Cainca. (Cahinca Racemosa.)
By Constantine Hering — Os Sintomas-Guia da Nossa Matéria Médica
Chiococca racemosa. Rubiaceæ.
Introduzida em 1826 por Martius e Langsdorf, do Brasil, como específico para hidropisia; mais tarde verificou-se ser inútil na hidropisia e nociva na hidropisia pós-escarlatinosa.
Em 1843 foi experimentada por Buchner e vários outros, que obtiveram a raiz genuína do próprio Martius e publicaram as patogenesias no British Quarterly, depois em A. Z. f. H. II de Buchner (Nusser), apêndice, p. 141-144. Experimentada por Lippe, em Carlisle, em 1845; por Isaac Draper, na Filadélfia, em 1850.
A compilação feita por Roth foi traduzida por J. W. Metcalf e publicada com acréscimos em 1852 no New York Quarterly.
MENTE [1]
Falta de disposição para trabalho intelectual.
Tédio, esquecidiço.
Violento e irado à noite.
O esforço mental aumenta a dor de cabeça.
Choro com tosse.
SENSORIUM [2]
Vertigem: com desejo de vomitar; ao subir escadas.
Embotamento, plenitude e pressão na região frontal e no sincipúcio.
INTERIOR DA CABEÇA [3]
Sensações na cabeça como as produzidas pelo éter.
Cabeça embotada e pesada.
Embotamento, pressão e depois peso no sincipúcio.
Pressão de cima para baixo no sincipúcio.
Pontadas lancinantes na eminência frontal esquerda.
Dor dilacerante no meio da testa.
Lancinação na têmpora direita e no lado direito do tórax.
Uma dor súbita e intensa no lado esquerdo da cabeça e da testa.
Dor pulsátil na testa sobre o olho esquerdo.
Dores na cabeça; dores surdas, pesadas, repuxantes, constantes, da testa ao vértice, ao longo da linha mediana.
Peso nas têmporas e no occipício.
Peso e pressão no occipício.
Dor de cabeça muito intensa, especialmente no occipício; < à noite.
VISÃO E OLHOS [5]
Aparência de nuvens diante dos olhos.
Adormece às 3 P. M., em consequência de inclinação para dormir; ao despertar uma hora depois, não podia ver nada, mesmo ao ar livre, em consequência de uma névoa diante dos olhos.
Maior sensibilidade ocular.
Pressão no meio do globo ocular, primeiro de cima para baixo e depois em sentido oposto, com sensação de que a pupila estava voltada para cima e a luz vinha apenas de cima, impedindo a visão por cinco minutos; o mesmo sintoma meia hora depois.
Dor compressiva; com pontada profunda no olho esquerdo.
Pupilas muito dilatadas.
Ardor nos olhos.
Os olhos parecem e se sentem injetados.
Inflamação dos olhos, com coriza fluente.
Inchaço edematoso da pálpebra inferior direita; posteriormente formou-se um pequeno ponto purulento, mas logo foi reabsorvido.
Edema da pálpebra superior esquerda por cinco dias; subsequentemente tornou-se uniformemente vermelha e enrugada, com prurido frequente.
A dor supraorbital manifesta-se alternadamente à direita e à esquerda.
Pressão nos ossos orbitários; logo depois, pressão de cima para baixo na metade superior da margem orbitária direita; dor compressiva puxante ao longo do trajeto do nervo supraorbitário, com ânsia de vômito e mal-estar no abdome; os mesmos sintomas apareceram depois no lado esquerdo.
AUDIÇÃO E OUVIDOS [6]
Rugido e formigamento nos ouvidos.
OLFATO E NARIZ [7]
Coriza intensa de muco fino, escoriando o nariz, especialmente durante o dia.
PARTE SUPERIOR DA FACE [8]
Calor no rosto.
DENTES E GENGIVAS [10]
Dor dilacerante nos dentes inferiores, à noite.
Sensação de dentes embotados.
Muco pastoso sobre os dentes, à tarde.
PALADAR, FALA, LÍNGUA [11]
Sabor na boca, semelhante ao de ameixas silvestres, amargo.
