Aphis Chenopodii Glauci. (Chenopodii Glauci Aphis.)
By Constantine Hering — Os Sintomas-Guia da Nossa Matéria Médica
Os animais, em sua maioria, mostraram-se valiosos acréscimos à nossa Matéria Médica. As plantas animalizadas podem ter a mesma importância. Um medicamento preparado a partir de uma lagarta que vive na planta da beladona atuou quando as bagas e as folhas dessa planta pareciam insuficientes. A Doryphora decemlineata, que contém solanina, promete muito segundo a patogenesia.
A Aphis também pode tornar-se um importante medicamento vegetal animalizado, e recebe aqui um lugar para permitir que os clínicos a experimentem. Foi experimentada e introduzida pelo Dr. Meyer, e publicada nos Stapf's Archives, em 1835. Uma cura, em um caso muito doloroso de odontalgia, foi obtida pelo Dr. Raue.
Citamos as palavras dos grandes entomologistas Kirby e Spence, de sua famosa Introduction to Entomology, vol. I, 1815. No capítulo sobre os benefícios diretos derivados dos insetos, eles mencionam até que ponto a ciência médica lhes é devedora; e, após enumerarem quantos, segundo Lesser, haviam sido usados em tempos antigos, e antes de mencionar os pouquíssimos aos quais «os filhos de Hipócrates e de Galeno recorrem agora», inserem as seguintes palavras muito sensatas: «Não posso deixar de observar que a proscrição do restante talvez tenha sido demasiado indiscriminada. A humanidade é propensa a correr de um extremo ao outro. Por ter atribuído demasiada eficácia aos remédios de insetos, podemos agora atribuir-lhes demasiado pouca. Muitos insetos emitem odores muito poderosos (como a acanthia suaveolens), e alguns produzem efeitos extraordinários sobre o organismo humano; e é uma ideia que não deve ser de todo rejeitada que eles possam concentrar em menor espaço as propriedades e virtudes das plantas de que se alimentam, e assim proporcionar medicamentos de ação mais poderosa do que as próprias plantas . Vale ao menos a pena instituir uma série de experimentos com esse objetivo.»
A Velha Escola não seguiu esse conselho, mas a Nova Escola o fez e encontrou neles, senão mais poder, pelo menos maior intensidade de ação.
SENSÓRIO [2]
Embotamento na cabeça como por coriza, com ondas de calor no rosto.
INTERIOR DA CABEÇA [3]
Violenta pressão na fronte e no occipício, agravada pelo movimento, com sensação como se o cérebro se balançasse de um lado para outro.
SUPERFÍCIE EXTERNA DA CABEÇA [4]
Dor puxante e dilacerante no couro cabeludo; nos primeiros dias e na segunda semana.
VISÃO E OLHOS [5]
Ardor das pálpebras; em várias tardes.
AUDIÇÃO E OUVIDOS [6]
Dor dilacerante passageira nos ouvidos, ora em um, ora em outro.
OLFATO E NARIZ [7]
Sensação de sensibilidade dolorosa nas narinas; continua na segunda semana.
Espirros violentos, com sensibilidade dolorosa da laringe.
Coriza, com ardor e mordicação nas margens das narinas, particularmente no septo.
Coriza abundante, com secreção de muco ralo e ardor nas narinas; com pulso acelerado; frieza dos pés até os joelhos e um calafrio ao longo do dorso.
Durante todo o dia, coriza fluente, pápulas ardentes na narina direita e no lábio superior esquerdo.
Ao entardecer, coriza fluente com pulso de 85 batimentos.
Coriza abundante; continua na segunda semana.
PARTE SUPERIOR DA FACE [8]
Coloração pálida ou amarelada do rosto; durante todo o dia.
Ondas de calor no rosto, com embotamento da cabeça, como no começo de uma coriza (ao entardecer).
Grande tendência a suar no rosto; desde cedo pela manhã.
PARTE INFERIOR DA FACE [9]
Secura dos lábios, especialmente pela manhã.
Lábios secos e hálito mais quente; seu pulso subiu a 68.
Pápulas ardentes no lábio superior esquerdo.
DENTES E GENGIVAS [10]
Perto do meio-dia, dor puxante e dilacerante em um molar cariado, aumentando pouco a pouco e estendendo-se aos outros dentes do lado direito, ao ouvido, às têmporas e ao osso malar; aumenta na cama, > após várias horas por um suor geral quente; durante a segunda semana da experimentação.
Aumento da mais violenta odontalgia na cama, só aliviada quando, depois de algum tempo, irrompe um suor geral quente; todos os outros remédios sem efeito.
