Arnica Montana. (Raiz.)
By Constantine Hering — Os Sintomas-Guia da Nossa Matéria Médica
Erva-das-queda. Compostas.
Planta amplamente difundida, que cresce nas altas planícies montanhosas da Alemanha. Uma das mais antigas drogas populares, chamada em alemão Wohlverleih, que significa concessora de bem-estar, nada tendo a ver com lobos, como supôs nosso erudito colega francês; também é chamada Fallkraut, significando a erva útil depois de uma queda. Há duzentos anos Fehr chamou-a panacea lapsorum.
Uma das primeiras patogenesias de Hahnemann foi feita com a raiz de Arnica. (Fragmenta de viribus medicamentorum positivis sive in sano corpore humano observatis, 1805, pp. 17-24), contendo 117 sintomas observados pelo próprio Hahnemann; citações, 33; um dos mais maravilhosos resultados de sua investigação, e tudo a partir da raiz.
No primeiro volume de sua Materia Medica Pura, 1811, pp. 236-248, seus próprios sintomas aumentaram para 175; as citações de livros antigos, nunca consideradas de grande importância pelos verdadeiros praticantes homeopatas, chegaram a 55.
Na segunda edição, 1822, pp. 471-503, os sintomas de Hahnemann haviam aumentado para 278, todos da raiz, e ele pôde acrescentar patogenesias feitas por seus alunos. Examinou cada experimentador com o máximo cuidado e escrúpulo, e os sintomas elevaram-se a 314.
Na terceira edição, 1830, logo depois, havia ao todo 638, com apenas 46 acréscimos. Grande número de relatos das chamadas intoxicações foi publicado nos periódicos.
É muito provável que todos esses fossem resultado de tintura feita das flores, contendo a mosca da arnica. Antes de o botão abrir, um inseto, Atherix maculatus Meignen, põe seus ovos no toro, ou receptáculo. As larvas daí provenientes vivem da semente, o que não impede o desenvolvimento da flor, mas o amadurecimento da semente. Quase todas as flores das boticas contêm ovos, larvas, ou os excrementos e outros restos das larvas, ou as pupas; e tudo isso age de modo semelhante à Cantharides.
Seguindo o exemplo de Hahnemann, não deveríamos usar nada além da raiz.
Seria de grande importância que esse inseto, ou seus ovos ou pupas, fosse experimentado, para permitir separar os sintomas da flor dos do inseto. Todas as tinturas feitas das flores são preparações muito incertas e indignas de confiança.
MENTE [1]
Atordoamento, perda da visão e da audição. θ Concussão cerebral.
Estados comatosos, soporosos, estúpidos. θ Tifo.
Jaz como se estivesse morto. θ Concussão cerebral; apoplexia, etc.
Coma, insensibilidade. θ Calafrios congestivos, meningite, etc.
Estupor, com eliminação involuntária de fezes. θ Tifo.
Perda da consciência. θ Angina pectoris.
Inconsciente; quando se lhe fala responde corretamente, mas a inconsciência e o delírio retornam de imediato.
Podia ser despertado e responder inteligentemente, mas recaía imediatamente em estupor.
Esquecido; o que lê escapa-lhe rapidamente da memória, até mesmo a palavra que está prestes a pronunciar. θ Tifo.
Distraído, os pensamentos desviam-se de seu objetivo e se fixam em imagens e fantasias.
Mente clara como a de uma clarividente; fisionomia tranquila, pálida como giz, pensa que sua morte é inevitável.
Pensa corretamente, mas usa a palavra errada para uma ideia correta. θ Tifo.
Confusão da cabeça, mudando para dor de cabeça pressiva do lado direito.
Senta-se como se estivesse pensando, porém não pensa em nada; espécie de sonho desperto. θ Tifo.
Não pensa; peso confuso na testa.
Pensamento lento. θ Apoplexia.
Lentidão do pensamento.
Diz que não tem nada. θ Febre pútrida.
Delírio murmurante. θ Tifo.
Delírio, com murmúrio baixo.
Delirium tremens.
Loucura furiosa, na qual o paciente tem consciência de seu estado.
Inclinação excessiva para trabalhos literários árduos e prolongados.
Sem disposição para pensar; após passeio ao ar livre.
Ela não diz uma palavra; recusa-se a responder perguntas, detesta simpatia. θ Tifo.
Derrama lágrimas e faz exclamações. θ Após raiva.
Reza em silêncio por sua alma.
Puxa a roupa de cama.
Alegria irrefletida; grande frivolidade e travessura.
Depressão do ânimo.
Desesperança; apatia. θ Após concussão.
Desalento e convicção de morte iminente. θ Neuralgia.
Ansiedade hipocondríaca, irritabilidade rabugenta.
Teme ser atingido por aqueles que vêm em sua direção; teme até a possibilidade de ser tocado. θ Gota.
Ataques violentos de angústia. θ Angina pectoris.
Horror da morte imediata. θ Com sofrimento cardíaco à noite.
Indiferença a tudo, humor sombrio.
Naturalmente alegre, bondoso e afável, tornou-se abatido, mordaz e rabugento.
Excitável e tímido. θ Paralisia.
Está extremamente mal-humorada e irritável; não diz uma palavra.
Humor excessivamente sensível, rabugento, briguento.
Sensibilidade excessiva da mente. θ Prolapso uterino.
(No doente:) Naturalmente muito sensível, sua aguda sensibilidade mental ficou grandemente exagerada.
Mente excessivamente sensível; disposição tanto para emoções agradáveis quanto desagradáveis, sem fraqueza nem sensibilidade excessiva do corpo; ocorrendo às vezes alternadamente ou simultaneamente.
Susceptibilidade a todo choque, movimento ou esforço, e à leitura e reflexão. θ Enxaqueca.
Sensação de não prestar para nada.
Toda ocupação teve de ser abandonada por algum tempo, tão intensos eram os sofrimentos. θ Crises de cefaleia.
Lânguido. θ Mialgia.
Incapacidade para realizar trabalho ativo continuado.
Assusta-se facilmente; ninharias inesperadas fazem-no sobressaltar.
Estado de espírito lastimável ao extremo. θ Prolapso do ânus.
As emoções mentais exerceram influência no desencadeamento de ataques crônicos de cefaleia.
Toda excitação mental, em pessoa muito irritável, agrava todos os sintomas da cefaleia. θ Prolapso do ânus.
Doenças por susto ou cólera.
Subitamente despertado pela campainha noturna e levantando-se da cama, provocou cefaleia no dia seguinte. θ Cefalalgia crônica.
SENSÓRIO [2]
Confusão da cabeça, com pressão acentuada na metade d. da cabeça, especialmente sobre a sobrancelha direita.
Tontura com enjoo no estômago, < ao levantar-se ou mover-se; > ficando deitado e quieto.
Vertigem e incapacidade para qualquer esforço, com cefaleia. θ Prolapso do ânus.
Vertigem ao fechar os olhos.
Vertigem na testa ao caminhar, ou ao erguer e mover a cabeça. θ Angina pectoris.
Vertigem por refeição demasiado copiosa, náusea, obscurecimento da visão.
Vertigem ao assumir posição ereta. θ Apoplexia.
Vertigem; é quase imperceptível ao sentar-se e inclinar a cabeça, mas ao endireitá-la ou movê-la sente como se tudo girasse com ela.
Vertigem. θ Paralisia.
Peso e confusão da cabeça.
Vertigem com náusea ao mover-se e ao levantar-se; > deitado.
INTERIOR DA CABEÇA [3]
Dores doloridas, lancinantes e opressivas, principalmente na testa; < pelo movimento.
Dor dolorida na testa começando de manhã, estendendo-se gradualmente pelas têmporas até o occipício; < à tarde.
Dor surda na testa; dor nas costas e nos membros. θ Disenteria.
Dor pressiva na testa ao caminhar, subir escadas, refletir ou ler.
Dores sobre um olho, com compressão na testa e vômitos esverdeados.
Dor pressiva na testa < junto a fogão quente, como se o cérebro estivesse enrolado numa massa.
Pontadas rápidas na eminência frontal esquerda, acompanhadas de sensação como se tivesse ocorrido extravasamento de sangue.
Pontadas na testa.
Frialdade na testa mudando para calor ou, às vezes, dor lancinante; < por choques, movimento, etc.
Pressão sobre os olhos, estendendo-se às têmporas.
A plenitude foi seguida cerca de uma hora depois por leve dor na testa, aumentando gradualmente, estendendo-se às têmporas e ao occipício, atingindo o auge para a noite. θ Cefalalgia crônica.
Pressão sobre os olhos, estendendo-se em direção às têmporas, com sensação como se os tegumentos da testa estivessem espasmodicamente contraídos.
Pontada nas têmporas e na testa.
Dor de cabeça na têmpora esquerda retornando de tempos em tempos; picadas finas e dor lacerante.
Dor de cabeça como de um prego cravado na têmpora, com suor geral por volta de 12 h, seguido de desfalecimento.
Pontadas opressivas em ambas as têmporas, de fora para dentro.
Ataques ocasionais de cefaleias muito dolorosas, que são pulsáteis ou opressivas, e em uma ou outra têmpora. θ Prolapso do ânus.
Dor de cabeça pressiva como se a cabeça estivesse sendo distendida de dentro para fora; a dor parece surgir de algo mole no vértice, com puxão no vértice e no occipício, e dor lacerante em direção às têmporas.
Peso no meio do cérebro.
Pressão e confusão da cabeça.
Sente como um peso intenso na cabeça.
Sensação de peso na cabeça e, ao fazer qualquer esforço, sensação como se um líquido flutuasse no cérebro no dia seguinte ao ataque. θ Cefalalgia crônica.
Sensação na parte superior da cabeça como se o cérebro estivesse dolorido e sensível.
