia, uma semana após suspender o medicamento pela segunda vez.
-
Dores occipitais, provavelmente musculares, com dor e sensação de rigidez na nuca e na região do trapézio de ambos os lados, aumentadas ao virar a cabeça; mais acentuadas na segunda noite da segunda patogenesia, persistindo levemente por uma semana, piores à noite.
OLHO
-
Irritação palpebral, continuando por quinze dias após suspender o medicamento (1ª dil.).
-
Reaparece uma antiga afecção crônica das pálpebras. [10.]
-
As margens da conjuntiva palpebral são muito incômodas e, até o momento, antes pioram do que melhoram, durante a semana desde a suspensão do medicamento; picam e ardem, e estão levemente tumefeitas e secas.
-
Fraqueza da visão; não consegue usar os olhos para costurar ou ler sem dor (isto pode ser simplesmente consequência da irritação palpebral).
NARIZ
-
O nariz (narina direita) está dolorido, sem catarro; queixa-se de um ponto inchado e doloroso.
-
Olfato levemente comprometido durante a parte final da patogenesia (1ª dil.).
BOCA
- Paladar levemente comprometido durante a parte final da patogenesia (1ª dil.).
GARGANTA
-
A garganta está dolorida, sem angina catarral; engolir não é difícil, mas é incômodo; sente-se muita cócega e raspadura, apenas do lado esquerdo, pior quando se deita e engole a saliva; então ambos os olhos, especialmente o esquerdo, formigam dolorosamente e se enchem de lágrimas (provavelmente por irritação das glândulas submucosas), (décimo primeiro dia).
-
Irritação gutural, continuando por quinze dias após suspender o medicamento (1ª dil.).
ESTÔMAGO
-
Apetite diminuído; descuida das refeições, contudo o alimento não lhe causa incômodo.
-
Prefere ácidos, limões.
-
Sede diminuída; apenas umedece a boca. [20.]
-
Secreções gástricas pervertidas; tem eructações ácidas e ardentes, no período da manhã (durante os primeiros quatro dias da segunda patogenesia).
EVACUAÇÃO
- Constipação intestinal; apenas três evacuações em doze dias, duras e dolorosas, seguidas de languidez e até de prostração.
ÓRGÃOS URINÁRIOS
-
Dor aguda no rim direito, por cerca de cinco minutos (quarto dia da primeira patogenesia e décimo primeiro da segunda).
-
Secreção renal diminuída, eliminando muito pouca urina, sem vontade de urinar.
ÓRGÃOS SEXUAIS
-
Dores pulsáteis agudas atribuídas ao útero (terceiro dia da primeira patogenesia).
-
Eliminação de matéria branca, gelatinosa, pela vagina, associada a debilidade (terceiro dia da primeira patogenesia).
-
As catamênias, habitualmente tardias, tornaram-se mais tardias que o comum após a patogenesia, atrasando-se nove dias.
PESCOÇO E DORSO
- Dores no dorso como as do torcicolo, com dores semelhantes na nuca e no occipício.
EXTREMIDADES EM GERAL
- Articulações acometidas por dor surda e entorpecimento ao despertar (quarto dia da primeira patogenesia).
GENERALIDADES
-
Susceptibilidade ao contato magnético excitada, e de modo desagradável, à aura pessoal de seus amigos (leve). [30.]
-
Sensação de peso, como se os vasos sanguíneos estivessem cheios de chumbo; o corpo parece pesado, ela anda inclinando-se.
PELE
-
Glândulas subcutâneas irritadas e tumefeitas, mais observáveis diante e atrás da raiz da orelha direita e no pescoço.
-
Sensação de picadas por todo o corpo, especialmente pelos lombos e extremidades inferiores, como se o suor tivesse sido reprimido; no quarto dia da primeira patogenesia e no décimo primeiro da segunda, esses pruridos são mais incômodos; mas persistem durante ambas as patogenesias e continuam a desenvolver-se após a suspensão do medicamento; toda esta série foi nitidamente marcada.
-
Prurido cutâneo, continuando por quinze dias após suspender o medicamento (1ª dil.).
-
As espinhas do rosto coçam em torno do nariz, do lábio superior e das faces.
SONO
-
Sonolência; característica de ambas as patogenesias, principalmente à tarde e no começo da noite, com sono profundo, porém não reparador; às vezes sente-se cansada ao despertar.
-
Sono noturno prolongado, depois mais leve e mais interrompido.
FEBRE
- Funções caloríficas deprimidas, sensação de frio, que o calor do fogo não removia, não intensa; observada durante o terceiro e o quarto dias da primeira patogenesia, e várias vezes durante a segunda, não seguida de qualquer reação febril, a menos que assim se possam considerar ondas de calor sobre a cabeça e o rosto, depois de deitar-se na terceira noite, e algumas vezes desde então.
CONDIÇÕES
-
Agravação.
-
( Manhã ), Pressentimentos.
-
( Noite ), Irritabilidade de humor; dores occipitais.