Terebintina. (Óleo de Terebintina.)
By Constantine Hering — Os Sintomas-Guia da Nossa Matéria Médica
Óleo de terebintina. Um óleo volátil.
Obtido pela destilação da exsudação oleorresinosa de várias espécies de pinheiro.
As diluições são preparadas a partir da solução alcoólica.
O óleo de terebintina ozonizado, recomendado como profilático nas febres palúdicas e africanas, é preparado expondo-se certa quantidade de óleo comum de terebintina, em frasco parcialmente cheio, durante vários dias à influência do sol e do ar, retirando-se frequentemente a rolha para admitir o ar e agitando-se o frasco durante essa exposição. Tomar algumas gotas várias vezes ao dia sobre um torrão de açúcar.
Introduzido por Hartlaub; ver os Annalen de Hartlaub e Trink, vol. 3, p. 118.
A coleção de sintomas publicada por C. Hering, em N. Am. Jour. of Hom., 1877, está aqui incorporada.
AUTORIDADES CLÍNICAS.
- Neuralgia ciliar com conjuntivite, irite reumática, episclerite, Amblyopia potatorum, Norton, Liebold, Fowler, em Norton, Ophth. Therap., p. 181; Conjuntivite (4 casos), Norton, Org., vol. 2, p. 119; de A. H. O., 1878; Distensão timpânica do abdome, Hale, Hom. Rev., vol. 3, p. 457; Hemorragia intestinal, Hale, Hom. Rev., vol. 3, p. 456; Nefrite aguda, Hendrichs, A. H. Z., vol. 106, p. 158; Doença de Bright, Kidd, B. J. H., vol. 13, p. 570; Albuminúria, Bell, N. E. M. G., vol. 7, p. 4; Afecção dos rins, Dodge, Org., vol. 2, p. 127, de Am. Hom., 1878; Doença dos rins, Henderson, B. J. H., vol. 14, p. 9; Hematúria, Hartmann, Rück. Kl. Erf., vol. 2, p. 32; Hale, Hom. Rev., vol. 3, p. 454; B. J. H., vol. 14, p. 15; Org., vol. 1, p. 112; Cistite, Clapp, Mass. Trans., vol. 4, p. 294; Catarro dos órgãos urinários, Goullon, A. H. Z., vol. 83, p. 47; Espermatorreia, Paci, M. I., vol. 4, p. 36; Aumento fibroso do útero, Dodge, Org., vol. 1, p. 325, de Am. Hom., 1878, N. A. J. H., vol. 26, p. 424; Dor na região esternal, Berridge, Hom. Phys., vol. 9, p. 197; Hemoptise, Ker, Hom. Rev., vol. 13, p. 82; , Brodrick, , vol. 9, p. 365; , Hale, , vol. 7, p. 421; , Detwiller, , 1880, p. 184; Allen, , vol. 6, p. 307.
MENTE [1]
Após pensar com mais facilidade, e com a mente clara, fica inconsciente.
Incapacidade de concentrar a mente.
Incapacidade de pensar ou de trabalhar. θ Cefaleia nervosa.
Estupor e sono profundo. θ Uremia. θ Desmaio.
Delírio leve, estupor e diarreia. θ Tifo.
Inconsciente, seguido de incapacidade de concentrar a mente.
Obtuso, langoroso; > pela micção livre.
Estado maníaco durando vários dias.
Desalento. θ Cefaleia nervosa.
Hipocondria.
Piora ao ocupar-se em trabalho mental; pressão surda acima do olho esquerdo.
Cansado da vida. θ Cefaleia nervosa.
Suicídio por enforcamento, em dois casos, após lavar rendas em óleo de terebintina e álcool.
Ansiedade ao ir para a cama.
Teme apoplexia; plenitude e pressão na cabeça.
SENSORIUM [2]
Levemente embriagado durante várias horas.
Vertigem: súbita, com obscurecimento da visão; cai ao chão; no período tardio do tifo; e aturdimento com lassidão; ligeira, com frio generalizado; com náusea e diminuição do apetite.
Aturdimento na cabeça.
Tendência à síncope. θ Cefaleia nervosa.
Comatoso; só pode ser despertado por sacudidelas, saindo do estupor aparente, mas cai logo em seguida nele outra vez.
CABEÇA INTERNA [3]
Leve cefaleia nevrálgica, que vai e vem o dia todo.
Cefaleia com sede. θ Peritonite puerperal.
Cefaleia surda com cólica.
Cefaleia. θ Catarro uretral.
Dor contínua e fixa na cabeça; crônica, com raras intermissões.
Pontada na fronte, como por uma faca.
Dores nevrálgicas indo para o lado direito da cabeça.
Dor surda ou lancinante, pulsátil, no vértice da cabeça ou em todo o crânio.
Grande plenitude e pressão na cabeça; ela gritava: "Minha cabeça, minha cabeça"; temeu-se apoplexia.
Pressão surda acima do olho esquerdo; à noite, enquanto se ocupa em trabalho mental.
Cefaleia opressiva em toda a cabeça, que vai e vem, com ânsia de vômito.
Pressão intensa e grande plenitude na cabeça; cefaleia surda com epistaxe violenta. θ Febre séptica. θ Escarlatina.
Sensação como de uma faixa em volta da cabeça.
Cefaleia contusiva.
Dor puxante que se estende do pescoço ao occipício, de onde se espalha para a fronte.
Dor puxante na fronte, estendendo-se aos quadris. θ Hematúria.
Cefaleias nevrálgicas e nervosas, > pela micção livre.
Inação dos rins, com urina escassa e enfumaçada; cérebro envenenado pela ureia não excretada.
(OBS:) Hidrocefalia, aguda e crônica.
CABEÇA EXTERNA [4]
Dor dilacerante e cosquilhante na região temporal esquerda, que vai e vem, na cama, à noite; friccionar a remove.
(OBS:) Erisipela do couro cabeludo.
VISÃO E OLHOS [5]
Neuralgia ciliar, com conjuntivite aguda; injeção da conjuntiva variável, às vezes excessiva, noutras muito moderada, chegando a pouco mais que uma simples hiperemia, em momento algum proporcional à gravidade da dor; vermelhidão, em geral escura, especialmente nos estágios tardios, embora no auge da inflamação possa ser viva; quemose; infiltração no tecido celular da órbita; injeção ciliar profunda, tumefação das pálpebras, fotofobia e lacrimejamento; pupila contraída, dilatando-se regular, porém lentamente, sob Atropina; tensão variável mesmo em curto espaço de tempo, embora mais frequentemente diminuída do que o contrário; globo ocular sensível ao toque; dor excessiva e sempre presente; varia de dor surda, moente, dolorida, pulsante, dolorosa à dor aguda, penetrante e fulgurante, quase enlouquecendo o paciente, especialmente intensa sobre e ao redor do olho, estendendo-se até o occipício do lado correspondente, frequentemente seguindo o trajeto do nervo supraorbital; sempre < à noite e frequentemente acompanhada de paroxismos intensos, particularmente de madrugada, entre 1 e 3 horas; lado correspondente da face ruborizado; urina escassa e carregada; dor nas costas.