Hipersensibilidade de todo o cérebro, ou de diferentes partes dele. θ Enxaqueca.
Queimação no cérebro, com calor natural do corpo, noite e manhã; < pelo movimento, > em repouso.
Cefaleias congestivas e gástricas.
Maus efeitos de quedas ou pancadas na cabeça.
Lesões mecânicas; especialmente com estupor por concussão; fraturas do crânio, ou mesmo compressão (aplicar externamente panos quentes saturados com tintura diluída da raiz; dar também internamente).
Cefaleia > ao mover a cabeça sobre o travesseiro. θ Pneumonia.
De manhã cedo não ousa começar a ler, nem trabalhar, ao sair da cama pela primeira vez, sem provocar um ataque. θ Enxaqueca.
Cefaleia: violenta ao despertar; de manhã, atordoante; das 3 às 8 P. M., pressiva; ao caminhar ao ar livre, opressiva; com tosse, pontada na testa; ao mover a cabeça, pontadas na cabeça; ao erguer-se ou sentar-se na cama; ao ler ou refletir, pressão na testa; ao inclinar-se; ao caminhar, pressão na testa; ao subir escadas, pressão na testa.
Cefaleia com vertigem.
Dor como se uma faca fosse puxada transversalmente através da cabeça, do lado esquerdo; isto é imediatamente seguido por frio interno na cabeça, que faz os cabelos eriçarem-se.
Cérebro afetado. θ Diarreia e disenteria.
Violenta cefaleia ao despertar de manhã, que chegou a tal ponto às 8 A. M. que, caminhando ao ar livre, caiu de tontura; desapareceu às 10 A. M.
Meningite após lesões mecânicas ou traumáticas, como concussões, contusões, quedas, concussão cerebral, etc., quando se suspeita de exsudação de sangue, fibrina ou pus. Nesses casos encontramos grande sopor e paralisia parcial da língua, dos músculos oculomotores, da íris ou dos membros.
Meningite após lesão ou concussão, desde que não haja ausência completa de reação.
Meningite granulosa com inclinação característica para vomitar.
Exsudação serosa ou sanguinolenta. θ Meningite infantil.
Apoplexia, perda da consciência, com evacuações involuntárias do intestino e da bexiga, paralisia (do lado esquerdo); pulso cheio, forte; estertor; suspiros, murmúrios.
Apoplexia sanguínea.
Sem cefaleia. θ Apoplexia sanguínea.
CABEÇA EXTERNA [4]
A cabeça parece grande demais.
Sensação de frio em pequeno ponto da testa como se alguém o tocasse com um polegar frio.
Sensação insuportável como de gelo no alto da cabeça; após o desjejum.
Pontos ardentes ou quentes no alto da cabeça. θ Prolapso do ânus.
Cabeça quente, resto do corpo fresco. θ Irite. θ Prolapso uterino.
Dor no occipício como se os cabelos fossem arrancados ou como por violentas descargas elétricas.
Pressão na testa como se essas partes estivessem esmagadas por uma violenta concussão; essa sensação estende-se pelo rosto até ambos os ossos malares.
Melhora deitado com a cabeça baixa. θ Irite.
Afunda a cabeça profundamente nos travesseiros. θ Meningite infantil.
Dor de cabeça pressiva sobre os olhos, estendendo-se em direção às têmporas, com sensação como se os tegumentos da testa estivessem espasmodicamente contraídos.
Mantém a cabeça inclinada para a frente ou para a direita. θ Após lesão do olho esquerdo.
Furúnculos recorrentes no couro cabeludo.
VISÃO E OLHOS [5]
Fotofobia. θ Apoplexia.
De manhã cedo, plenitude da cabeça, logo seguida de cintilações diante dos olhos, aumentadas pela leitura ou escrita. θ Cefaleia ocorrendo uma ou duas vezes por semana havia doze anos.
Diplopia após lesão no olho.
Se tenta ler, os olhos doem e as letras parecem dançar numa névoa e desaparecer, de modo que precisa esfregar os olhos.
Muscae volitantes.
Uma rolha de garrafa atingira o olho direito dezessete dias antes; o olho permaneceu inchado por quatro dias; vê através de neblina, pupila moderadamente dilatada e imóvel, sem traço de exsudação.
Tudo fica negro diante dos olhos. θ Meningite infantil.
Perda da visão após pancada violenta.
Escuridão diante dos olhos e perda da visão com cefaleia. θ Prolapso do ânus.
Sensação de grande peso e gravidade nos olhos, com cefaleia intensa.
Dor pressiva e constritiva na metade interna do globo ocular direito, cessando gradualmente ao mover-se ao ar livre.
Dor puxante no olho direito.
Pontadas nos olhos.
Dores lancinantes e lacerantes em ambos os olhos e nas partes circunvizinhas: < na cama e pelo calor. θ Oftalmia.
Queimação nos olhos.
Insuficiência do músculo oblíquo superior do olho esquerdo.
Paralisia muscular traumática em homem robusto de 25 anos.
Visão dupla e vertigem ao olhar para baixo, mantém a cabeça algo inclinada para a frente e virada para a direita. θ Paralisia muscular traumática.
Todos os objetos altos parecem inclinar-se para a frente e prestes a cair sobre ele. θ Paralisia muscular traumática.
Pupilas a princípio contraídas, vinte e quatro horas depois dilatadas.
Contração das pupilas com obnubilação da cabeça.
Pupilas dilatadas, com sensibilidade à luz.
O olho direito projeta-se para fora e parece maior que o esquerdo.
Olhos protuberantes, arregalados, denotando angústia.
Olhos encovados.
Olhos baços, expressão estúpida. θ Tifo.
Congestão nos olhos; globos injetados de sangue.
Olhos muito vermelhos. θ Pneumonia.
O globo ocular assemelhava-se a um pedaço de carne crua.
Conjuntiva muito avermelhada; fotofobia. θ Febre reumática.
Inflamação dos olhos, com sufusões após lesões mecânicas.
Equimose subconjuntival resultante de tosse convulsa ou de ferimentos.
Irite reumática, marcada por muito lacrimejamento, fotofobia e vermelhidão, com dores lancinantes e lacerantes no olho e ao redor; < à noite e pelo calor.
Hemorragia retiniana; acelera a absorção de coágulos.
Ambliopia após pancada na cabeça.
Estado relaxado dos vasos sanguíneos e condição demasiado fluida do sangue predispondo a hemorragias. θ Tosse convulsa.
Ulceração traumática, com muita hemorragia na câmara anterior.
Lacrimejamento, dores lancinantes e lacerantes em ambos os olhos e nas partes circunvizinhas; < na cama e pelo calor.
Lacrimejamento considerável. θ Oftalmia.
Pontadas agudas e finas nos cantos internos.
Coceira nos cantos dos olhos.
Neuralgia ciliar intensa; cabeça quente, corpo fresco. θ Irite.
Sensação de opressão e peso nas pálpebras como se não pudessem ser levantadas.
Movimento das pálpebras difícil e doloroso; estão inchadas e os globos parecem escoriados; olhos e pálpebras vermelhos; < ao fechar, > ao abrir os olhos.
Edema de pálpebras secas, quentes, inflamadas, com muita sufusão subconjuntival. θ Irite.
Margem das pálpebras superiores dolorosa ao mover as pálpebras, como se estivessem secas e ligeiramente em carne viva.
Várias afecções oculares resultantes de pancadas e diversos traumatismos; às vezes aplicado localmente (tintura diluída em água) e às vezes administrado internamente.
Íris contundida após operações de catarata.
Midríase traumática.
Ulceração traumática, com muita hemorragia na câmara anterior.
Dor surda sobre os olhos, mesmo quando não os usa. θ Astenopia.
Na borda orbitária esquerda, pressão surda, intermitente, muito dolorosa.
Picadas pressivas, em cãibra, sob o olho esquerdo, sobre o osso nasal, estendendo-se pelo globo ocular.
AUDIÇÃO E OUVIDOS [6]
Grande sensibilidade a sons fortes, com dor nos ouvidos.
Ruídos no ouvido causados por afluxo sanguíneo à cabeça; com grande sensibilidade ao som.
Zumbido e ronco diante dos ouvidos com dificuldade de ouvir. θ Meningite infantil; sequela.
Dureza de audição após concussões.
Surdez após tifo.
Ruído de vento nos ouvidos com surdez do direito e pontadas através do ouvid o e.***
Dor internamente na cartilagem da orelha esquerda, como se as partes tivessem sido contundidas ou contusas.
Dor como de contusão nos ouvidos, pontadas nos ouvidos e atrás deles; ouvidos muito secos.
Sensação de calor externamente na orelha esquerda e na face.
Otite supurada com estupor.
Após supuração dos ouvidos internos. θ Tifo.
Saída de sangue pelo ouvido.
Inchaço da glândula parótida. θ Sarampo.
OLFATO E NARIZ [7]
Inchaço do nariz.
Espirra vinte ou trinta vezes com violento arremesso da cabeça, até cair exausto sobre a cama; mal recupera o fôlego, segue-se outro ataque.
O nariz dói de cima para baixo, como após forte queda sobre ele.
Epistaxe.
Hemorragia nasal: precedida de formigamento ; copiosa após todo esforço; por causas mecânicas ; após lavar o rosto; tosse convulsa; tifo ; ao assoar o nariz.
Narinas ulceradas.
Nariz frio, mas quente por dentro; ou com calor seco do rosto.
Ponta do nariz fria. θ Pneumonia.
Dor na glabela sobre a raiz do nariz.
Saída de várias gotas de sangue fluido pelo nariz ao assoá-lo pela primeira vez de manhã.
Assoa frequentemente o nariz com traços de sangue.
FACE SUPERIOR [8]
Bochecha direita pendente, boca puxada para o lado esquerdo. θ Apoplexia.
Ao respirar, a bochecha infla-se, distendida. θ Apoplexia.