Sabor gorduroso e insípido na boca.
(Em doente:) Língua vermelha, uniformemente vermelha por toda parte, sem qualquer sensibilidade dolorosa na região epigástrica.
Língua muito seca, coberta por saburra branco-suja.
Língua coberta por saburra branca.
Muco branco cobrindo a língua.
CAVIDADE BUCAL [12]
Aumento da secreção de saliva e da urina.
Saliva abundante e espessa.
Irritação da mucosa bucal até a laringe.
CÉU DA BOCA E GARGANTA [13]
Secura das fauces.
Sensação de raspagem na faringe.
Raspagem na úvula, pressão no estômago, que sobe pelo esôfago e não é aliviada por eructações; associada a leve ânsia de vômito e, pouco depois, borborigmos no abdome, como os que precedem uma diarreia.
Pressão com raspagem na úvula, não aliviada por eructação.
Aspereza na garganta, quase apimentada.
Sensação de raspagem e aspereza na garganta, que depois fica seca e o obriga a pigarrear.
Sensação de frio ao longo do esôfago.
Sensação de ardor na faringe.
Calor seco e ardente no esôfago, com rouquidão.
Secura dolorosa na garganta.
Dificuldade de deglutir, que parte da porção superior da faringe.
Inflamação da garganta, com fluxo salivar fétido.
Angina escarlatinosa. Compare edema e doença de Bright.
Úlceras na garganta até a tuba de Eustáquio.
APETITE, SEDE. DESEJOS, AVERSÕES [14]
Apetite incomum por um dia.
Ausência de apetite e de sede, com desejo contínuo de vomitar.
COMER E BEBER [15]
Depois da ceia: pulsação no abdome.
Depois de comer: dores cortantes no abdome.
Fraqueza após o jantar, obrigando-o a deitar-se.
Fraqueza nos pés após comer.
Dor dilacerante nos pés depois do jantar.
SOLUÇOS, ERUCTAÇÕES, NÁUSEA E VÔMITOS [16]
Soluços, Eructações, Náusea e Vômitos
Eructações frequentes e sem gosto.
Eructações contínuas.
Náusea.
Desejo de vomitar: com vertigem; com ausência de apetite e de sede.
Ânsia de vômito aumentada ao cuspir.
Ânsia de vômito e leves calafrios.
Ânsia de vômito; duas horas depois, borborigmos, várias evacuações líquidas, urina copiosa e desejo contínuo de urinar.
Vômitos violentos.
Vômitos copiosos, pelos quais elimina saliva, bile, quimo e até matéria fecal, seguidos de várias evacuações de matéria fecal envolta em muco viscoso.
ESCROBÍCULO E ESTÔMAGO [17]
Tensão na região precordial, apesar de movimentar-se.
Pressão no estômago, com ânsia de vômito.
Dores agudas lancinantes no estômago, obrigando-o a deixar o jantar.
Sensação de frio no estômago, depois frio violento em toda a parte anterior do tórax por meia hora, forçando-o a abotoar o casaco; seguida de pressão no estômago como por corpo estranho; pressão semelhante na garganta; após continuar por uma hora, transforma-se em leve ardor.
Sensação de frio na região epigástrica.
Calor na região do estômago.
HIPOCÔNDRIOS [18]
Certa dor no hipocôndrio direito, ao meio-dia.
Dor no fígado; vai para a cama porque receia um ataque de hepatite.
Pressão entre os lobos direito e esquerdo do fígado, estendendo-se ao lobo pulmonar inferior direito.
Dor compressiva e lancinante no meio do cólon ascendente, semelhante à que havia sentido dois dias antes sob o lobo esquerdo do fígado; não > por eructações.
Lancinação na região esplênica e através dela.
ABDOME E LOMBOS [19]
Sensação de angústia e forte calor no abdome.
Sensibilidade dolorosa do abdome ao toque e ao inclinar-se para trás.
Borborigmos no abdome.
Mal-estar e plenitude do abdome, com sensação de distensão, não aliviada por eructações.