Amblyopia potatorum; havia oito semanas a visão começara a ficar turva; dor quase constante, surda e dolorida, na região dos rins; urina escura e carregada de fosfatos ácidos, densidade 1028; visão 5/40 em ambos os olhos; fundo ocular com aspecto normal.
Ao caminhar ao ar livre, moscas volantes e tontura transitória.
Obscurecimento da visão.
(OBS:) Fotofobia. θ Oftalmia escrofulosa.
Dor acima do olho esquerdo.
Episclerite no olho esquerdo havia mais de três semanas; olho muito vermelho, especialmente do lado interno da córnea, onde havia uma elevação dura, vermelho-azulada; dor intensa dia e noite no olho e no lado correspondente da cabeça; pupila reagia bem; urina muito escura.
Irite reumática; desejo frequente de urinar, dor nos rins, ardor na uretra, urina escura; supressão do suor habitual dos pés.
Aderência recente da íris ao cristalino. θ Sinéquias posteriores.
(OBS:) Irite crônica de origem traumática ou reumática.
No canto externo de cada olho, equimose da conjuntiva. θ Púrpura hemorrágica.
Quemose do olho esquerdo; urina vermelho-escura, como sangue, tornando-se espessa ao repousar e deixando sedimento vermelho aderente; dor atravessando a região dos rins.
Vermelhidão da conjuntiva esquerda, íris lenta, muita dor no e acima do olho, sempre < à noite, língua saburrosa amarela na base; no oitavo dia acordou à 1 da manhã com forte dor pulsátil no olho, especialmente no canto interno, durante uma hora; agora alguma dor no lado esquerdo da cabeça, lacrimejamento ao olhar para baixo, globo ocular sensível ao toque e muito vermelho, especialmente na metade interna; dores penetrantes e fulgurantes do alto do olho direito para baixo através do olho, e sensação como se areia fosse atirada violentamente no olho; urina escura e escassa, com sedimento escuro; dor nas costas.
Dor muito intensa sobre o olho esquerdo e na têmpora esquerda, dia e noite (teve cancro há um ano); há um ano nenhum suor no lado esquerdo da cabeça, enquanto abundante no direito; conjuntiva muito vermelha com injeção ciliar profunda, muito lacrimejamento; alguma fotofobia, humor aquoso aparentemente turvo.
Dor dolorosa no olho esquerdo, por vezes lancinante, com muita vermelhidão da conjuntiva, aderência das pálpebras pela manhã, lacrimejamento à noite; turvação da visão, dor intensa nas costas, urina escura.
Olho vermelho-escuro, face vermelha no lado afetado.
Olhos e pálpebras inflamados.
Olhos meio abertos, voltados para cima ou revirando.
Abre os olhos apenas ao engolir, tornando a fechá-los logo durante o sopor.
AUDIÇÃO E OUVIDOS [6]
Audição afetada, a voz soa antinatural, < na orelha direita; ressoar e zumbido na orelha esquerda como de uma concha marinha; não consegue dizer onde está a pessoa que fala, a menos que a veja; falarem alto com ela é muito doloroso; da orelha direita para a esquerda.
Sensação nos ouvidos como de bater de relógio.
Dores da fronte para a orelha direita, que lhe parece muito quente; a orelha esquerda parece fria.
Otite, com amígdalas aumentadas; condição granulosa da cavidade nasofaríngea.
Otalgia das crianças; durante a dentição, sinais de irritação cerebral e abdominal.
Eczema diante da orelha, tendendo a afetar as pálpebras.
Pontada súbita na apófise mastoide direita.
OLFATO E NARIZ [7]
Epistaxe violenta. θ Albuminúria. θ Tifo.
Epistaxe passiva em crianças.
Coriza aquosa frequente, ora de uma, ora de ambas as narinas.
FACE SUPERIOR [8]
Sensação espasmódica, mas sem contrações visíveis, estendendo-se do queixo aos ossos maxilares superiores, seguida de cefaleia contusiva sobre os olhos.
Repuxamento nos ossos, do lado direito, e na fronte.
Plenitude e rubores na face. θ Climatério. θ Tifo.
Ondas de calor na face, seguidas de leve suor. θ Neuralgia vaga.
Cor terrosa da face, traços abatidos.
Face muito pálida. θ Albuminúria.
Face pálida e fria.
Erisipela crônica da face.
FACE INFERIOR [9]
Lábios gretados e ligeiramente sangrantes. θ Albuminúria.
Trismo.
DENTES E GENGIVAS [10]
Repuxamento nos dentes.
(OBS:) Odontalgia.
Afecções escorbúticas com hematúria.
As gengivas ardiam todas as manhãs, eram esponjosas e dolorosas ao toque; escová-las fazia sangrar.
Gengivas sangrantes. θ Albuminúria.
Dentição: supressão da urina com convulsões; criança desperta à noite, gritando como se assustada, tem olhar fixo, fecha os dedos com força; sacudidas em diferentes partes do corpo; cata o nariz; tosse seca e curta; dores nos membros e na cabeça; ardor doloroso e distensão intersticial das gengivas; otite.
GOSTO, FALA, LÍNGUA [11]
Língua: viva ou vermelha; o revestimento desprende-se em placas, apresentando manchas vermelho-vivas aqui e ali, ou toda a cobertura se limpa simultaneamente; seca e vermelha; marrom, seca; ardor na ponta da língua; papilas elevadas; como se privada de suas papilas, ou como se envernizada.
A língua permanece seca, com tensão abdominal; após limpar-se, torna a secar com aumento do timpanismo. θ Tifoide.
A língua não se limpa gradualmente, mas rapidamente e em grandes placas, primeiro no meio, deixando-a lisa e brilhante. θ Tifoide.
Língua vermelha e brilhante. θ Estomatite. θ Enterocolite.
Língua inchada, dura e rígida, com febre violenta.
BOCA INTERNA [12]
Hálito fétido. θ Helmintíase.
Ardor na boca.
Úlceras na boca.
(OBS:) Ptialismo mercurial; estomatite escorbútica.
Na boca e nos cantos dos lábios, equimoses que sangram. θ Púrpura hemorrágica.
Estomatite estendendo-se da boca ao ânus; língua muito dolorida, vermelha e brilhante, ardendo como fogo; timpanismo imenso; sem dor; prostração.
PALATO E GARGANTA [13]
Raspagem e arranhadura na garganta, frequentemente com tosse à noite.
Ardor na garganta.
Calor e arranhadura na faringe e no estômago.
APETITE, SEDE. DESEJOS, AVERSÕES [14]
Fome e sede, com debilidade.
Desejo de beber; apetite diminuído.
Falta de apetite, grande sede. θ Gastroenterite.