Fisionomia muito abatida.
Rosto bastante pálido e sensação de frio antes que de calor. θ Cefaleia crônica.
Pálido, abatido; amarelado. θ Cólera infantil.
Tez terrosa, aspecto pouco saudável. θ Diarreia.
Calor seco no rosto para a tarde, estendendo-se até atrás das orelhas, sem sede alguma, estando o nariz completamente frio.
Vermelhidão e queimação em uma bochecha, por outro lado fresca ou, ao menos, não quente.
Rosto vermelho-escuro, quase tão vermelho quanto mogno. θ Tifo.
Rosto quente e vermelho, com pernas frias. θ Meningite infantil.
Rosto e testa quentes. θ Apoplexia.
As bochechas inchadas estão intensamente avermelhadas. θ Apoplexia.
Bochechas inchadas, com dor pulsátil e como picadas.
Inchaço vermelho da bochecha direita, com dor pulsátil e constritiva; lábios inchados e grande calor na cabeça, com corpo frio.
FACE INFERIOR [9]
Os lábios ardem; estão inchados e gretados.
O lábio inferior treme. θ Tifo.
Dor como de contusão na articulação (direita) da mandíbula, pelo movimento; de manhã cedo.
Maxilar inferior pendente.
Calor ardente nos lábios, com calor moderado do corpo.
Espinhas no lábio superior.
Lábios rachados.
Lábios inchados com calor na cabeça.
DENTES E GENGIVAS [10]
Dor de dente após operação, obturação, etc.
Dores cruciantes, incisivas, lacerantes em todos os dentes da maxila superior direita, irradiando para o ouvido; < pelo calor externo ou por inalar ar fresco.
O dente parece como se fosse forçado para fora do alvéolo; dor de dente pulsátil.
Gengivas doloridas, inchadas. θ Crianças na dentição.
Batimento e formigamento nas gengivas. θ Dor de dente.
Dor de dente como se os dentes tivessem sido arrancados à mordida, torcidos, estivessem bambos, pulsando; os dentes parecem ser empurrados para fora pelo afluxo de sangue; então ficam mais dolorosos ao toque.
Dor de dente e inchaço das gengivas na maxila superior esquerda.
PALADAR, FALA, LÍNGUA [11]
Gosto: pútrido; de ovos podres; amargo.
Língua seca e relutância em falar. θ Tifo.
Língua seca, quase preta. θ Tifo.
Língua saburrosa amarela com gosto amargo;
De manhã, gosto de ovos podres.
Sensação mordente na língua, com ardor dolorido e picadas na parte posterior da garganta.
Queimação violenta das fauces através do esôfago até o estômago.
Língua: saburrosa branca; seca, com faixa castanha ao longo do meio. θ Tifo.
Língua seca ou saburrosa amarela. θ Dispepsia.
Língua saburrosa branca, com bom apetite e bom paladar.
INTERIOR DA BOCA [12]
Odor pútrido da boca. θ Tifo.
Saliva diminuída.
Cospe às vezes um pouco de sangue. θ Tifo.
Boca seca, com muita sede.
Queimação áspera na boca e no esôfago; saliva aumentada.
PALATO E GARGANTA [13]
Picadas na parte posterior da garganta entre os atos de deglutição.
Dores crônicas nas fauces e na laringe, < por muito tempo após conversa animada.
Queimação na garganta ao engolir.
Dor nas fauces como se ali estivesse alojado algo duro ou áspero; à tarde, ao deitar-se.
Queimação áspera da garganta ao estômago, tornando-se pressão incômoda no estômago.
Engolir quase sempre melhora.
A deglutição é impedida por uma espécie de náusea, como se o alimento não descesse.
APETITE, SEDE. DESEJOS, AVERSÕES [14]
Apetite perturbado, comer aumenta a dor. θ Ataques crônicos de cefaleia.
Apetite diminuído. θ Diarreia. θ Mialgia.
Perda do apetite e acidez do estômago dos bebedores de aguardente, e cria desgosto pela aguardente.
Falta total de apetite por dez dias, aversão até à simples visão dos alimentos.
Aversão: à carne; ao caldo; ao leite; a fumar tabaco; à aguardente.
Sede de água fria, sem febre.
Sede sem qualquer calor externo, estando as pupilas pouco capazes de dilatação.
Desejo constante de bebidas, mas não sabe de quê, pois todas as bebidas lhe são desagradáveis. θ Diarreia.
Desejo de vinagre ou de coisas azedas; de bebidas alcoólicas.
COMER E BEBER [15]
Após comer, incômodo no epigástrio.
Vômito de alimentos ingeridos, constipação obstinada e noites inquietas, sem sono. θ Concussão.
Durante o jantar, uma bochecha quente.
Após comer: sente-se <; incômodo no epigástrio (após uma pancada); repleção e pressão tipo cólica em vários pontos do abdome e dos flancos; plenitude no epigástrio; pressão em pequeno ponto; enxaqueca; dor de dente; sensação de moleza nas pernas.
Após refeição demasiado copiosa, vertigem com náusea, obscurecimento da visão.
Após beber: frio aumentado; vomita; bebe muito e depois vomita.
SOLUÇOS, ERUCTAÇÕES, NÁUSEA E VÔMITO [16]
Soluço. θ Meningite.
Eructações: frequentes; vazias; amargas.
Eructações pútridas. θ Prolapso uterino. θ Diarreia.
Eructações como de ovos podres pela manhã.
Eructa após tossir.
Náusea extrema.
Náusea no epigástrio. θ Prolapso uterino.
Náusea, ardor áspero na garganta; relaxamento geral durante a manhã.
Ânsias secas; esforços inúteis para vomitar. Ânsias à noite; contudo o vômito não sobrevém; no epigástrio há um peso como de um caroço.
Vomita: o mínimo alimento ingerido; bílis amarela, amarga; sangue coagulado.
Vômito de coágulos vermelho-escuros, boca amarga; dolorimento generalizado. θ Após ferimentos.
ESCROBÍCULO E ESTÔMAGO [17]
Estômago distendido por gases; pressão no precórdio, opressão do tórax.
Dor no estômago como se suas paredes estivessem espasmodicamente contraídas, > ao comer.
Contração espasmódica do estômago causa dor geral, porém sobretudo na parede posterior, com sensação como se a parede do estômago fosse forçosamente comprimida em direção à coluna e como se a partir desse ponto a coluna se tornasse dolorida para baixo.
Beliscadura e pressão no estômago, estendendo-se pelos intestinos como constrição, com muito movimento.
Beliscadura, aperto espasmódico no estômago. Peso e pressão no estômago.
Dores incisivas e pressivas no epigástrio, com náusea e ânsias. θ Após pancadas no estômago.
Dorido no estômago com eructações pútridas, como de ovos podres.
Sensação de repleção no estômago com náusea repugnante. θ Angina pectoris.
Sensação de fome no estômago.
Incômodo dolorido ou em queimação no epigástrio; epigástrio distendido; sente-se < pela pressão; eructações fétidas.
Transferência fácil e rápida da irritação cerebral para o estômago, terminando em náusea, ânsias e vômitos. θ Enxaqueca.
Muito muco na garganta e no estômago.
Dispepsia. θ Prolapso do ânus.
HIPOCÔNDRIOS [18]
Pressão intensa no epigástrio.
Dores incisivas e pressivas no epigástrio, com náusea e ânsias.
Sensível à pressão na região do fígado. θ Estupor.
Pontadas na região do fígado; doloroso ao virar-se na cama.
Pressão: na região do fígado; como uma pedra, tanto durante a inspiração quanto a expiração; sentida ao deitar-se sobre o lado esquerdo.
Pressão na região das costelas esquerdas abaixo do coração, dia e noite.
Dor e plenitude no hipocôndrio direito por uma pancada.
Pontadas na região do baço, com dorido à pressão. θ Esplenite, nas febres intermitentes.
Pontadas sob as falsas costelas, do lado esquerdo, interrompendo a respiração quando em pé.
ABDOME E ILHARGAS [19]
Investidas agudas através do abdome de um lado a outro.
Dor ao redor do umbigo ao mover-se.
Dor surda, pesada, no baixo-ventre esquerdo, seguida em poucas horas por evacuação copiosa. θ Disenteria.
Acometido no meio da noite por dores violentas, incisivas e em queimação, no baixo-ventre, principalmente à esquerda; dores intermitentes, cessando após quinze a vinte minutos. θ Disenteria.
Cólica semelhante à disenteria, espécie de moenda profunda no baixo-ventre, dentro dos quadris de ambos os lados, acompanhada de náusea e sonolência.
Dor lacerante intermitente na metade esquerda da eminência púbica.
Cólica com estrangúria.
Ruído de água no abdome.
Dores no abdome e cefaleia. θ Angina pectoris.
Lado direito do abdome duro, inchado, com dor como se cortasse uma ferida ao toque.
Abdome distendido. θ Diarreia.
Inchaço duro do lado direito do abdome, com dor intensa ao toque; > pela eliminação de flatos.
Distensão timpânica do abdome, vontade frequente de evacuar.
FEZES E RETO [20]
Cãibras constritivas no reto quando em pé.
Pressão dolorosa no reto.
Urgência ineficaz para evacuar.
Vontade frequente de evacuar, com forte pressão no ânus. θ Disenteria.
Tenesmo com dores intensas. θ Disenteria.
Inclinação para evacuar os intestinos recorrendo a cada quatro ou cinco horas, sendo o tenesmo intenso durante a evacuação. θ Disenteria.
Sensação de borborigmo no reto durante três dias, sem evacuações.
Flatos fétidos; cheiram a ovos podres.
Evacuações pequenas e frequentes. θ Disenteria.
Evacuações frequentes; após cada evacuação é obrigado a deitar-se.
