PROTEUS (Bach)
By John Paterson — Os Nosódios Intestinais
É difícil oferecer-vos uma única palavra com a qual explicar a patogenesia do B. Proteus, mas será útil, desde o início, sugerir-vos que o nosódio Proteus (Bach) raramente terá qualquer ação terapêutica, a menos que existam no caso sintomas marcantes relativos ao sistema nervoso central ou periférico, e sintomas que apareçam com certo grau de súbita instalação.
Mentais. Os sintomas mentais são proeminentes na patogenesia clínica, e “tempestade cerebral” poderia ser tomada como a nota-chave para indicar esta perturbação súbita e violenta do sistema nervoso.
Explosão de temperamento violento, especialmente se contrariado de algum modo; arremessará qualquer objeto que tenha à mão; dará pontapés ou golpes; a criança que se opõe ao controle parental deitar-se-á no chão, dando pontapés e gritando.
Também se encontra na patogenesia desta preparação de B. Proteus uma histeria emocional, sugestiva do medicamento Ignatia; e crises convulsivas e epileptiformes, bem como meningismo em crianças durante acessos febris, frequentemente respondem à ação do nosódio Proteus (Bach). Outra indicação para o uso deste nosódio é a perturbação do sistema nervoso periférico, evidenciada por espasmo da circulação periférica, por exemplo, “dedos mortos”.
Claudicação intermitente na circulação das extremidades inferiores; acessos anginosos devidos a espasmo dos capilares coronários. Há duas doenças bem conhecidas relacionadas ao espasmo capilar nas quais o nosódio Proteus (Bach) se mostrou útil no tratamento: Doença de Raynaud, em que há espasmo da circulação capilar das extremidades, e Doença de Meniere, em que o espasmo da circulação cerebral resulta em crises de vertigem.
Sistema Digestivo. É importante notar que quaisquer sintomas manifestados no sistema digestivo são secundários à ação do sistema nervoso central. Reconhece-se agora que a tensão nervosa prolongada é um fator na produção da úlcera duodenal, e, na patogenesia de Proteus, isto também se encontra. O tipo de caso é aquele em que não há sintomas prodrômicos no sistema digestivo, e o primeiro sinal é uma hematêmese ou melena. Essas úlceras têm tendência a perfurar, provavelmente devido ao comprometimento da inervação e à interferência na circulação capilar dessa área.
Como parte da discussão científica nesta reunião, será feito um estudo do medicamento Natrum muriaticum, e notareis que eu o incluo em minha lista como o membro mais destacado do grupo de medicamentos que associo ao nosódio Proteus; e talvez eu tenha a oportunidade de discutir convosco mais amplamente o significado do metabolismo alterado dos cloretos relacionado a esse organismo intestinal.
Sistema Neuromuscular. Como se poderia esperar pelas indicações precedentes, a cãibra muscular é um sintoma característico, e Cuprum metallicum também se encontra entre a lista de medicamentos.
Pele. O edema angioneurótico, que se associa ao medicamento Apis mellifica, é encontrado na patogenesia da preparação de B. Proteus, assim como também uma tendência à produção de erupção herpética nas margens mucocutâneas.
Há acentuada sensibilidade à exposição à luz ultravioleta.
Antes de deixar esta “patogenesia” de Proteus (Bach), pode ser de vosso interesse saber que, na Grã-Bretanha, desde os anos de guerra, houve um aumento acentuado na frequência com que se tem conseguido isolar B. Proteus; e isto eu associo a uma “tensão nervosa” de longa continuidade, fator de considerável importância na patogenesia desse tipo de organismo intestinal.