Enquanto se ocupa em agradável trabalho mental à noite, após refeição completa e satisfatória, súbito desejo de comer arruda.
Aversão à carne.
COMER E BEBER [15]
Depois de comer: enjoo no estômago; roncos altos nos intestinos, enquanto a dor nos hipocôndrios desaparece.
Após refeição satisfatória, apetite estranho.
Pressão no epigástrio como por deglutição apressada.
SOLUÇOS, ERUCTAÇÕES, NÁUSEA E VÔMITOS [16]
Eructações rançosas.
Flatulência; eructações acres. θ Hematêmese.
Azia e regurgitação aquosa à noite.
Eructações e náusea; > após eructar.
Náusea: e vertigem; e vômitos.
Vômitos de muco; de muco amarelado; de alimentos (albuminúria); de sangue.
ESCROBÍCULO E ESTÔMAGO [17]
Dor surda no epigástrio.
Pressão como se tivesse engolido uma bala que ficou alojada no epigástrio.
Leve dor opressiva em pequeno ponto do epigástrio; > curvando-se, deitando-se ou respirando profundamente.
Pressão no escrobículo como de fora para dentro.
Tensão e dor em torno do epigástrio, com desfalecimento e sensação de completa prostração ou ansiedade nessa região. θ Hematêmese.
Beliscadura abaixo do epigástrio, com eructações e náusea.
Ardor no estômago e nos hipocôndrios.
Calor no estômago.
Ardor intenso no estômago, com náusea e vômitos de muco, bile ou sangue; hemorragias copiosas.
Pressão no estômago transformando-se em leve náusea; > por eructar.
Pressão no estômago, à noite, na cama, deitado sobre o lado esquerdo, impedindo o sono; > ao virar para o lado direito e eliminar flatos.
Gastrite; não suporta o menor toque.
HIPOCÔNDRIOS [18]
Dor dolorida e ardor na região hipocondríaca.
Forte pressão ardente no hipocôndrio.
(OBS:) Pressão abaixo do diafragma, estendendo-se da esquerda para a direita.
O fígado pode ser palpado abaixo das costelas. θ Asma enfisematosa.
(OBS:) Cólica por cálculos; afecções hepáticas crônicas.
Pressão e dores incisivas na região hipocondríaca esquerda quando sentado, desaparecendo ao movimentar-se.
ABDOME E LOMBOS [19]
Sensação como se os intestinos fossem puxados em direção à coluna.
Irritação e fraqueza dos intestinos. θ Albuminúria.
Ansiedade na região epigástrica; abdome mais cheio que de costume.
Plenitude como após comer em excesso.
Peso no abdome após a sesta.
Pressão e peso no abdome, com eliminação de flatos.
Borborigmos, com dor de barriga e dejeções marrons.
Borborigmos e gargarejos no abdome à noite; cólica pela manhã.
Sensação de distensão no abdome, como por flatos, obrigando-o logo a repousar.
Meteorismo; timpanismo excessivo, abdome sensível. θ Tifo. θ Afecções puerperais.
Distensão e flatulência; abdome distendido, dolorido ao toque. θ Peritonite puerperal.
Sensibilidade intestinal. θ Tumor uterino.
Abdome distendido; cólicas frequentes, com constipação intestinal.
Abdome doloroso à pressão.
Dores cólicas e gripantes no abdome. θ Febres sépticas.
Cólica compressiva e beliscante, com dejeções mucopurulentas.
Dor lancinante atravessando os intestinos da esquerda para a direita e para cima.
Cólica: com cefaleia; com diarreia; com evacuações pastosas.
Dor incisiva constante, estendendo-se às coxas.
Cólica com movimentos vivos dos intestinos e meteorismo, após calor e arranhadura na faringe e no estômago; ansiedade; náusea, raramente vômito.
Corte no abdome, com distensões localizadas, como se uma hérnia fosse protruir; dolorimento na virilha.
Sensação de frio no abdome como se estivesse exposto.
Frieza na região umbilical.
Ao deitar-se, a região umbilical parece retraída e fria, como se coberta por uma placa redonda e fria.
Sensação como se os intestinos fossem puxados em direção à coluna.
Dor no umbigo.
Sensação no abdome como se fosse seguir-se diarreia.
Ardor e prurido no abdome.
Dor na região ilíaca. θ Tifo.
Virilhas ligeiramente inchadas e dolorosas à noite, enquanto sentado.
Dores e movimentos na virilha como se uma hérnia fosse aparecer, sobretudo quando, sentado, a coxa está estendida; sente-se ora na virilha direita, ora na esquerda.
Dor com urgência e corte na virilha direita.
(OBS:) Hérnia estrangulada.
Ardor e prurido da pele na virilha direita.
Derrame de soro na cavidade abdominal. θ Tifo.
Início de ulceração intestinal. θ Tifo.
Ulceração intestinal, aumento do timpanismo; a língua volta a secar. θ Tifo.
Peritonite e outras afecções inflamatórias do abdome.
No sexto dia de enterite, paciente quase sem pulso; face, mãos e membros frios; grande agitação mental; medo da morte; muita dificuldade em respirar devido ao estado timpânico do abdome, que era de tamanho enorme, não sensível, mas duro e ressonante como um tambor; língua seca, com aspecto como se cauterizada por ferro em brasa no centro.
FEZES E RETO [20]
Vontade infrutífera de evacuar.
Tenesmo; dejeções sanguinolentas. θ Disenteria.
Após a eliminação de flatos, o estômago melhora.
Com evacuação solta, cessação imediata da náusea.
Evacuações copiosas e frequentes por cima e por baixo.
Dejeções de muco e água; < pela manhã.
Evacuações pastosas, com ardor no reto e cólica.
Descargas copiosas com ardor no ânus.
Diarreia, abdome tenso e sensível; língua seca ou úmida. θ Tifo.
Fezes: aquosas, esverdeadas; mucosas e aquosas; frequentes; profusas; fétidas; sanguinolentas.
Agravação: à tarde e à noite; de manhã, durante febre tifoide; durante nefrite; por viver em porões úmidos e escuros.
Antes da evacuação: dor cólica no abdome.
Depois da evacuação: ardor violento no reto e no ânus; exaustão; desmaio. Catarro intestinal e diarreia. θ Nefrite.
Diarreia; prostração excessiva; ardor no ânus.
Logo após suar, ao amanhecer, diarreia de odor muito mau.
Diarreia com espasmos tetânicos.
Diarreia biliosa. θ Albuminúria.
Fezes fuliginosas como borra de café. θ Hematêmese. θ Púrpura hemorrágica.
Enterocolite, com hemorragias e ulceração intestinal, especialmente degeneração epitelial; dejeções de muco e água. θ Afecções tifoides.
Constipação intestinal. θ Tumor uterino. θ Albuminúria.
Constipação intestinal com distensão abdominal.
Fezes escassas, duras e secas; castanho-escuras.