Diarreia noturna, com cólica pressiva, como por flatulência.
Evacuação diarreica com algum corte nos intestinos.
Evacuações pequenas e frequentes, consistindo apenas de muco.
Evacuações diarreicas amareladas ou às vezes sanguinolentas.
Diarreia, fezes semelhantes a levedura castanha.
Evacuações indolores de alimentos não digeridos.
Saída involuntária de fezes durante o estupor. θ Tifo. θ Meningite infantil (em fases posteriores).
Evacuação involuntária durante o sono (também urina). θ Febres. θ Apoplexia, etc.
Fezes: de alimento não digerido; sanguinolentas; purulentas; sanguinolentas, viscosas, mucosas, com urgência e violenta dor abdominal; escuras, sanguinolentas, mucosas, com sensação dolorida e de contusão no abdome; castanhas, fermentadas (como levedura); aversão ao alimento; hálito fétido; muito ofensivas, papiformes, às vezes involuntárias; involuntárias durante o sono; frequentes, pequenas, mucosas; líquidas, espumosas, terrivelmente fétidas, acres.
Tenesmo seguido de evacuação copiosa, fina ou papa, com cheiro ligeiramente azedo, trazendo grande alívio.
Vontade de evacuar a cada meia hora, não se eliminando senão limo.
Evacuações frequentes, líquidas, espumosas, acres, muito fétidas, com muita flatulência; menina de 2 anos e meio.
Evacuações escassas, viscosas, escuras, sanguinolentas. θ Disenteria.
Fezes escuras, sanguinolentas, mucosas, com sensação dolorida e de contusão no abdome. θ Disenteria.
Dor excessiva e descargas de sangue puro e muco. θ Disenteria.
Descarga copiosa de sangue venoso escuro, na quantidade de cerca de um litro de cada vez, sobrevindo em intervalos de cerca de quatro horas, aliviando muito a dor abdominal por uma ou duas horas. θ Disenteria.
Disenteria com isquúria, ou tenesmo do colo da bexiga com urgência infrutífera.
A indicação mais marcada é o longo intervalo entre as evacuações, isto é, de quatro a seis horas. θ Disenteria.
Evacuação tardia. θ Apoplexia.
Constipação obstinada após pancada no epigástrio.
Constipação. θ Pneumonia. θ Paralisia.
Antes da evacuação: abdome distendido.
Durante a evacuação: borborigmo e pressão no abdome; urgência, tenesmo, eliminando apenas limo e muco.
Com evacuações mucosas: dor como de contusão nas costas.
Após evacuar: deve deitar-se.
Dor no ânus como se estivesse contundido. θ Disenteria.
Dores pressivas no ânus e reto, principalmente no ânus. θ Disenteria.
Depois de sofrer muito de hemorróidas, um prolapso do ânus muito incômodo e doloroso, durando quatro meses.
Após caminhar cinco ou dez minutos, o prolapso exterioriza-se e o impede de prosseguir, obrigando-o a voltar sem demora.
Durante as cefaleias o reto não cai, e vice-versa. θ Prolapso do ânus.
Um homem, após sofrer de hemorróidas, em estado enfraquecido e relaxado. θ Prolapso do ânus.
ÓRGÃOS URINÁRIOS [21]
Frio seguido de dores nefríticas, náusea e vômito, sem alívio; o vômito produz dor cruciante no epigástrio, estendendo-se ao hipocôndrio direito e descendo até a virilha. θ Nefrite.
Dores penetrantes como facas enfiadas nos rins; frio, inclinação para vomitar.
Dores agonizantes nas costas e quadris como pela passagem de cálculos. θ Cólica renal.
Inflamação traumática da bexiga.
Afecções da bexiga após lesões mecânicas.
A bexiga parece excessivamente cheia, urgência ineficaz.
Tenesmo da bexiga; a urina goteja involuntariamente.
Tenesmo por espasmos do colo da bexiga.
Lactentes gritam de dor na bexiga.
Urgência constante enquanto a urina passa involuntariamente em gotas.
Tentativas frequentes de urinar.
Tem de esperar muito tempo até a urina sair.
Retenção de urina por esforço.
Isquúria com disenteria.
Isquúria espasmódica com cascos quentes, excrementos em pequenas bolas (cavalos).
Urinação involuntária à noite durante o sono. θ Apoplexia. θ Tifo, etc.
Urinação involuntária ao correr.
Urinação involuntária à noite, com sedimento vermelho. θ Paralisia.
Aumenta a parte aquosa da urina.
Urina pálida frequente.
Diurese abundante. θ Meningite.
Urina em pequena quantidade, manchando a fralda de amarelo-acastanhado. θ Cólera infantil.
Urina de cor castanho muito escuro.
Urina castanha com sedimento laterítico.
Urina castanha e clara, que imediatamente se torna esbranquiçada e turva.
Urina castanho-escura, escassa; sedimento de pó de tijolo.
Urina vermelha. θ Afecção hepática.
Sedimento de pó de tijolo na urina. θ Prolapso uterino.
Urina vermelha escassa, muito fétida.
Urina escassa, pouco frequente; às vezes urgência frequente.
Urina difícil, escassa, escura, com espesso sedimento castanho. θ Nefrite.
Urina com sangue.
Hematúria por causas mecânicas.
Urina espessa, com muito pus e alguns glóbulos de sangue, mas sem cilindros. θ Nefrite.
Urina muito ácida, com aumento da densidade específica.
Antes de urinar: dores agonizantes nas costas e quadris; pressão na bexiga.
Durante a urinação: dor em queimação ao longo do períneo e descarga de pus pela uretra. θ Após queda sobre o períneo.
No final da urinação: corte no orifício da uretra.
Após urinar: pontadas.
ÓRGÃOS SEXUAIS MASCULINOS [22]
Desejo sexual violento, ereções contínuas (velho fraco).
Ereções violentas e contínuas, despertando frequentemente.
Sensação de fraqueza, testículos relaxados, como após emissão; cedo, na cama.
Emissão de sêmen (de dia ou de noite) durante uma carícia afetuosa.
Testículos endurecidos, inchados e sensíveis.
Cordões espermáticos dolorosamente inchados, pontadas no abdome.
Hidrocele causada por contusão.
Pênis e testículos inchados, vermelho-púrpura; após ferimentos.
Erisipela do escroto estendendo-se ao ânus.
Fimose por fricção; partes contundidas e muito inchadas.
ÓRGÃOS SEXUAIS FEMININOS [23]
Dores como por torcedura na região ovariana (virilha), obrigando-a a andar curvada. θ Doenças ovarianas.
Metrorragia após coito. θ Prolapso uterino.
Permanece sensação dolorida, como de contusão, após lesão no abdome; não pode andar ereta. θ Prolapso uterino.
Prolapso uterino causado por uma concussão, deixando sensação dolorida e de contusão na região uterina, o que a impede de andar ereta.
Úlceras do útero com tendência a sangrar.
Menstruação geralmente adiantada; náusea no epigástrio.
Menstruações muito frequentes e abundantes. θ Prolapso uterino.
Fluxo sanguinolento entre os períodos menstruais. θ Prolapso uterino.
Sangue vermelho vivo com coágulos misturados. θ Prolapso uterino.
Hemorragia uterina.
Grandes lábios dolorosamente inchados.
GRAVIDEZ. PARTO. LACTAÇÃO [24]
Dor entre a crista do ílio direito e o sacro durante a gravidez.
Parece como se o feto estivesse deitado transversalmente.
Ameaça de aborto por quedas, choques, etc.; nervosa, excitada; sente-se contundida.
Dores de parto: violentas, contudo pouco eficazes; fracas, ou cessando; quer mudar de posição frequentemente; sente-se contundida.
Metrorragia após coito. θ Durante a gravidez.
Gotejamento constante de urina após o parto.
Dorido das partes após o parto; previne hemorragia.
Hemorragias vermelho-vivas ou misturadas com coágulos; cabeça quente, corpo fresco.
Dores pós-parto violentas; retornam ao amamentar.
Períneo roto (aplicado externamente).
Profilático contra piemia na febre puerperal.
Inchaço da mama por contusões.
Mastite por contusões; inflamação erisipelatosa.
Após um abscesso na mama esquerda, a direita tornou-se dura e sensível, a esquerda tendo sido aberta em vez de curada por medicamento interno; a direita tornou-se inchada e vermelha, marcando à pressão; o horrível corte com a faca não produziu matéria; três dias depois a lanceta foi novamente cravada, saíram pus e sangue, porém não livremente; para a noite a mama ficou dolorosa, no meio da noite tremendamente inchada. Finalmente o corte fechou-se, mas deixou uma vermelhidão viva e irritada da pele ao redor, que mudou para uma tonalidade púrpura maligna; a mulher ficou grandemente exausta e com calafrios. A loção de Arnica aliviou de imediato, e logo se seguiu descarga saudável do abscesso.
Mamilos doloridos.
A criança está sem fôlego, contundida; ou a mãe teve trabalho de parto longo e doloroso. θ Asphyxia neonatorum.
Mamilos da criança inchados e sensíveis, Chamom.; após beliscões das amas, Arnica.
VOZ E LARINGE. TRAQUEIA E BRÔNQUIOS [25]
Voz grave, ou baixa, murmurante.
Rouquidão por abuso da voz; também cedo pela manhã.
Sensação crua, raspada, ao longo da traqueia e dos brônquios.
Sensação de cócega na traqueia.
Ao deitar-se, sensação crepitante na traqueia; à noite.
Rouquidão de pregadores e oficiais militares, por longas prédicas e comandos; também de condutores por anunciarem as estações ferroviárias em voz alta.
Na garganta, som de assobio abafado.
Tossir é difícil, sobretudo na posição deitada. θ Apoplexia.
RESPIRAÇÃO [26]
Hálito fétido, curto, ofegante.