Plenitude e distensão do abdome.
Dor no abdome e leve ronco nos intestinos, seguidos de evacuação líquida.
Dores cortantes no abdome depois de comer.
Dores muito intensas em todo o abdome, que mudam de lugar, com borborigmos e eructações contínuas.
Dores cólicas transitórias seguidas de uma evacuação diarreica; as matérias eliminadas misturam-se com bolhas de ar; a evacuação repete-se à tarde.
Distensão do abdome continuando apesar das evacuações.
Sensação peculiar indefinível na região epigástrica e umbilical, continuando por meia hora e cessando após evacuação pastosa; associada a aumento da urina.
Leves dores ao redor do umbigo, com borborigmos e, por fim, eructações ruidosas.
Sensação surda e mal-estar no abdome, sensibilidade ao toque, especialmente abaixo do umbigo; posteriormente elimina grande quantidade de gases do estômago.
Dor abaixo do umbigo, com necessidade de evacuar.
Leve dor no abdome, tão baixa quanto o umbigo; após dose repetida, aumentada e mais acima; obrigado a deixar o jantar.
Dor aguda, lancinante, no estômago, causa palidez, obrigando-o a deitar-se; ao despertar do sono, às 6 P. M., ainda alguma dor e leve sensação de frouxidão intestinal.
EVACUAÇÕES E RETO [20]
Necessidade frequente de evacuar, mas com eliminação apenas de gases.
Necessidade de evacuar, com pressão no reto.
Às 5 da manhã, evacuação urgente e frouxa.
Evacuações moles ou lientéricas.
Duas evacuações pastosas antes do desjejum, depois náusea e desejo de vomitar.
Evacuação copiosa; diarreica; fácil, solta, aquosa.
Várias evacuações líquidas, com urina copiosa.
Diarreia reumática.
Evacuações mais frequentes, duas ou três por dia, quase líquidas, amareladas; as evacuações são sempre precedidas por cólica.
Evacuação mole pela manhã, após levantar-se, seguida de dores cortantes; um quarto de hora depois, evacuação pastosa, com cólica dolorosa, que retorna em paroxismos várias vezes durante o dia.
Diarreia de matéria feculenta, seguida de leve vertigem e mal-estar ao meio-dia; antes das 2 P. M., outra evacuação líquida, seguida de borborigmos no abdome; em direção à noite, elimina muitos gases sem alívio.
A cólica retorna continuamente de tempos em tempos.
A ânsia de vômito e as dores no abdome cessam após a evacuação.
Ao deitar-se, à noite, violento prurido titilante no reto, que o obriga a virar-se na cama e coçar-se.
Ardor no ânus.
Prurido no ânus após evacuação escassa.
ÓRGÃOS DO APARELHO URINÁRIO [21]
Dor na região dos rins pela manhã; não consegue mudar de posição.
Leve e contínua dor dolorida e puxante na uretra, provocando desejo de urinar, mas não aumentada pela micção.
Micção difícil, com ardor subsequente naquela parte da uretra que atravessa a glande; com ardor no meato externo e desejo continuado de urinar, ao meio-dia.
Emissão de urina estando o pênis ereto, o que causa um ardor como de fogo ao passar pela uretra, quase chegando à estrangúria.
Fraco impulso para urinar.
Desejo contínuo de urinar.
Urinações copiosas pela manhã, em três ocasiões, com urgência contínua, mas sem dor.
Urinação mais frequente, mas a quantidade de urina não aumentada.
Micção frequente; urina mais transparente que o habitual.
Urina muito copiosa, embora não tivesse decorrido muito tempo desde que urinara.
É obrigado a urinar quase a cada hora, tanto de dia como de noite, e sempre elimina quantidade abundante, que lhe parece de cor mais escura que o habitual.
Urina acre, salgada, de odor amoniacal.
Urina copiosa, límpida como água.
Poliúria de alguns meses de duração.
Urinação copiosa depois de beber café.
ÓRGÃOS SEXUAIS MASCULINOS [22]
Grande aumento do impulso sexual.
Emissões após sonhos voluptuosos.