Hemorragias: intestinais; com ulceração; degeneração epitelial; passivas.
No décimo quarto dia de febre tifoide, diarreia profusa da cor de suco de ameixa, vermelho-escura, mostrando ao microscópio grande quantidade de partículas semelhantes a farelo misturadas com glóbulos sanguíneos desorganizados; pedaços de linho mergulhados nela tornavam-se vermelhos; tinha odor fétido peculiar; pequenos coágulos no fundo do vaso, não firmes, mas deliquescentes; excessiva sensibilidade na região ilíaca esquerda, estupor, delírio leve, língua seca, vermelha nas pontas, fortemente saburrosa atrás, subsultus.
Hemorroidas. θ Tumor uterino.
Hemorroidas internas, sangrantes.
Hemorragia pelo ânus. θ Tifo.
Ardor e formigamento no ânus e no reto, > pela aplicação de água fria.
Elimina segmentos de tênia; áscaris .
Vermes: com hálito fétido, sensação de sufocação; tosse seca e áspera; ardor e formigamento no ânus, com sensação como se áscaris estivessem rastejando; por vezes com espasmos.
ÓRGÃOS URINÁRIOS [21]
Dores violentas, ardentes e puxantes nos rins. θ Nefrite. θ Hematúria.
Pressão nos rins ao sentar-se, > pelo movimento.
Repuxamento transitório no rim direito, estendendo-se ao quadril direito.
Rigidez em todo o corpo; peso e dores na região dos rins.
(OBS:) Neuralgia dos rins.
(OBS:) Previne e dissolve cálculos renais.
Dor surda e ardor na região renal; estendendo-se pelos ureteres abaixo.
Ardor durante a micção.
Sensação como se fosse cair de bruços ao caminhar; por vezes perda da visão e diplopia; dor sobre os rins quando cansado; urina um pouco mais escura; albumina e corpúsculos sanguíneos na urina; pálpebras, face e pés incham.
Doença renal produzindo hidropisia; o ataque surge rapidamente com dor na região lombar, urina muito diminuída, carregada de albumina, contendo cilindros tubulares e discos sanguíneos. θ Hidropisia pós-escarlatinosa.
Hidropisia dependente de congestão dos rins; dor surda e dolorida na região renal; urina de aspecto enfumaçado.
Degeneração gordurosa do rim (aumento); hidropisia geral; membros enormemente inchados, pele profundamente depressível à pressão e distendida quase a romper, mal conseguia dar um passo; muita fraqueza muscular geral; menstruação ausente havia quatro meses; urina de cor opalescente, escura e enfumaçada, densidade 1018, quantidade média de 30 a 35 onças em vinte e quatro horas; ao ferver tornava-se massa quase sólida de albumina; glóbulos sanguíneos visíveis ao microscópio. θ Doença de Bright.
Albuminúria; estágios iniciais, quando sangue e albumina abundam mais do que cilindros e epitélio.
Menina, 9 anos, escarlatina leve; tornou-se langorosa; vômitos de muco amarelo; língua saburrosa branca; ataques de dor lancinante na cabeça, gritava subitamente; > segurando firmemente a cabeça; face e abdome inchados; pés não inchados; urina escassa, turva, escura; albumina abundante. θ Albuminúria pós-escarlatinosa.
Açúcar na urina. θ Diabetes.
(OBS:) Supuração dos rins e da bexiga.
Afecções dos rins, < por viver em moradias úmidas.
Sensibilidade dolorosa do baixo-ventre, tenesmo da bexiga.
Urgência espasmódica e pressão na região da bexiga, enquanto sentado; subindo em estrias para cada rim; > pelo exercício.
Tenesmo da bexiga. θ Gonorreia.
Ardor violento e dor incisiva na bexiga, alternando com dor semelhante no umbigo; < em repouso; > ao caminhar ao ar livre. θ Hematúria.
Supressão da urina.
Retenção de urina por atonia do fundo vesical.
Incontinência de urina; também à noite.
Catarro da bexiga, particularmente em pessoas idosas de hábitos sedentários.
Cistite e retenção de urina; pressão na região da bexiga causava convulsões.
Homem, 62 anos, sofre todos os anos com corrimento seropurulento da uretra; especialmente após espremer, escorre da uretra matéria espessa e esverdeada; alguma dor após a micção, mas sem inchaço; beber frio depois de aquecido parece ser a causa excitante; o paciente queixa-se de cefaleia, movimentos febris, anorexia etc.
Disúria.
Ardor na uretra, ao urinar.
Estrangúria; retenção espasmódica da urina. θ Gonorreia.
Micção frequente à noite, com ardor intenso e dor na região lombar.
Urina aumentada. θ Tifo.
Ardor vivo na uretra. θ Gonorreia.
Urina: odor de violetas; fétida; albuminosa; escassa; escura; turva e enfumaçada, sanguinolenta; clara, aquosa, abundante.
Hematúria.
Urina vermelha, espessa, escassa. θ Reumatismo articular.
Sangue na urina, após um corte, extração dentária etc., em hemofílicos.
Urina escassa, escura, por vezes sanguinolenta; contendo albumina, coágulos cilíndricos, elementos renais, oxalato de cálcio. θ Albuminúria.
Urina fortemente carregada de sangue, especialmente se é vermelho-vivo e eliminada em quantidades muito pequenas. θ Albuminúria.
Urina negra, com sedimento de borra de café. θ Afecção hepática.
Urina contém sangue após escarlatina.
Dor surda na região lombar e através da parte média do abdome; pulso 100, firme, não largo; urina semelhante a vinho do Porto na cor, numa colher parece bastante clara, quase negra ao olhar-se de cima num vaso de câmara; coagula fortemente pelo calor; língua saburrosa; apetite e sono perturbados. θ Hematúria renal.
Alguns meses antes do nascimento da criança, agora com 1 ano, teve dor incomum nas costas, na região renal e descendo pelos ureteres até a bexiga; urina muito escura e de forte odor, depositando sedimento negro; emagrecimento, aspecto anêmico como de quem perdeu muito sangue, fraqueza, exaustão ao caminhar pequena distância; após subir escadas, palpitação, dispneia, latejamento na cabeça; pele muito pálida e de sensação pouco saudável; acessos de febre à tarde, seguidos de suores noturnos profusos; constipação intestinal; língua pálida e flácida; urina escura, quase negra ao ser emitida, depositando sedimento que equivalia a quase um doze avos de sua quantidade, negro como carvão; a quantidade urinária não estava muito abaixo do normal; tinha aspecto enfumaçado. θ Hemorragia passiva crônica dos rins.
Ao repousar, a urina deposita sedimento avermelhado-esbranquiçado.
A urina deposita sedimento viscoso, espesso, lodoso. θ Catarro vesical.