Pior na inspiração; > na expiração.
Inspiração rápida, expiração lenta.
Inspirações e expirações rápidas.
Respiração curta, ofegante. θ Angina pectoris.
Opressão do tórax, com angústia e calor na cabeça.
Ansiedade e dispneia; ao despertar.
Dispneia, cabeça quente, rosto vermelho, corpo fresco.
Dispneia por pancada no epigástrio.
Asma, com inclinação a mover-se; sem sono antes da meia-noite; parece moribundo.
Asma por degeneração gordurosa do coração.
Opressão sufocante do tórax.
Crianças, quando zangadas, perdem o fôlego.
TOSSE [27]
Tosse seca, curta, irritativa.
Tosse produzida por irritação pruriginosa na parte superior da laringe, durante a sesta.
Cócega constante e insuportável na laringe e na traqueia, provocando tosse dia e noite. θ Pneumonia.
Cócega na parte inferior da traqueia, e tosse seca, irritativa, principalmente à noite.
Tosse seca, com cócega no tórax.
Tosse seca constante, que sacode toda a estrutura corporal.
Criança fraca, irritadiça, tem tosse curta e frequente. θ Diarreia.
Tosse após gritar ou chorar.
Tosse excitada pelos gritos das crianças quando acompanhados de cólera e agitação.
Após bocejar, tosse.
Tosse após sarampo.
Tosse à noite durante o sono.
Paroxismos de tosse à noite durante o sono, sem acordar. θ Doença cardíaca.
Tosse convulsa: a criança chora antes do paroxismo como se temesse a dor que ele causará; a tosse produz olhos injetados, hemorragia nasal; expectoração de sangue espumoso, ou de coágulos de sangue.
A expectoração solta-se com dificuldade.
Expectoração de catarro espumoso com água. θ Pneumonia.
Expectoração: ofensiva, verde, purulenta, raiada de sangue; quando se solta, tem de ser engolida; de dia e à noite, expectoração escassa e difícil de muco transparente, vítreo, misturado com pontos negros, ou sanguinolento. θ Bronquite.
Escarro misturado com sangue.
Hemoptise grave em um tísico; sangue enegrecido, semilíquido, expelido após tosse irritativa.
Hemorragia após lesões mecânicas; ligeira expectoração de sangue preto, espesso, viscoso, ou sangue vermelho vivo, espumoso, misturado com muco e coágulos.
Hemoptise.
Durante a tosse: arranhadura na garganta, cócega na traqueia; crueza, pontadas no tórax; asma; suspensão do fôlego; congestões e calor; sensação de contusão nas costelas; vômito; pressão e picadas na cabeça; formigamento na cabeça.
Tosse, com pontadas nos lados do tórax.
Tosse produzindo sensação nas costelas como se todas estivessem contundidas.
INTERIOR DO TÓRAX E PULMÕES [28]
Grande aperto do tórax, com respiração difícil.
Dor pressiva no tórax (d.), em pequeno ponto, não aumentada por movimento, toque ou inspiração.
Opressão do tórax, com angústia. θ Angina pectoris.
Sensação de peso opressivo na parte superior do tórax, com sensação de constrição na garganta.
Dores no lado direito do tórax, dependentes de esforço excessivo do braço d. θ Mialgia.
Dores doloridas no tórax.
Dor dolorida e surda no tórax esquerdo. θ Pneumonia.
Tórax dolorido ao tossir, escarro raiado de sangue; não consegue expelir o muco solto.
Queimação ou sensação crua no tórax.
O peito parece afetado, cru; o escarro às vezes está tingido de sangue, especialmente ao caminhar.
Pontadas no tórax (e.), pior por tosse seca; < pelo movimento; > pela pressão externa.
Pontadas violentas no meio do tórax esquerdo.
Pontadas no tórax esquerdo perto do esterno, durante uma inspiração profunda. θ Angina pectoris.
Pontadas em um lado do tórax, com tosse curta, que cria dor.
Pleurisia após lesões mecânicas; deve mudar continuamente de posição, a cama parece tão dura.
Pneumotórax por lesões externas.
Pneumonia após tosse convulsa, especialmente quando há muito dolorimento ao tossir.
Tórax dolorido ao tossir, escarro raiado de sangue; não consegue expelir o muco solto. θ Pneumonia. θ Coqueluche.
Todas as articulações dos ossos e cartilagens do tórax doem, como se estivessem torcidas, contundidas; durante o movimento e a respiração.
CORAÇÃO, PULSO E CIRCULAÇÃO [29]
Dor do fígado subindo através do tórax esquerdo e descendo pelo braço esquerdo; veias da mão inchadas, arroxeadas; dor súbita, como se o coração fosse comprimido, ou como se recebesse um choque. θ Angina pectoris.
A região da base do coração parece contundida.
"Distensão do coração", por corrida violenta.
Ação cardíaca irritável. θ Mialgia.
Degeneração gordurosa do coração.
Grande sofrimento cardíaco.
Pontadas na região cardíaca.
Picadas dolorosas na região do coração.
Pontadas no coração da esquerda para a direita, com acessos de desmaio. θ Angina pectoris.
Respiração pesada; pontadas, queimação; palpitação.
Congestão para a cabeça e o peito, com sensação de calor nessas partes e frialdade do resto do corpo.
Palpitação após quase qualquer esforço; desaparece com o repouso.
Batimento do coração, mais como um tremor. θ Angina pectoris.
Pulso nem cheio nem rápido, temperatura não aumentada. θ Ataques crônicos de cefaleia.
Pulso 72, menos frequente e mais fraco que o habitual. θ Apoplexia.
Pulso cheio, duro, lento. θ Tifo.
Pulso: acelerado, cheio, duro; às vezes mais rápido que os batimentos do coração; intermitente, fraco, apressado, irregular; trêmulo.
Pulso, em repouso, abaixo de 60; após mover-se, acima de 120. θ Nefrite.
Quando o pulso se torna lento, fica fraco. θ Pulso muito baixo, fraco, rápido. θ Tifo.
Desfalecimento, pulso fraco, apressado, variável e ritmo cardíaco irregular, horror da morte imediata. θ Com sofrimento cardíaco à noite.
TÓRAX EXTERNO [30]
As articulações e conexões cartilaginosas do tórax parecem como espancadas, ao mover-se, respirar ou tossir.
Pontadas violentas no meio do tórax esquerdo.
Dor através do tórax, pontadas com a tosse, que aumentava a dor.
Dor pressiva no tórax direito, em pequeno ponto que permanece inalterado quer pelo movimento, quer pelo contato, quer pela respiração.
Dores nos músculos intercostais.
Dores no lado esquerdo do tórax, na inserção dos peitorais maior e menor; tinha de levantar grandes pesos com a mão esquerda. θ Mialgia.
Dor intensa no lado esquerdo do tórax e abdome; a dor não era apenas ao longo da inserção dos peitorais, especialmente sua porção inferior, mas também ao longo das digitações do oblíquo externo do abdome e do serrátil maior, por trabalhar em posição forçada.
Suor vermelho no peito.
PESCOÇO E DORSO [31]
Fraqueza dos músculos do pescoço: não sustentam a cabeça com firmeza.
Dor violenta na coluna, como por levantar-se subitamente após longo tempo curvado.
A cabeça parece tão pesada, e tão movediça pela fraqueza dos músculos cervicais, que se inclina facilmente para todos os lados.
Grande sensibilidade das vértebras cervicais à pressão. θ Calafrios congestivos.
Grande dolorimento das costas.
Plenitude e pressão na região lombar.
Sensação de grande peso através da parte inferior dos rins, e sensação de ser puxado para dentro, como se um cordão estivesse fortemente esticado através dessa região.
Formigamento nas costas.
Dores na coluna, como se não fosse capaz de sustentar o corpo.
Dor na região das vértebras lombares. θ Nefrite.
Dor nos lombos; pontadas ao tossir, respirar profundamente ou caminhar.
Omoplata direita e lombos dolorosos, como espancados.
Sensação dolorosa peculiar, descendo pelas costas, como às vezes ocorre por ficar muito curvado em trabalho pesado, ao levantar-se da cama pela manhã.
Dor pressiva entre as omoplatas, que parecia estender-se da parede posterior do estômago.
Dor na omoplata direita em direção às costas, como após violenta pancada ou queda.
Os rins doem como se tivessem sido espancados.
Sensação de contusão em todo o corpo, especialmente na região das vértebras dorsais e cervicais, e grande fraqueza dos músculos do pescoço, dor como de contusão, e compressão do tórax.
MEMBROS SUPERIORES [32]
Dor violenta, convulsiva, da articulação do ombro até o dedo médio.
A face anterior dos braços parece contundida.
Os braços sentem-se cansados, como contundidos por golpes; ele não conseguia dobrar os dedos para dentro.
Não pode levantar o braço direito. θ Apoplexia.
Sensação como se as articulações dos braços e punhos estivessem torcidas.
Dores nos braços e nas mãos, como se tivessem batido contra algo duro.
Antebraço e mão muito inchados e vermelhos, superfície coberta de vesículas.
Leve estalido e sensação de deslocamento no punho direito ao mover a mão.
Punho esquerdo sem força; sente como se não pudesse usar o braço.
Dor lacerante, espasmódica e puxante, durante o repouso, no lado cubital do dorso da mão direita.
Veias da mão distendidas, com pulso cheio e forte.
Inflamação erisipelatosa, mão esquerda azul-escura e coberta de vesículas grandes e pequenas, que davam à pele o aspecto de couro de rinoceronte.
Puxão no polegar direito.
Dor aguda, como de contusão, nas eminências tenar dos polegares.
Cãibras nos dedos da mão esquerda. θ Angina pectoris.
Pontas dos dedos frias. θ Pneumonia.
Dor violenta, convulsiva, estendendo-se ao dedo médio.