Após flatulência, pela manhã, dores agudas no testículo direito.
ÓRGÃOS SEXUAIS FEMININOS [23]
Um dos melhores emenagogos.
VOZ E LARINGE. TRAQUEIA E BRÔNQUIOS [25]
Voz rouca e oca, com calor seco e ardente na faringe.
Afonia.
Aspereza na garganta; voz rouca.
Rouquidão e aspereza.
Frequentemente é obrigado a pigarrear por causa de irritação na parte superior da laringe.
Acúmulo de porções de muco facilmente destacáveis na traqueia.
Pigarro frequente.
Calor violento na traqueia.
RESPIRAÇÃO [26]
Dispneia.
TOSSE [27]
Irritação para tossir.
Tosse irritativa, com expectoração tenaz cinzento-esverdeada, acordando-o às 3 A. M.
Acessos de tosse áspera das 7 P. M. à 1 A. M., com ronco de catarro e falta de ar; acúmulo de gases no abdome, que parece um fole em movimento; ele o percebe ao pôr as mãos ali.
Tosse com choro.
INTERIOR DO TÓRAX E PULMÕES [28]
Opressão do tórax.
Mal-estar e pressão no tórax.
Pressão no tórax como por um grande peso.
Lancinação no meio do lado direito do tórax.
À noite, lancinação no meio do lado direito do tórax, retornando após vários dias, com peso no tórax, seguida de opressão, que desaparece em duas horas.
Opressão no terço inferior do tórax, com dificuldade respiratória ao subir escadas.
Lancinações no terço inferior do lado direito do tórax.
(Em doente:) Hidrotórax incipiente: falta de ar contínua aumentada pelo caminhar, especialmente ao subir escadas; à noite, depois de deitar-se, tal constrição do tórax que é obrigada a sentar-se por medo de sufocar; às vezes também, durante o dia, ataques de contração do tórax; pernas edemaciadas, até acima dos joelhos.
CORAÇÃO, PULSO E CIRCULAÇÃO [29]
Pulso 78; depois 54; cai para 50 e torna-se quase imperceptível, permanecendo, contudo, inalterado em frequência.
Pulso antes cheio do que acelerado.
Pulso pequeno e algo acelerado.
Pulso acelerado o dia todo, especialmente após a sesta; seu pulso normal é lento.
Pulso muito agitado.
Pulsação perceptível na aorta abdominal durante o repouso, depois da ceia.
As carótidas batem mais violentamente.
PAREDE TORÁCICA [30]
Dor nos músculos intercostais.
PESCOÇO E COSTAS [31]
Dor nas costas.
Dores isoladas no tronco, lancinantes e contusas.
Dores nos lombos como se fossem nos rins; > deitado com alguma inclinação para trás.
MEMBROS SUPERIORES [32]
Sensação de contusão na parte superior do braço esquerdo.
Dor como se estivesse quebrado o braço esquerdo.
MEMBROS INFERIORES [33]
Extensão e estiramento dos membros, com sensação de cãibras nos membros inferiores.
Peso nos membros inferiores.
Grande abatimento nos membros inferiores, com repuxamento nos músculos da panturrilha e na articulação do joelho; dor como reumatismo nos músculos do ombro e das costas do lado direito, nos músculos intercostais esquerdos no segundo e terceiro espaços, e nas vértebras lombares superiores; dor dolorida no segundo espaço intercostal estende-se ao esterno e dura até a noite.
Dor como de quebra na articulação do joelho, com sensação de que a extremidade inferior do fêmur estivesse prestes a escapar da patela.
Inchaços edematosos: hidropisia dos membros inferiores sem grande prostração e sem febre; após febre intermitente, friagem intensa, ou menstruação suprimida.
Fraqueza nas articulações dos joelhos, com sensação de que a patela se deslocaria.
Sensação de cãibra nas pernas.
Pressão contínua no terço anterior do pé direito.
Sensação de formigamento na planta do pé esquerdo como se estivesse adormecido; mais tarde em ambos os pés.
Lancinação aguda sob a unha do hálux direito.