Após escarlatina: elimina pequenas quantidades de urina escura, de odor adocicado, turva e com sedimento como borra de café; por vezes a mente fica embotada, ou o paciente sonolento, até em estupor; hidropisia; a urina, embora rica em albumina e sangue, contém poucos cilindros, se é que contém algum.
ÓRGÃOS SEXUAIS MASCULINOS [22]
Espermatorreia em homem de 25 anos; sem maus hábitos; urina turva e com sedimento mucoso amarelado.
Dor lacerante no púbis.
Sente como se a sínfise púbica fosse subitamente forçada a separar-se.
Ardor transitório na parte posterior do testículo direito.
Repuxamento espasmódico no testículo esquerdo e ao longo do cordão.
Dor incisiva e puxante do anel inguinal ao testículo esquerdo; desaparece ao curvar-se.
Cordee; corrimento uretral crônico. θ Gonorreia.
Reumatismo gonorreico.
Gonorreia com estrangúria, tenesmo da bexiga, ardor vivo na uretra; micção dolorosa a cada dez minutos, alívio pela micção.
ÓRGÃOS SEXUAIS FEMININOS [23]
Hidropisia ovariana.
Ardor terrível no útero, com forte sensação de peso para baixo; causava grande calor por todo o corpo; deseja beber; calor interno; abdome mais cheio que o habitual.
Peritonite após o parto, por usar espartilho apertado. θ Tumor uterino.
Doenças uterinas após uso de suporte uterino. θ Erisipela traumática.
Aumento fibroso do útero; leucorreia sanguinolenta e fétida; ardor no útero; dor na crista do ílio, < pelo movimento ou pelo menor abalo ao andar ou montar; menorragia, sangue negro.
Útero e ovários muito dolorosos.
Repuxamento nas coxas e cólica como se a menstruação fosse começar, uma semana depois de tê-la tido.
(OBS:) Menorragia; leucorreia; herpes labial.
Menstruação atrasada dois dias e escassa, com perturbação da função menstrual, ou durante o climatério. θ Neuralgia vaga.
Durante o climatério: neuralgia; rubores; suor; dores.
GRAVIDEZ. PARTO. LACTAÇÃO [24]
Durante a gravidez. θ Neuralgia.
(OBS:) Aborto.
Ardor e pressão para baixo no útero, e ardor ao urinar.
Metrite e peritonite puerperal, com tendência à gangrena; lóquios suprimidos, ardor terrível no útero, abdome mais cheio que o habitual; cefaleia com sede; língua marrom e seca, náusea e vômitos; abdome distendido, dolorido ao toque; pulso pequeno, frequente, com debilidade geral.
VOZ E LARINGE. TRAQUEIA E BRÔNQUIOS [25]
Vias respiratórias secas; a mucosa parece quente e congesta.
Ardor nas vias aéreas, com expectoração fina, muito difícil de desprender.
(OBS:) Catarro brônquico dos idosos, com escarros mucopurulentos.
Secreção da mucosa brônquica grandemente aumentada, com tosse espasmódica convulsiva; herpes labial, peso retroesternal intenso e cócegas na traqueia, como no início de bronquite; catarro estriado de sangue.
(OBS:) Crupe membranoso.
RESPIRAÇÃO [26]
Respiração curta; respiração difícil como por congestão dos pulmões.
Respiração difícil havia seis meses; < pelo movimento. θ Enfisema.
Dispneia a noite toda, apoiado na cama, mal podendo respirar. θ Albuminúria.
Sensações de sufocação. θ Vermes.
Senta-se ereto, respira rapidamente, não consegue expandir o tórax, respiração abdominal; > por respiração profunda.
Com estado estuporoso, inquieto; respiração desigual, ora pesada, ora rápida, às vezes interrompida como se fosse cessar.
TOSSE [27]
Tosse como se um corpo estranho tivesse entrado na traqueia, com inspiração espasmódica semelhante à coqueluche, porém com interrupções, até finalmente cessarem todas as inspirações.
Tosse com expectoração sanguinolenta, sem dor no tórax.
Catarro brônquico com muita expectoração.
Tosse seca, sem expectoração ou com escarro estriado de sangue.
Tosse seca e áspera. θ Vermes.
Tosse seca, < ao deitar-se depois de comer.
Escarro mucoso copioso. θ Albuminúria.
Expectoração sanguinolenta. θ Tifo.
Grande angústia e inquietação, seguidas de hemoptise.
Sintomas brônquicos perigosos em casos de tifo.
Escarro espumoso.
PEITO INTERNO E PULMÕES [28]
Após tosse espasmódica com perda de fôlego, dor muito pronunciada ou duradoura na parte inferior do peito.
Dor opressiva atrás do esterno.
Bebidas quentes, ao descerem, causam dor na região esternal, com sensibilidade ao toque; a dor é algo ardente.
Ardor no peito ao longo do esterno.
Distensão das vesículas aéreas ao mais alto grau; o ápice do coração é sentido batendo no epigástrio; coração e fígado deslocados para baixo; perde o fôlego ao menor esforço, evitando até caminhar. θ Enfisema.
Pneumonia tifoide; ardor e aperto insuportáveis através do tórax, com grande secura das mucosas ou expectoração profusa; hepatização dos pulmões; estertores crepitantes úmidos nos lobos superiores ou médios; toda a região póstero-inferior do lado direito do peito maciça à percussão; pulso intermitente, irregular; grande prostração.
Bronquite capilar; criança sonolenta, pulmões todos obstruídos; urina escassa, quase escura por mistura de sangue.
Catarro brônquico e pneumonia no tifo.
Nas partes superiores ou médias do peito, estertores crepitantes úmidos; no lado esquerdo o mesmo, porém mais leve. θ Albuminúria.
Derrame de soro na cavidade pleural. θ Tifo.
Hemorragia dos pulmões.
Hemoptise; grande angústia e inquietação antes da hemorragia, imediatamente aliviadas por ela.
CORAÇÃO, PULSO E CIRCULAÇÃO [29]
Palpitação com pulso irregular ao ir para a cama.
Doenças orgânicas do coração e dos grandes vasos. θ Morbus Brightii.
Pulso: intermitente, irregular ao ir para a cama, com grande fraqueza; aumentado em força e frequência; fraco ou rápido; lento, na diarreia (tifo); pequeno, com debilidade geral; 130 a 140 (peritonite puerperal); pequeno, filiforme e tenso (tifo); filiforme e quase imperceptível.
PEITO EXTERNO [30]
Ardor no peito ao longo do esterno, espalhando-se gradualmente por todo o tórax; desaparece com pontadas através dos mamilos; após bebida quente.
Pontada no peitoral maior esquerdo.
Rigidez muscular; contração dos músculos do tórax.
PESCOÇO E COSTAS [31]
Dor opressiva nas costas, subindo entre as escápulas, sentida como pulsação.
Repuxamento nas costas ao sentar-se à noite.
Repuxamento nas costas e músculos lombares, com lassidão ao exercitar-se ao ar livre.