Dor pressiva nas articulações do anular e do mínimo direitos.
Dor lacerante nas pontas do anular e mínimo esquerdos.
Dor puxante na pele do dorso do dedo mínimo esquerdo.
Pápula pruriginosa entre o polegar e o indicador; ao toque, fina dor como picada, como se houvesse uma farpa nela.
MEMBROS INFERIORES [33]
Abscesso do músculo psoas.
Dores puxantes e pressivas na articulação coxofemoral esquerda, com a coxa estendida, ao sentar-se.
Os quadris doem como torcidos.
Dores perfurantes e lacerantes, mudando da articulação coxofemoral direita para várias partes; < à noite, não consegue encontrar posição cômoda; suportáveis durante o dia e durante o movimento. θ Após torção.
Formigamento; sensação de claudicação; deve mudar frequentemente de posição, a cama ou a cadeira parecem demasiado duras. θ Após esforço, longas marchas, etc. θ Ciática.
Dor nas coxas ao caminhar, como por pancada ou contusão.
Coxas lívidas, com marcas azul-amareladas, como manchas negras e azuis.
Apareceram manchas azuis nas coxas, que ao toque pareciam contundidas; essas manchas eram mais numerosas após emoção mental ou esforço.
Carbúnculo na coxa.
Carbúnculo grande, aberto, inflamado, vermelho; no lado interno da coxa esquerda.
As articulações dos joelhos dobram-se subitamente quando está em pé; pés entorpecidos, insensíveis.
Picada no joelho ao toque.
Queixa-se de sensação como se o joelho estivesse deslocado, e de fraqueza paralítica de todo o membro. θ Após lesão.
Higroma da patela.
Tumor branco do joelho.
Queimação intensa em pequeno ponto na face externa da tíbia esquerda.
Dor na barriga da perna direita, como por pancada, com lassidão das pernas.
O membro inferior direito não pode ser usado como de costume. θ Apoplexia.
Formigamento nas pernas.
Dores gotosas no pé, < para a noite; teme que os transeuntes o atinjam; articulação do hálux vermelha, parece torcida.
Dor gotosa no pé, com um pouco de febre para a noite.
Dor lacerante no maléolo externo direito e no dorso do pé.
Puxão na metade externa do dorso do pé esquerdo.
Falta de força nos tornozelos e sensação de grande peso em cada peito do pé.
As articulações do tarso doem como torcidas.
Queimação violenta nos pés.
Os pés ficam cansados ou inflamados após uma caminhada.
Inflamação erisipelatosa quente e dolorosa do pé.
Uma farpa penetrou profundamente na planta há meses, produzindo muita carne exuberante; saiu depois do uso interno e externo.
Ao caminhar, ao erguer o pé esquerdo e dobrar o tornozelo esquerdo, rastejamento na metade externa da sola esquerda, como se um nervo fosse puxado.
Dor lacerante no dedo mínimo esquerdo do pé.
Calos (aparar e aplicar externamente).
Moça sujeita a cefaleia e neuralgia; quando a cefaleia melhorava, a mesma dor surgia em pequeno ponto dos membros inferiores.
MEMBROS EM GERAL [34]
Peso nos membros.
Dor paralítica em todas as articulações durante o movimento, como de contusão.
Membros como contundidos em repouso ou em movimento; concussão dolorosa pelo sacolejo da carruagem ou por pisar firmemente.
Dorido nos membros. θ Meningite.
Os membros doem como espancados. θ Febres intermitentes.
Dor lacerante, com dolorimento, entorpecimento, inchaço ou formigamento.
REPOUSO. POSIÇÃO. MOVIMENTO [35]
Movimento: tontura e enjoo estomacal <; pontadas na cabeça; dor dolorida e dores na testa <; vertigem <; queimação no cérebro <; beliscadura no globo ocular >; dores no tórax <; pulso 120; dores paralíticas em todas as articulações <; sensação de contusão dos membros; calafrios <.
Ao caminhar, sente-se fraco, como se subitamente envelhecido.
Caminhar: ao ar livre alivia a beliscadura no globo ocular direito; pressão na testa; ao correr, urina involuntária; dor nos lombos; dor nas coxas como por pancada; rastejamento na metade externa da sola esquerda; vertigem; prolapso do ânus; não consegue pensar após passeio ao ar livre.
Anda curvada: prolapso uterino.
Inclinar-se: cefaleia.
Correr: urinação involuntária.
Levantar-se: tontura e enjoo estomacal <; cefaleia.
Sentar-se: dor na articulação coxofemoral esquerda; cefaleia.
A postura horizontal sem perturbação aliviava algo, e algumas horas de sono faziam desaparecer. θ Ataques crônicos de cefaleia.
Subir: dor pressiva na testa.
Ficar em pé: cãibras no reto.
Tem de deitar-se: após as evacuações; por fraqueza.
Deitado: tontura e enjoo estomacal >; sobre o lado esquerdo, dor na região do fígado; picadas na pele; sente calor, etc.; tem de deitar-se estendido de costas; deve deitar-se após evacuar; dor nas fauces como de algo áspero; alivia a vertigem; tem de deitar-se estendido de costas, enxaqueca; com a cabeça baixa, a irite melhora.
Melhor quando deitado de lado ou de costas.
Em repouso: queimação no cérebro >; dor nos olhos <; pulso 60; os membros parecem contundidos.
Virar-se na cama: o fígado dói.
Queixas por esforço: rouquidão, abuso da voz; palpitação; formigamento, claudicação; paralisia; sensação de contusão; ciática; cansaço, desfalecimento; retenção de urina; hemorragia nasal.
Todo esforço: caminhar, inclinar-se, falar, aumenta a dor a um grau quase insuportável. θ Ataques crônicos de cefaleia.
Inclinação para o movimento: asma etc.; dores perfurantes, melhoram.
Melhor com a cabeça baixa ou em posição horizontal; < ao erguer-se de um assento ou assumir posição ereta.
Queixas quando muito apressado: urina involuntária ao correr, etc.
NERVOS [36]
Abalos musculares.
A cabeça parece-lhe quente, o corpo frio e gelado, entre frequentes ataques de convulsões violentas. θ Depois de Acon.
Sensação de cansaço, como após trabalho pesado ou como se espancado. θ Intermitente.
Fraqueza geral.
Grande fraqueza. θ Apoplexia.
Grande fraqueza seguida de exaustão terrível e tremores, após repetidas e inúteis lancetagens de abscessos da mama.
Cansado, contundido, dolorido, grande fraqueza, deve deitar-se, contudo a cama parece dura demais.
Fraqueza, cansaço, sensação como de contusão; esses sintomas obrigam-no a deitar-se.
Muito abatido pela longa continuação da intermitente.
Relaxamento geral durante a manhã, com náusea.
Fadiga geral, lassidão e sonolência.
Foi para a cama lânguido e exausto.
Lassidão e lentidão de todo o corpo; mal consegue ficar de pé.
Perda de força e de toda sensação de saúde.
Grande abatimento das forças.
Grande prostração. θ Tifo.
Abatimento geral das forças; mal pode mover um membro. θ Tifo.
Paralisia dependente de extravasamento de sangue no cérebro.
Paralisia: geralmente dolorosa; do lado esquerdo (após apoplexia); parcial, por concussão da coluna ou do cérebro.
SONO [37]
Bocejos frequentes à noite, sem sonolência.
Sonolência; sonolento demais cedo pela noite.
Langor, torpor. θ Cólera infantil.
Estado sonolento. θ Meningite infantil.
Enquanto responde, cai em sono profundo antes de terminar. θ Tifo.
Sonolência.
Frequentemente é mantido acordado até 2 ou 3 A. M. pelo calor, inquietação e desejo constante de mudar de posição; ou por picadas, ferroadelas e mordeduras, ora aqui, ora ali, pelo corpo.
Sono inquieto, frequentemente interrompido por sonhos.
Sono inquieto. θ Apoplexia.
Sono noturno inquieto e interrompido. θ Diarreia.
Sono não reparador, respiração forte e soprante.
Deita-se de preferência com a cabeça baixa ou horizontalmente.
Sem dormir a noite toda, tem de colocar o membro ora aqui, ora ali, mas sem alívio. θ Cárie.
Passa muitas noites sem dormir. θ Prolapso do ânus.
Não consegue adormecer, visões fantásticas enquanto jaz acordado.
Durante o sono fala alto, choraminga, faz fortes inspirações e expirações soprantes; fezes e urina passam involuntariamente; a cabeça é repuxada para trás.
Gritos altos durante o sono. θ Meningite infantil.
Expulsão involuntária de fezes enquanto dorme.
O sono estava muito perturbado.
Ao adormecer: sobressalta como de susto; é despertado pelo calor.
Sobressaltos frequentes durante o sono. θ Meningite infantil.
Ao adormecer, deitado de lado, tem sonhos agradáveis, mas desperta com violenta dor na articulação do ombro e nos braços; as mãos adormecem.
Ao adormecer, deitado de costas; sonhos horríveis com ladrões e assassinos, e de ser enterrado vivo, sufocação, etc.
Sonhos: vívidos; assustadores, de sepulturas, cães pretos, atingido por raio, etc.; não reparadores, ansiosos, com fala. θ Tifo.
Muitos sonhos vívidos. θ Meningite infantil.
Os sonhos repetem-se; já tivera exatamente os mesmos muitas vezes antes.
Acordou seis ou sete vezes, cada vez por sonhar que estava morrendo, com a cama cercada de amigos para despedirem-se pela última vez.
Ao despertar, fitam e olham em volta ansiosamente, com pupilas pequenas. θ Meningite infantil.
Ao acordar de manhã, paralisado do lado direito.
Pior após longo sono, ou ao despertar.
Logo após levantar-se, não ousa imediatamente ler nem trabalhar mentalmente, sem ter um ataque. θ Enxaqueca.