PALADAR, FALA, LÍNGUA [11]
Vesícula dolorosa na ponta da língua; segunda semana.
CAVIDADE BUCAL [12]
Mais saliva na boca e mais muco na garganta; segunda semana.
Secura da boca e da garganta, às vezes com aumento da secreção de muco.
Durante todo o dia, muito muco na boca e na garganta, de sabor desagradavelmente insosso, com disposição contínua para pigarrear ou cuspir.
Secreção de muco espumoso da boca e da garganta.
PALATO E GARGANTA [13]
Sensação de arranhadura no palato.
Sensação de ardor incisivo na garganta, sobretudo no palato, ao inspirar.
Raspagem e ardor na garganta.
Disposição para expelir muco pigarreando.
O palato está inflamado.
Ardor mordicante no véu palatino durante a tarde.
Secura, raspagem e ardor, como por algo acre na garganta, e aumento de muco; segunda semana.
APETITE, SEDE. DESEJOS, AVERSÕES [14]
Sem apetite por carne nem pão de trigo, com sensação de frio.
Sede aumentada, pela sensação de secura na garganta.
Muita sede ao entardecer; segunda semana.
SOLUÇOS, ERUCTAÇÕES, NÁUSEA E ÊMESE [16]
Eructações frequentes com gosto dos alimentos.
ABDOME E LOMBOS [19]
Dor incisiva frequente no abdome, especialmente à noite ou durante o dia, com urgência para evacuar, emissão de grandes quantidades de gases.
Frequente rumor de gases nos intestinos e eliminação de flatos.
Afluxo de sangue a todos os órgãos da pelve.
(OBS.:) A planta é um medicamento popular contra cólicas.
EVACUAÇÕES E RETO [20]
Urgência infrutífera para evacuar, com pressão sobre a bexiga e o reto.
Evacuações líquidas, pastosas, com ardor no ânus e nova urgência, ou com pinçamento no abdome antes e depois da evacuação.
Pela manhã, logo após levantar-se, urgência para evacuar, seguida de algumas evacuações finas, paposas, repetidas várias vezes durante o dia, com aumento do pinçamento, ardor no ânus e urgência.
Evacuações finas e líquidas de madrugada, por vários dias consecutivos, na maior parte muco ralo, misturado com manchas de sangue escuro, repetidas cinco ou seis vezes durante a manhã, com pinçamento e urgência no reto.
Uma evacuação a cada hora, com pinçamento nas entranhas, pressão dolorosa sobre o reto, a bexiga e a uretra.
Depois que as evacuações se tornam mais consistentes, sobrevém então uma urgência dolorosa no reto.
Evacuações ao amanhecer, com pinçamento e urgência no reto, após noites sem sono.
ÓRGÃOS URINÁRIOS [21]
Pressão sobre a bexiga, com desejo infrutífero de evacuar.
Irritação na uretra, como por acridez, compelindo-o a urinar com frequência; urina carregada, amarela, espumosa.
Durante a urinação, ardor no orifício da uretra.
Emissão frequente e abundante de urina carregada, amarela, espumosa, sem ardor na uretra; em outro dia, com sensação acre na uretra.
Urina vermelho-acastanhada, depositando um sedimento espesso, amarelado, espumosa durante a noite.
Ao urinar, há ardor na uretra durante o calafrio e a coriza.
ÓRGÃOS SEXUAIS MASCULINOS [22]
À noite, sonhos voluptuosos e duas emissões seminais, que não ocorriam havia muito tempo.
Irritação voluptuosa na glande.
VOZ E LARINGE. TRAQUEIA E BRÔNQUIOS [25]
Aspereza e rouquidão frequentes da voz; > por pigarrear.
Ardor e raspagem na laringe, como por acridez; ardor titilante ou pungente, particularmente ao ar livre, em tempo úmido e frio, com irritação constante na laringe, obrigando-o a tossir ou a pigarrear, e expectoração constante de muco.
Sensibilidade dolorosa no lado direito da laringe.
Ardor com cócegas na laringe.
Irritação por muco muito acre na laringe, ou como uma acridez ardente, às vezes obrigando-o a tossir, mais frequentemente a pigarrear.
Sensibilidade dolorosa da laringe, com espirros violentos.
RESPIRAÇÃO [26]
Hálito mais quente com muco na boca.
TOSSE [27]
De vez em quando, irritação para tossir na região da laringe.
Tosse irritativa seca por irritação na garganta.
CORAÇÃO, PULSO E CIRCULAÇÃO [29]
Pulso 80, mantendo-se assim durante todo o dia; com sede; boca e garganta secas, e pigarro frequente; membros como se estivessem moídos.