Dor nas costas e sensibilidade dolorosa nas afecções renais.
Dores intensas na região lombar, com febre.
Forte dor reumática nos músculos lombares, contraída por tirar a flanela cedo demais; impossível curvar-se ou deitar-se de costas; dores agudas, tornando o movimento, quando não está em posição ereta, intolerável.
MEMBROS SUPERIORES [32]
Repuxamento nos ossos do braço pela manhã.
Dor como por torção nos músculos do braço esquerdo.
Mãos trêmulas, com debilidade.
Neuralgia braquial ou subescapular.
MEMBROS INFERIORES [33]
Insensibilidade dos membros, particularmente dos inferiores.
(OBS:) Lumbago; ciática.
Dor indo do quadril à fronte; ou dos rins.
Repuxamento lacerante na articulação coxofemoral direita.
Neuralgia dos quadris.
Repuxamento ao longo das coxas.
Ciática, em pacientes reumáticos; sintomas urinários.
Eritema nas coxas e no corpo, semelhante a erupção escarlatiniforme.
Dor nas virilhas, estendendo-se às coxas.
Espasmos contrativos dos músculos da coxa durante a remissão da neuralgia.
Inchaço e rigidez do joelho direito, com dor na panturrilha e tumefação do vasto externo.
Suor profuso nas pernas, à noite, na cama.
Neuralgia intensa nos membros inferiores, especialmente em tempo úmido.
Dor lacerante nos pés, ora aqui, ora ali; principalmente nas plantas e calcanhares. θ Neuralgia vaga.
Pernas edemaciadas. θ Albuminúria.
Marcha vacilante, como de ébrio.
MEMBROS EM GERAL [34]
Entorpecimento dos membros. θ Cefaleia nervosa.
Peso nos membros.
Nervos dos membros, particularmente os inferiores, extremamente sensíveis.
Dor intensa ao longo dos nervos maiores.
Membros enormemente inchados. θ Albuminúria.
Frieza das extremidades.
Membros pendendo frouxamente, sem movimento.
REPOUSO. POSIÇÃO. MOVIMENTO [35]
Repouso
Posição. Movimento. Fica de pé com os pés muito afastados; não consegue equilibrar o corpo.
Deitado: a região umbilical parece retraída e fria; > dor no epigástrio; sobre o lado esquerdo, pressão no estômago; tosse <.
Sentado: dor no hipogástrio esquerdo; virilhas dolorosas; pressão nos rins; urgência e pressão na bexiga; repuxamento nas costas.
Curvando-se: dor no epigástrio >; > dor no testículo esquerdo.
Movimento: > dor no hipogástrio; > pressão nos rins; pressão na bexiga >; < dor na crista do ílio; < respiração difícil.
Caminhando: ao ar livre, moscas volantes e tontura; sensação como se fosse cair para a frente; enfisema <.
NERVOS [36]
Sensação de cansaço.
Dores intensas ao longo do trajeto dos grandes troncos nervosos.
Neuralgia violenta no trajeto do nervo supraorbital.
Sacudidas súbitas dos membros como por descarga elétrica. θ Neuralgia vaga.
Dor lancinante, como relâmpago, ou forte batimento, compressiva.
Formigamento rastejante, com sensação de adormecimento ou de peso. θ Neuralgia.
Neuralgia com sensação de frio no nervo, por vezes como água quente correndo por um tubo.
Prostração, com suor frio e pegajoso e pulso filiforme, quase imperceptível.
Grande prostração com emagrecimento incomum. θ Tifo.
Não tem poder de equilibrar o corpo; fica de pé com os pés muito afastados (após grandes doses para tênia).
Grande fraqueza. θ Afecção hepática.
Tendência à síncope. θ Cefaleia nervosa.
A fraqueza corporal aumenta rapidamente. θ Púrpura hemorrágica.
Debilidade geral. θ Albuminúria. θ Neuralgia vaga.
Fraqueza nervosa e muscular; falta de sensibilidade.
(OBS:) Paralisia; paraplegia.
Subsultus ocasional.
(OBS:) Convulsões puerperais por envenenamento urêmico.
Espasmos urêmicos na albuminúria, com grande prostração.
Espasmos. θ Helmintíase.
(OBS:) Espasmos tetânicos; trismo.
(OBS:) Coreia; epilepsia.
SONO [37]
Sonolência. θ Tifo. θ Escarlatina.
Não consegue adormecer, revira-se na cama.
O sono é impedido pela dor no estômago.
Sem sono, excitável; pele quente.
Pesadelo o desperta quando começa a adormecer.
Sonhos habituais.
TEMPO [38]
Ao amanhecer: diarreia fétida.
Manhã: gengivas ardem; cólica; dejeções de muco e água; repuxamento nos ossos do braço.
Noite: pressão surda acima do olho esquerdo; raspagem na garganta com tosse; desejo de comer arruda; azia e regurgitação aquosa; borborigmos no abdome; virilhas inchadas e dolorosas; suor nas pernas, na cama.
Noite: neuralgia ciliar <, particularmente de 1 a 3 da manhã; dor no olho <; criança desperta, dentição; micção frequente; incontinência urinária; dispneia; pesadelo.
TEMPERATURA E TEMPO ATMOSFÉRICO [39]
Moradias úmidas: afecções renais <.
Porões úmidos e escuros: diarreia.
Tempo úmido: neuralgia nas pernas.
Água fria: > ardor no ânus.
FEBRE [40]
Calafrios seguidos de calor febril por todo o corpo; cefaleia, face vermelha. θ Doença de Bright.
Frieza violenta, com agitado revolver-se.
Calafrio violento, membros frios, tronco quente.
Após forte calafrio, dor violenta no abdome. θ Peritonite puerperal.
Arrepio.
Calafrios irregulares e ondas de calor. θ Hematêmese.
Frieza e frio no abdome.
Grande calor; calor interno.
Grande calor por todo o corpo, oriundo de dor uterina.
Pele quente e seca; diarreia. θ Tifo.
Febre com sede violenta; face vermelha; superfícies mucosas parecem secas; pulso duro e frequente; suor profuso, prostração excessiva.
Suor subitamente suprimido. θ Neuralgia.
Suor frio e pegajoso por todo o corpo. θ Febres tóxicas.
Febre tifoide; timpanismo excessivo; languidez e prostração; fezes frequentes e soltas; hemorragias copiosas intestinais com ulceração das glândulas de Peyer; delírio murmurante; para o fim da segunda semana, língua vermelho-viva, lisa e brilhante, como se privada de suas papilas; vertigem, plenitude e rubores na face; dor na região ilíaca ou em todo o abdome à pressão; urina espessa e escassa com muco e corpúsculos sanguíneos desintegrados; urina e fezes fétidas; diarreia, fezes misturadas com sangue, pulso pequeno e filiforme; hemorragias pelo nariz e pelo ânus; expectoração sanguinolenta; derrames serosos profusos nas cavidades pleural e abdominal; grande prostração e emagrecimento.