MEMBROS EM GERAL [34]
Cansaço dos membros.
(Em doente:) Suor nas mãos e nos pés.
REPOUSO. POSIÇÃO. MOVIMENTO [35]
Durante o repouso: após a ceia, pulsação no abdome; pele úmida.
Deitado: fraqueza >; constrição do tórax <; dores nos lombos >.
Sentado: constrição do tórax >.
Inclinando-se para trás: abdome sensível.
Caminhando: falta de ar; transpira por todo o corpo à noite.
Subindo: vertigem; desejo de vomitar; respiração embaraçada.
Movimento: dor nos rins <.
Grande precipitação em todas as suas ações.
NERVOS [36]
Grande fadiga após trabalhar duas horas.
Muito fraco na manhã seguinte por causa da dor entre 2 e 3 A. M.
SONO [37]
Bocejos.
Toda a tarde muito sonolento, continuando pela noite.
Sente-se entorpecido e sonolento; poderia facilmente adormecer.
Sonolência.
Insônia a noite toda.
Sono perturbado por despertares frequentes e sonhos aflitivos, por exemplo, de que estava prestes a cair.
Desperta, após ter dormido um quarto de hora, sobressaltado e gritando em consequência de um sonho doloroso.
Sono muito inquieto, com sonhos lascivos.
Sonhos noturnos inquietos e agitados.
TEMPO [38]
Noite: acessos de tosse das 7 P. M. à 1 A. M.; insônia; a tosse o desperta às 3 A. M.
Manhã: às 5 A. M., evacuação frouxa; duas evacuações pastosas antes do desjejum, depois náusea; dor nos rins; urinação copiosa com urgência contínua; às 3 A. M., tosse irritativa com expectoração; muito fraco por causa da dor entre 2 e 3 A. M.
Durante a manhã: flatulência.
Meio-dia: dor no hipocôndrio direito; diarreia com vertigem e mal-estar; ardor na uretra e desejo de urinar.
Tarde: às 3 P. M. adormece; ao despertar em uma hora nada podia ver; muco pastoso sobre os dentes; evacuação diarreica repetida; às 6 P. M., ao despertar, dor no estômago e frouxidão ainda não totalmente desaparecida; sonolência; pulso frequente após a sesta.
Durante o dia: coriza nasal de muco fino; cólica; pulso acelerado; sintomas < das 4 às 6 P. M.
Noite: violento e irado; dor de cabeça no occipício <; dor dilacerante nos dentes inferiores; elimina gases sem alívio; ao deitar-se, prurido titilante no reto; lancinação no tórax direito; constrição do tórax ao deitar-se; sonolência; calor seco sem sede; transpiração por todo o corpo.
FEBRE [40]
Leve calafrio e tremor, seguidos de peso na cabeça, calor no rosto, rugido e formigamento nos ouvidos.
Frio que se origina do estômago.
Calor geral.
Calor seco, sem sede, especialmente em direção à noite.
Sua com mais facilidade do que o habitual.
Transpira por todo o corpo à noite, ao dar um pequeno passeio, estando baixa a temperatura atmosférica.
Pele úmida, suada, mesmo em repouso.
LOCALIDADE E DIREÇÃO [42]
Direita: lancinante na têmpora e no lado do tórax; edema da pálpebra inferior; pressão na margem orbitária, depois também no lado esquerdo; dor no hipocôndrio, ao meio-dia; pressão entre os lobos direito e esquerdo do fígado até o lobo pulmonar inferior direito; após flatulência, dor no testículo; lancinação no tórax; dor reumática nas costas; pressão contínua no terço anterior do pé; lancinação sob a unha do hálux.
Esquerda: lancinante na eminência frontal; uma dor súbita na cabeça; dor pulsátil sobre o olho; dor compressiva no olho; edema da pálpebra superior; sensação de contusão na parte superior do braço; dor como se estivesse quebrado o braço; formigamento na planta do pé.
Da esquerda para a direita: pés adormecidos.
Da direita para a esquerda: dor de cabeça.