TEMPO [38]
Noite: ânsias; urina, fezes involuntárias; tosse durante o sono; perfuração e dor lacerante na articulação coxofemoral direita.
Noite: dores violentas e cortantes no baixo-ventre; urinação involuntária; tosse, com doença cardíaca.
Às 12 P. M.: suor, com cefaleia.
Muito cedo pela manhã: plenitude da cabeça; muita sede; calor seco.
Manhã: o nariz sangra ao assoar; gosto de ovos podres.
Manhã: náusea; frio.
Meio-dia: uma bochecha quente durante o jantar.
Tarde: dor dolorida na testa <; dor nas fauces como de algo duro, áspero.
Dia e noite: expectoração escassa.
Para a noite: cefaleia <; dores gotosas <.
Noite: calor seco do rosto; crepitação na traqueia; sono cedo demais.
Noite até meia-noite: tosse.
Noite e manhã: queimação no cérebro.
Dia e noite: tosse.
TEMPERATURA E TEMPO ATMOSFÉRICO [39]
Desejo de ar livre; > ao ar livre.
Calor: dor nos olhos; dentes <.
Perto de fogão quente: dor pressiva na testa <.
Resfriamento súbito após superaquecimento, seguido de tosse consuntiva.
Quer que lhe cubram os pés frios.
Pior em tempo úmido e frio. θ Paralisia.
Temperatura variável, ora frio, ora quente. θ Diarreia.
Desejo de estar no ar livre do campo.
Todo o verão e outono. θ Disenteria.
Lavar o corpo todo com água fria é a única coisa que lhe dá alívio por algum tempo. θ Prolapso do ânus.
Frio ao descobrir-se.
FEBRE [40]
Ataques frequentes e violentos de calafrios. θ Nefrite.
Frio de manhã ou durante a manhã; antes do calafrio, bocejos, sede de grandes quantidades de água; dor puxante no periósteo.
Calafrio: principalmente à noite, com muita sede já antes do calafrio; após cada sono; sentido no epigástrio; unilateral; no lado sobre o qual se está deitado.
Durante o calafrio, sede, cabeça e rosto quentes.
Calafrio violento, durando seis horas, seguido de febre por oito horas, ambos retornando todos os dias para a noite. θ Disenteria.
Arrepios por todo o corpo e cabeça, ao mesmo tempo calor na cabeça, e vermelhidão e calor no rosto, acompanhados de frescor das mãos e sensação como se quadris, costas e face anterior dos braços estivessem contundidos.
Frio internamente, com calor externo.
Frio, com calor e vermelhidão de uma bochecha.
A cabeça parece-lhe quente, o corpo frio e gelado; < entre frequentes ataques de convulsões.
Parte superior do corpo quente, parte inferior fria. θ Paralisia.
Cabeça e peito quentes, abdome e membros frios. θ Cólera infantil.
Calor da parte superior do corpo, frialdade da inferior.
Calor apenas, ou somente o rosto quente, corpo frio.
Grande calor interno; mãos e pés frios.
Calor seco e geral ao despertar; de madrugada, sede violenta; descobrir-se faz sentir frio; frio mesmo ao mover-se na cama.
Calor seco por todo o corpo após despertar cedo pela manhã.
Calor, com indiferença, estupor; bebe menos. θ Tifo.
Afrontamentos, com sede. θ Tifo.
Calor contínuo, com tal fraqueza que, ao tentar sentar-se, desmaia.
Suor: azedo ou fétido; às vezes frio.
Odor ofensivo da pele úmida; hálito pútrido. θ Tifo.
Pior ao suar; suor parcial na frente do corpo; aversão a descobrir-se.
Suor geral por volta da meia-noite, seguido de desfalecimento. θ Com cefaleia.
As exalações cheiram a azedo; suor noturno azedo.
Os três estágios, calafrio, calor e suor, bem marcados.
Sede grande antes e durante o calafrio, menor durante o calor e quase desaparecida com o suor. θ Intermitente após quinina.
Malária intermitente.
Durante a apirexia na febre intermitente, cefaleia, rosto amarelo, gosto amargo, aversão à carne.
Febres traumáticas.
Febre héctica, emagrecimento. θ Após pancada no estômago.
Tifo ou disenteria com pouca dor abdominal.
Estados tifóides.
Febres pútridas.
ATAQUES, PERIODICIDADE [41]
Pior durante o crescente da lua.
Ataques periódicos de enxaqueca.
Espasmos de tosse.
Calor em ataques curtos, repetidos muitas vezes.
Pleurisia reumática que se repete periodicamente.
Todos os dias: calafrio violento; diarreia noturna.
LOCALIZAÇÃO E DIREÇÃO [42]
Início unilateral das dores. θ Enxaqueca.
Direita: pressão na metade da cabeça, especialmente sobre a sobrancelha; cefaleia; leva a cabeça para a direita após lesão no olho esquerdo; dor puxante no olho; olho projeta-se; dor pressiva na metade interna do globo ocular direito; ruído nos ouvidos, surdez à direita; bochecha vermelha, inchada; dores na mandíbula; dores incisivas nos dentes superiores direitos; dor e plenitude no hipocôndrio; lado direito do abdome duro, inchado; dores no lado do tórax por uso excessivo do braço direito; omoplata dolorosa; dor aguda puxante no dorso da mão; punho como deslocado; dor pressiva nas articulações do anular e do mínimo; dores mudam-se da articulação coxofemoral; dores na barriga da perna como por pancada; dores no maléolo.
Esquerda: dor na cabeça; pontadas na eminência frontal; dor como se uma faca fosse puxada transversalmente pela cabeça; picadas sob o olho; pontadas no ouvido; cartilagem como contundida; ouvido e face quentes; pressão no fígado, deitado sobre o lado e.; pressão nas costelas abaixo do coração; pontadas sob as costelas; dor surda e pesada no baixo-ventre; dor do fígado ao tórax esquerdo e descendo pelo braço esquerdo; dor dolorida no lado do tórax; pontadas no meio do tórax esquerdo; da omoplata esquerda ao dedo médio; dor no abdome; dor puxante e pressiva na articulação coxofemoral; mão azul-escura; punho sem força; paralisia; cãibras nos dedos; puxão na pele do dedo mínimo; quadril; queimação na tíbia; pé; dedo mínimo; rastejamento na sola; do epigástrio ao hipocôndrio direito.
Da esquerda para a direita: abscesso da mama; pontadas na região cardíaca; dor como se uma faca fosse puxada através da cabeça.
De dentro para fora: dor de cabeça pressiva.
SENSAÇÕES [43]
Como se o cérebro estivesse enrolado numa massa; como se a cabeça estivesse sendo distendida, ou parecesse grande demais; como se tivesse ocorrido extravasamento de sangue na testa; como se os tegumentos da testa estivessem espasmodicamente contraídos; como de um prego cravado na têmpora; como de grande peso na cabeça; como se um líquido flutuasse no cérebro; como se o cérebro estivesse dolorido e sensível; como se alguém tocasse a testa com um polegar frio; como de gelo no alto da cabeça; como se os olhos não pudessem ser levantados; globos oculares como escoriados; como se as pálpebras estivessem secas e ligeiramente doloridas; como se partes do ouvido estivessem contundidas; como se uma faca fosse puxada transversalmente pela cabeça desde o lado esquerdo; como se a testa e os ossos malares estivessem esmagados; como se os cabelos fossem arrancados no occipício; como se os dentes fossem forçados ou pressionados para fora; como se algo duro ou áspero estivesse alojado nas fauces; como de um caroço no epigástrio; como se a parede do estômago fosse fortemente comprimida em direção à coluna e como se a coluna se tornasse dolorida a partir desse ponto para baixo; como de água no abdome; como se cortasse uma ferida no abdome ao tocar; cólica como por flatulência; dor nas costas como se espancadas; como se o joelho estivesse deslocado; como se as paredes do estômago estivessem espasmodicamente contraídas; como se fosse comprimido em conjunto, dor cardíaca; como se um cordão estivesse firmemente esticado através da parte inferior dos lombos; como se o feto estivesse deitado transversalmente.
Dor cruciante: nos dentes da maxila superior; no epigástrio; nas costas e nos quadris.
Pontadas: rápidas, na eminência frontal esquerda; na testa; nos olhos; nos cantos internos; através do ouvido esquerdo; na região do fígado; na região do baço; sob as falsas costelas; através do abdome; na uretra; no abdome; no tórax; na região cardíaca; nos lombos.
Corte: nos dentes; no epigástrio; no baixo-ventre; nos intestinos; como facas através dos rins; no orifício da uretra.
Lancinante: dentro e ao redor dos olhos.
Investidas agudas: através do abdome.
Pontada: nas têmporas e na testa.
Picadas: e dor lacerante na testa; no joelho.
Lancinante: na testa.
Dor como farpa: na pápula entre o polegar e o indicador.
Lacerante: em direção às têmporas; dentro e ao redor dos olhos; nos dentes; na metade esquerda da eminência púbica; na mão direita; na articulação coxofemoral direita; no pé direito; no dedo mínimo esquerdo do pé; nas pontas dos dedos; nos membros.
Puxante: no vértice e occipício; no olho direito; na mão direita; na articulação coxofemoral esquerda; no pé esquerdo; no polegar direito; no dorso do dedo mínimo esquerdo; no periósteo.
Sensação mordente: na língua.
Picadas: na parte posterior da garganta; na cabeça.
Queimação: no cérebro; nos olhos; na bochecha; nos lábios; na garganta; das fauces ao estômago; no estômago; no baixo-ventre; ao longo do períneo; no tórax; na região cardíaca; na face externa da tíbia esquerda; nos pés; na barriga da perna direita.
Queimação áspera: na boca e no esôfago.
Sensação crua e raspada: na traqueia e nos brônquios.