Tifo; estupor; delírio, subsultus tendinum; pupilas contraídas; língua seca; meteorismo; fezes sanguinolentas; a língua torna-se seca em torno da metade ou para o fim da segunda semana.
Pneumonia tifoide.
Febres palúdicas e africanas. [Obs. O óleo de terebintina ozonizado, algumas gotas em açúcar, várias vezes ao dia (ver Introdução), é recomendado como profilático. --Hg.]
ATAQUES, PERIODICIDADE [41]
Espalhando-se gradualmente: ardor no peito.
O dia todo, indo e vindo: cefaleia nevrálgica.
Dia e noite: dor no olho.
Durando vários dias: estado maníaco.
Durante oito semanas: visão turva.
Quatro meses: menstruação ausente.
Durante seis meses: respiração difícil.
Durante o climatério: neuralgia; rubores; suor; dores.
LOCALIZAÇÃO E DIREÇÃO [42]
Esquerdo: pressão acima do olho; sensação dilacerante e cosquilhante na região temporal; episclerite; quemose do olho; vermelhidão da conjuntiva; dor dolorosa no olho; zumbido no ouvido; orelha fria; pressão e corte no hipocôndrio; sensibilidade dolorosa na região ilíaca; repuxamento no testículo e no cordão; estertores no peito; pontadas no peitoral maior; dor como por torção no braço.
Direito: neuralgia na cabeça; dor fulgurante do alto do olho através do olho; suor na metade direita da cabeça, nenhum na esquerda; audição <; dor da fronte para a orelha; pontada na apófise mastoide; repuxamento nos ossos da cabeça; dor na virilha; prurido da pele na virilha; repuxamento do rim ao quadril; ardor na parte posterior do testículo; pneumonia; repuxamento lacerante na articulação do quadril; inchaço e rigidez do joelho; erupção eritematosa no pé.
Da esquerda para a direita: pressão abaixo do diafragma; dor lancinante nos intestinos.
Da direita para a esquerda: afecção da audição.
Para cima: dor lancinante nos intestinos.
SENSAÇÕES [43]
Como se fosse cair para a frente ao caminhar; como uma faixa em volta da cabeça; como se areia fosse atirada violentamente no olho; como o som de uma concha marinha na orelha esquerda; no ouvido como o bater de um relógio; como por deglutição apressada no epigástrio; região umbilical como se coberta por uma placa redonda e fria; como se tivesse engolido uma bala que ficou alojada no epigástrio; sensação de ansiedade e total prostração em torno do epigástrio; como se os intestinos fossem puxados em direção à coluna; como se o abdome estivesse distendido por flatos; no abdome como se a diarreia fosse começar; como se fosse aparecer hérnia inguinal; como se a sínfise púbica fosse subitamente forçada a separar-se; como se um corpo estranho tivesse entrado na traqueia; como por descargas elétricas, sacudidas dos membros; formigamento rastejante como se as partes estivessem adormecidas; como se água quente corresse por um tubo no nervo.
Dor: acima do olho esquerdo; no umbigo; nas virilhas; nos rins; na região lombar; na crista do ílio; no útero e nos ovários.
Dor intensa: sobre o olho esquerdo e na têmpora esquerda; na região lombar.
Dor muito intensa: no olho e no lado da cabeça; ao longo do trajeto dos grandes troncos nervosos.
Dores nevrálgicas: na cabeça; nos rins; braquial ou subescapular; nos quadris; nos membros inferiores; ao longo dos nervos maiores; supraorbital.
Lancinante: na cabeça.
Incisiva: na região hipocondríaca esquerda; do abdome às coxas; na virilha direita; na bexiga; no umbigo; do anel inguinal ao testículo esquerdo.
Pontadas: na fronte; na apófise mastoide direita; através dos mamilos; no peitoral maior esquerdo.
Fulgurante: neuralgia ciliar; do alto do olho direito através do olho.
Lancinante: no vértice da cabeça; no olho esquerdo; através dos intestinos da esquerda para a direita e para cima.
Lacerante: no púbis; na articulação do quadril direito; nos pés, plantas e calcanhares.
Gripante: no abdome.
Dor como por torção: nos músculos do braço esquerdo.
Dor reumática: nos músculos lombares.
Dor surda e moente: neuralgia ciliar.
Beliscadura: abaixo do epigástrio, no abdome.
Arranhadura: na garganta; na faringe e no estômago.
Ardor vivo: na uretra.
Ardor: nas gengivas; na ponta da língua; na boca; da língua como fogo; na garganta; no estômago e nos hipocôndrios; no abdome; da pele na virilha direita; no reto e no ânus; nos rins; na bexiga; no umbigo; na uretra; na região lombar; na parte posterior do testículo direito; no útero; nas vias aéreas; através do tórax; ao longo do esterno.
Pressão ardente: no hipocôndrio.
Pressão: na cabeça; no epigástrio; abaixo do diafragma da esquerda para a direita; no epigástrio; no estômago; na região hipocondríaca esquerda; no abdome; nos rins; atrás do esterno; nas costas, subindo entre as escápulas.
Urgência dolorosa: na virilha direita; na região da bexiga.
Repuxamento: do pescoço ao occipício, daí à fronte, da fronte aos quadris; nos ossos da cabeça; nos dentes; nos rins; do rim direito ao quadril; no testículo esquerdo e ao longo do cordão; nas coxas; nas costas; nos músculos lombares; nos ossos do braço; na articulação do quadril direito; ao longo das coxas.
Dolorimento: nos membros e na cabeça, durante a dentição; nos hipocôndrios.
Dor surda e dolorida: na região dos rins; na região renal.
Dor surda: no epigástrio; na região renal, descendo pelos ureteres.
Dor dolorosa: no olho esquerdo; nas gengivas; na parte inferior do peito.
Contusiva: cefaleia.
Pressão surda: acima do olho esquerdo.
Peso para baixo: no útero.
Dilacerante e cosquilhante: na região temporal esquerda.
Dor pulsátil: nos olhos.
Latejamento: no vértice da cabeça; entre as escápulas.
Sensação espasmódica: do queixo aos maxilares superiores.
Plenitude: na cabeça; na face; no abdome.
Peso: no abdome; nos rins; nos membros.
Aperto: através do tórax.
Tensão: em torno do epigástrio.
Formigamento: no ânus e no reto.
Entorpecimento: dos membros.
Cócegas: na traqueia.
Prurido: no abdome; da pele na virilha direita.
Calor: no estômago.
Frieza: no abdome; na região umbilical; no nervo.
TECIDOS [44]
Hemorragias passivas.
Equimoses recentes em grande número, de dia para dia.
Púrpura hemorrágica.
Afecções escorbúticas com hematúria; cor terrosa da face, traços abatidos; exaustão e debilidade.
Aumenta o número de corpúsculos sanguíneos incolores (provavelmente por causar hiperemia das glândulas linfáticas).