De cima para baixo: pressão no sincipúcio; pressão no olho; pressão na margem orbitária direita, depois também na esquerda.
De baixo para cima: pressão no olho.
Da frente para trás: dores repuxantes da testa ao vértice.
Os fenômenos mórbidos mudam de localidade.
SENSAÇÕES [43]
Sente-se todo como sob a influência de um leve choque galvânico.
Sensibilidade dolorosa: do abdome.
Sensação como se a pupila estivesse voltada para cima.
Sensação peculiar indefinível na região epigástrica e umbilical.
Sensações na cabeça como as produzidas pelo éter.
Angústia: no abdome.
Lancinante: na eminência frontal esquerda; na têmpora direita e no tórax direito; no meio do cólon ascendente; na região esplênica; no estômago; no tórax direito; no tronco; sob a unha do hálux direito.
Cortante: no abdome.
Em pontada: no estômago.
Dilacerante: no meio da testa; nos pés; nos dentes inferiores.
Repuxante: da testa ao vértice.
Puxante: ao longo do nervo supraorbitário; na uretra.
Ardor: nos olhos; na faringe; na garganta; na uretra; no meato; no ânus.
Contusa: no tronco; na parte superior do braço esquerdo.
Dolorida: no abdome; na uretra.
Raspagem: na faringe; na úvula; na garganta.
Pressão: na região frontal e no sincipúcio; no occipício; no globo ocular; no olho esquerdo; nos ossos orbitários; no estômago até o esôfago; e raspagem na úvula; na garganta; entre os lobos direito e esquerdo do fígado até o lobo pulmonar inferior direito; no meio do cólon ascendente; no reto; no tórax; na parte anterior do pé direito.
Cãibra: nos membros inferiores; nas pernas.
Dor: súbita e intensa no lado esquerdo da cabeça; dor de cabeça no occipício; supraorbital; no hipocôndrio direito; ao meio-dia; no fígado; no abdome; semelhante a cólica, no abdome; ao redor do umbigo; abaixo do umbigo; nos rins; no testículo direito; nos músculos intercostais; nas costas; no tronco.
Como se quebrado: no braço esquerdo; como de quebra, na articulação do joelho.
Pulsátil: sobre o olho esquerdo; no abdome.
Plenitude: na região frontal e no sincipúcio; no abdome.
Mal-estar: no abdome; no tórax.
Opressão: do tórax.
Abatimento: nos membros inferiores.
Embotamento: na região frontal e no sincipúcio; da testa ao vértice; no abdome.
Peso: da testa ao vértice; nos membros inferiores.
Peso: no sincipúcio; na têmpora e no occipício.
Tensão: na região precordial.
Constrição: do tórax.
Aspereza: na garganta.
Fraqueza: após o jantar; dos pés; na articulação do joelho; pela manhã.
Cansaço: dos membros.
Fadiga: após trabalhar duas horas.
Formigamento: nos ouvidos; na planta do pé direito.
Prurido titilante: no reto.
Prurido: da pálpebra superior esquerda; no ânus.
Calor: no rosto; no abdome; na região do estômago; na traqueia.
Frieza: ao longo do esôfago; no estômago e na parte anterior do tórax; na região epigástrica.
Secura: na garganta.
TOQUE. MOVIMENTO PASSIVO. LESÕES [45]
Sensibilidade dolorosa do abdome ao toque.
Durante uma viagem de 18 milhas de trem, teve de urinar 18 vezes.
Remove o cansaço consequente a uma cavalgada demasiado longa.
PELE [46]
Pele seca com hidropisia.
ESTÁGIO DE VIDA, CONSTITUIÇÃO [47]
Uma mulher idosa. θ Hidrotórax com edema dos pés.
RELAÇÕES [48]
Antídotos: Colchicum, Rhus tox., Veratrum .
Rhus tox . aliviou a gastralgia.
Cainca 30, três doses tomadas em intervalos de oito dias, depois de Arsenic ter proporcionado algum alívio. θ Hidrotórax com edema dos pés.
Compare: Bryonia e, especialmente, Apocynum, que é notavelmente análogo.