Dorido: na parte superior da cabeça e no cérebro; na parte posterior da garganta; no estômago; das partes após o parto; do tórax; das costas; nos membros.
Dolorida: na testa; através das têmporas até o occipício; no estômago; do tórax; nos membros.
Pressão: na metade direita da cabeça sobre a sobrancelha; na testa; no globo ocular; no estômago; no precórdio; no epigástrio; na região do fígado; no ânus e reto; na bexiga; no tórax direito, em pequeno ponto; na região lombar; entre as omoplatas; na articulação coxofemoral esquerda; nas articulações dos dedos.
Pontadas opressivas: nas têmporas.
Beliscadura: no globo ocular; no estômago.
Moenda: profunda no baixo-ventre.
Aperto: no estômago.
Perfurante: da articulação coxofemoral direita para várias partes.
Dores gotosas: no pé.
Sensação de torcedura: nos dentes; na virilha; nas articulações dos ossos e cartilagens do tórax; nas articulações dos braços; nos quadris; no hálux; nas articulações do tarso.
Sensação de deslocamento: no punho direito; no joelho.
Sensação de contusão: nos ouvidos e atrás deles; no nariz; na articulação da mandíbula direita; no abdome; no ânus; nas costas; nas costelas; nas articulações do tórax; na base do coração; na omoplata direita e nos lombos; em todo o dorso; nas coxas; nos braços; nas eminências dos polegares; nos membros inferiores.
Dor convulsiva: da articulação do ombro ao dedo médio; no dorso da mão direita; no dedo médio.
Cãibras: nos dedos da mão esquerda.
Picadas pressivas em cãibra: no olho esquerdo e osso nasal.
Dor surda: na testa; nas costas e membros; sobre os olhos; no baixo-ventre esquerdo.
Dor indefinida: sobre um olho; nos ouvidos; sobre a raiz do nariz; ao redor do umbigo; no abdome; na bexiga; entre a crista do ílio direito e o sacro; no lado direito do tórax; nos músculos intercostais; nas vértebras lombares; na barriga da perna direita.
Pulsátil: picante ou constritiva na bochecha inchada; dor de dente.
Sensação flutuante: no cérebro; no abdome.
Cãibra constritiva: no reto.
Aperto: do tórax.
Constrição na garganta; cãibras constritivas no reto.
Descargas elétricas: no occipício.
Plenitude: no epigástrio; no hipocôndrio direito; na região lombar.
Peso: da cabeça; no meio do cérebro; nos olhos; no estômago como um peso na parte superior do tórax; nos peitos dos pés; nos membros.
Calor: na testa; da cabeça; na orelha esquerda e face.
Frialdade: na testa; na cabeça, após a dor como de faca; como se tocado por um polegar frio na testa; como gelo no alto da cabeça; do nariz; do corpo.
Sensação crepitante: na traqueia.
Rastejamento, como se um nervo fosse puxado, na sola do pé esquerdo.
Formigamento: no nariz; nas gengivas; nas costas; nos membros inferiores.
Arranhadura: na garganta; sensação crepitante na traqueia.
Formigamento: na cabeça.
Cócega na traqueia.
Coceira nos cantos dos olhos; por toda parte.
TECIDOS [44]
Concussões e contusões.
Hemorragia das partes internas e externas.
Dilatações venosas, tumores varicosos nos membros inferiores. θ Disenteria.
Pus infiltrante, não doloroso.
Previne a supuração.
Previne a formação de pus retirando água do soro; o conteúdo aquoso da urina aumenta sem aumento da ingestão de líquidos. Grauvogl.
Exsudações no cérebro e na coluna.
Hidropisia das partes internas.
A hiperinosis é antes uma contraindicação para Arnica.
Músculos rígidos.
Septicemia; tendência a formas tifóides.
Mialgia; particularmente após excesso de esforço.
Jactitação dos tendões.
Sensibilidade dolorosa de todas as articulações e da pele ao menor movimento.
Gota e reumatismo.
Os ossos (periósteo) doem. θ Intermitente.
Paralisia dos esfíncteres. θ Tifo.
Inflamação da pele e do tecido celular; sensível à pressão.
Emagrecimento. θ Febre héctica. θ Pneumonia subaguda.
TOQUE. MOVIMENTO PASSIVO. LESÕES [45]
Melhor pela pressão suave. θ Irite.
Dor dos membros ao toque.
Tudo sobre o que se deita parece duro demais.
Escaras; especialmente na região sacra e nos quadris. θ Tifo.
Pior depois de cavalgar; enjoo de estômago ao andar de carro ou carruagem.
Depois de levantar peso em excesso, ataques de espirros violentos.
Entorses, com muito inchaço, vermelhidão azulada, intenso dolorimento.
Após contusões por instrumentos rombos. θ Irite.
Concussões; quedas; lesões mecânicas.
Contusões sem laceração.
Fricção: fimose.
Picadas de abelhas ou vespas; farpas.
Fraturas expostas, e sua supuração profusa.
Pressão: incômodo dolorido no epigástrio <; fígado sensível; baço dolorido; pontadas no tórax >.
Lesões mecânicas: concussão cerebral enquanto houver inconsciência, palidez ou sonolência; pulso fraco, intermitente; superfície fria, e outras indicações de vitalidade deprimida por choque; ameaça de aborto; perturbações ovarianas; orquite; mastite, etc., etc.
PELE [46]
Picadas intensas ou coceira em todo o corpo.
Pele quente e seca. θ Pneumonia.
Pele quente, vermelha, edematosa.
Petéquias, equimoses.
Inchaço quente, duro, brilhante, por picada de inseto.
Manchas vermelhas primeiro nos membros, depois no tronco.
Escaras; especialmente na região sacra e nos quadris.
Eritema nodoso.
Erisipela fleimonosa.
Inflamação erisipelatosa, mão esquerda azul-escura.
Erupção como cabeças de alfinete, com vermelhidão da pele.
Erupção irritável e levemente vesicular.
Numerosas pequenas vesículas semitransparentes, de base vermelha, em alguns pontos confluentes, grande e excessiva irritação pelo prurido. O curso da erupção foi: primeiro calor e grande prurido da pele, depois vermelhidão, depois vesículas, aumentando de tamanho, com comichão intolerável; leve descamação, seguida de alguma vermelhidão da pele; onde a irritação fora pior, a pele permaneceu por algum tempo dura, coriácea.
Muitos furúnculos pequenos dolorosos, um após outro; extremamente doloridos.
Carbúnculo.
Úlceras varicosas: torpes; fundo sujo, azulado; sem pus, mas secreção aquosa, fétida, crostas meio transparentes, como cola espessa, fétidas; úlceras dolorosas.
FASE DA VIDA, CONSTITUIÇÃO [47]
Cabelos escuros, músculos rígidos.
Constituição hidrogenoide de Grauvogl.
Tez clara, cabelos cor de areia, sanguíneo. θ Tosse convulsa.
Nervoso, não suporta dor. θ Prolapso uterino.
Especialmente adequado aos que permanecem muito tempo impressionados mesmo por leves lesões mecânicas.
Mulheres nervosas, pessoas sanguíneas e pletóricas, de rosto vermelho. θ Prolapso uterino.
Nos casos de pessoas sanguíneas e pletóricas, de expressão viva, rosto muito vermelho, dispostas à congestão cerebral. θ Prolapso uterino.
Velhos fortes, pletóricos.
Homem forte, muito dosado com quinina.
Um homem linfático levando vida sedentária fez uma espécie de opodeldoc de arnica e logo apresentou muitos e alarmantes sintomas, durando um mês inteiro.
Menina de 2 anos e meio, curada com a tintura, de diarreia com várias semanas de duração.
Homem de 25 anos, temperamento bilioso.
Mulher de 35 anos, temperamento nervoso, disenteria.
Homem de 57 anos, baixo, grosso, hábito apoplético, rosto vermelho-escuro, acostumado a bebidas espirituosas. θ Paralisia do lado direito.
Homem robusto de 50 anos, inflamação do olho após resfriado.
Homem de 67 anos, pontadas agudas nos ouvidos seguidas de estupor, após banho extraordinariamente frio.
RELAÇÕES [48]
Antídotos para doses maciças: Camphor, Ipec.
Depois de Cinchon. em baixa dose, administrada para os calafrios. θ Nefrite.
Antídotos às potências: Acon., Arsen., Cinchon., Ignat., Ipec.
Arnica antidota: Amm. carb., Cinchon., Cicut., Ferrum, Ignat., Ipec., Senega.
Segue-se bem a: Acon., Ipec., Veratr.; após Apis na hidrocefalia.
Depois dela seguem-se bem: Acon., Arsen., Bryon., Ipec., Rhus tox., Sulph. ac.
A cefaleia é removida mais rápida e seguramente por uma xícara de café. θ Prolapso do ânus.
Arnica está indicada nos males por bebidas espirituosas ou vapores de carvão.
Arsen. auxiliou Arnica na disenteria com veias varicosas.
Complementar de Acon.
Alternou-se com sucesso, nos casos em que a mudança dos sintomas o indicava, com Acon. e Rhus tox.
Prejudicial após a mordedura de um cão ou de qualquer animal raivoso ou enfurecido.
O vinho aumenta os efeitos desagradáveis de Arnic.
Hyper. é preferível nas concussões da coluna.
Cognatos: Acon.; Amm. carb.; Croton (ruído de água no abdome); Arsen.; Baptis.; Bellad.; Bryon.; Chamom.; China; Euphras. (lesões do olho); Calend.; Ferrum; Hepar; Hyper.; Hamam.; Ipec.; Mercur.; Pulsat.; Ran. scel. (dores nos músculos intercostais); Rhus tox.; Ruta; Staphis.; Silic.; Symphyt.; Sulphur (pleurisia traumática); Sulph. ac.; Veratr.