Congestão e inflamação das vísceras; rins, bexiga, pulmões, intestinos e útero.
Membranas mucosas secas, ardentes; mais tarde secreção de muco, que pode vir estriado de sangue.
Articulações inchadas, rígidas; dor ao movimento. θ Reumatismo.
Hidropisia com afecções renais; associada a grande prostração.
Hidropisia geral dependente de degeneração do rim, provavelmente granular.
Pernas e corpo edemaciados. θ Albuminúria.
Ascite com anasarca.
Hidropisia geral. θ Após pleurisia. θ Albuminúria. θ Escarlatina.
Emagrecimento. θ Afecção hepática. θ Doença de Bright. θ Tifo.
(OBS:) Gota atônica; reumatismo e gota; inflamação astênica; hemorragias passivas; púrpura hemorrágica; queimaduras; gangrena hospitalar; gangrena fria; hidrofobia; ferida gangrenosa por mordida de cão; feridas da pele, tendões e nervos; feridas de dissecação; úlceras antigas.
(OBS:) Diz-se que a terebintina de Quios destrói células cancerosas, deixando os vasos atrofiar-se, agindo com grande vigor na periferia do crescimento, causando seu rápido desaparecimento e cessação completa da dor em poucos dias.
Gangrena; localmente sobre fiapos.
Calos (localmente).
TOQUE. MOVIMENTO PASSIVO. LESÕES [45]
Toque: globo ocular sensível; gastrite <; sensibilidade na região esternal.
Pressão: na região da bexiga causava convulsões.
Irite traumática; feridas de dissecação etc.
Púrpura hemorrágica.
Lesões dos rins por quedas.
Por corte ou extração dentária; sangramento; hematúria. θ Púrpura hemorrágica.
PELE [46]
Pulso 67 a 70; pele seca; língua espessamente coberta de sordes e sangue escuro; sangue escorrendo do lado e da face inferior da língua, bem como das gengivas e de toda a mucosa da boca, palato, amígdalas e fauces; três flictênulas isoladas, do tamanho de uma grande fava, semelhantes a trombos, na superfície interna direita da bochecha, e uma na esquerda, a qual era muito proeminente e da qual escorria livremente sangue escuro; sangue eliminado pelo ânus sem mistura fecal; urina continha sangue negro, viscoso, formando cerca de três quartos de toda a sua quantidade; manchas equimóticas ou petéquias eram muito numerosas nos membros superiores e inferiores, e aumentavam em número; Phos. sem efeito. Tereb. 6ª cent., curou. θ Púrpura hemorrágica.
Membros inferiores e abdome cobertos de manchas pretas e azuis, desde o tamanho de cabeça de alfinete até o de ervilha; peito, braços e face não tão espessamente manchados; o nariz sangrava continuamente há cinco dias e noites; sangue muito fino, escuro; sensação muito angustiante, fraca e dolorida por todo o corpo; sangue puro da bexiga com ardor. θ Púrpura hemorrágica.
Afunda profundamente à pressão. θ Albuminúria.
Pele quente e úmida, diarreia. θ Tifo.
Erupção de manchas redondas, elevadas, vermelho-pálidas; de início isoladas, depois confluentes; essas vesículas aparecem com febre e prurido.
Erisipela bolhosa; aqui e ali vesículas amarelas com grande aréola vermelha, tornando-se azul-escura; tendência à gangrena.
Eritema semelhante a exantema escarlatiniforme, espalhando-se pela coxa e maior parte do corpo (após aplicações externas no joelho direito por reumatismo); durante algumas horas as partes incharam rapidamente, assumindo aspecto de erisipela vesiculosa.
Erupções eritematosas, escrofulosas, até vesiculares, análogas às que aparecem após comer mariscos.
Dores ardentes, irritação e febre, sem sono, sem apetite; mais tarde descamação.
Escarlatina, especialmente quando os rins estão comprometidos, com estupor; urina sanguinolenta, enfumaçada. θ Hidropisia.
Exantema da escarlatina lento em aparecer.
Icterícia crônica.
Escabiose; pitiríase dos velhos.
Erisipela da face e da perna.
Erupção em manchas, frequentemente por volta do meio-dia, ou após vômitos.
Erupção eritematosa semelhante a exantema escarlatiniforme, passando do joelho afetado para a articulação do tornozelo, aparecendo depois no tórax e no pé direito, espalhando-se pela maior parte do corpo.
Uma menina usou luvas compridas limpas com terebintina; em meia hora, prurido violento da pele até onde as luvas cobriam; vermelhidão intensa espalhou-se por mãos e braços, com inumeráveis vesículas cheias de linfa transparente, muitas tornando-se confluentes, formando bolhas semelhantes ao pênfigo; aumento da dor e febre; a pele afetada descamou.
(OBS:) Afecções parasitárias da pele.
FASE DA VIDA, CONSTITUIÇÃO [47]
Crianças: epistaxe, vermes.
Hemofílicos.
Mulheres nervosas, amenorreia; dismenorreia; cefaleia.
Queixas dos velhos; pessoas de hábitos sedentários, catarro da bexiga.
Afecções reumáticas e gotosas crônicas.
Menina, 9 anos, após escarlatina; albuminúria.
G., 20 anos; púrpura hemorrágica.
Sra. C., 22 anos, esposa de um clérigo, mãe de um filho; hematúria.
Homem, 25 anos; espermatorreia.
Homem, 26 anos; nefrite aguda.
Srta. D., 26 anos, constituição fraca, relaxada, linfática, temperamento sanguíneo; doença de Bright.
Sr. R., 30 anos, no décimo quarto dia de febre tifoide; hemorragia intestinal.
Homem, 36 anos; asma enfisematosa.
Homem, 37 anos, intemperante havia dez anos ou mais; ambliopia dos bebedores.
Homem, 40 anos, sofrendo havia mais de três semanas; episclerite.
Sra. F., cerca de 45 anos, corpulenta, pálida, de aspecto flácido; hematúria.
Homem, 59 anos, temperamento bilioso, tez amarela e profunda; albuminúria.
Viúva, 60 anos; púrpura hemorrágica.
Homem, 62 anos; catarro dos órgãos urinários.
Homem, 65 anos, afecção dos rins.
Uma viúva, 65 anos, de hábito magro, saúde arruinada, muito debilitada, após sofrer falta de alimento, tosse artrítica; púrpura hemorrágica.
RELAÇÕES [48]
Antidotado por: Phosphor.
Antidota: Phosphor., Mercur.
Comparar com: Alum (hemorragia no tifo); Arnic. (melena); Arsen. (albuminúria, ischúria etc.); Camphor (hemorragias passivas, estrangúria); Canthar. (rins e bexiga); Copaiba, Kali bich., Laches., Lycop., Mercur., Nitr. ac.; Pix liq. (catarro em crianças); Phosphor., Rhus tox., Secale, Sulphur.