Pulso acelerado, com ardor nas palmas das mãos durante a manhã e lábios secos durante o dia; ao entardecer, pulso 85.
PESCOÇO E DORSO [31]
Dor abaixo da escápula esquerda.
Frequente sensação de frio correndo para cima e para baixo pelo dorso.
MEMBROS SUPERIORES [32]
Dores reumáticas nos ombros e nos braços; braços como se estivessem contundidos.
MEMBROS INFERIORES [33]
Dores reumáticas na tíbia e nas plantas dos pés.
Sensação de cansaço nas pernas, sobretudo nos joelhos.
Dor dilacerante e puxante acima do joelho, frequentemente pela manhã ou durante o dia.
Pés frios até os joelhos.
Dor ardente e pungente nos calos ou nos dedos mínimos dos pés, alternadamente, direito e esquerdo.
MEMBROS EM GERAL [34]
Todos os membros parecem contundidos.
Frequentes dores puxantes e desgarrantes de cima dos joelhos para baixo até os pés, < nas tíbias e no dorso dos pés.
REPOUSO. POSIÇÃO. MOVIMENTO [35]
Movimento: pressão na fronte <.
NERVOS [36]
Sensação de cansaço.
SONO [37]
Noite sem sono, sem muita dor, mas ao amanhecer duas evacuações fluidas, com pinçamento e urgência no reto.
TEMPO [38]
Das 4 às 6 P. M.: mais irritação para tossir na laringe.
Tarde: ardor mordicante no véu palatino.
Entardecer: ardor das pálpebras; coriza abundante; ondas de calor no rosto; sede; pulso acelerado; cansado e fraco.
Manhã: lábios secos, mais calor na boca e hálito mais quente, pulso acelerado; rosto propenso a suar; após levantar-se, urgência para evacuar, dejeções finas e paposas com gases; dor dilacerante acima do joelho; transpiração por toda a pele.
Durante a manhã: ardor nas palmas das mãos.
Perto do meio-dia: odontalgia.
Durante todo o dia: muito muco na boca e na garganta; lábios secos; coloração pálida amarelada do rosto; dor incisiva no abdome e urgência para evacuar; pulso aumentado para 80; dor dilacerante acima do joelho.
Noite: dor incisiva no abdome, urgência para evacuar; emissões seminais; sem sono; urgência, pinçamento e evacuação ao amanhecer.
TEMPERATURA E TEMPO ATMOSFÉRICO [39]
Na cama: aumento da odontalgia.
Ao ar livre, quando o tempo está úmido e frio: irritação constante na laringe, pigarro e expectoração de muco.
FEBRE [40]
Calafrios, especialmente ao longo do dorso.
Ardor nas palmas das mãos, com tendência a suar, durante a manhã.
Pés e pernas frios até os joelhos, arrepios correndo pelo dorso para baixo, com coriza abundante persistente.
Pela manhã, transpiração por toda a pele; mais tarde, ainda de manhã, antes de levantar-se, um suor quente.
O suor alivia a odontalgia.
CRISES, PERIODICIDADE [41]
Todo entardecer: muito cansado e fraco.
Várias vezes ao dia: evacuações finas.
Por vários dias consecutivos: evacuações finas.
LOCALIZAÇÃO E DIREÇÃO [42]
Direita: pápulas na narina; lado direito da laringe doloroso.
Esquerda: pápulas ardentes no lábio superior; dor abaixo da escápula.
Direita ou esquerda: dor dilacerante passageira nos ouvidos.
SENSAÇÕES [43]
Como se o cérebro se balançasse de um lado para outro; como se os membros estivessem moídos; braços como se estivessem contundidos.
Dor: abaixo da escápula esquerda.
Puxante e desgarrante: nas têmporas, nos ouvidos, nos dentes cariados, nos ombros, nos braços, nas plantas dos pés, acima dos joelhos, na tíbia.
Puxante e dilacerante: no couro cabeludo; em um molar cariado; acima do joelho; nos membros.
Dilacerante: nos ouvidos.
Pinçamento: no abdome; no ânus; no reto; nas entranhas.
Incisiva: no abdome.
Ardor incisivo: na garganta e no palato.
Ardor: das pálpebras; das pápulas na narina direita e no lábio superior esquerdo; no ânus; na uretra; na laringe; nas palmas das mãos.
Ardor e mordicação: nas margens das narinas e do septo.
Ardor pungente: nos calos ou nos dedos mínimos dos pés.
Raspagem e ardor: na garganta; na laringe.
Ardor mordicante: no véu palatino.
Sensação acre: na uretra.
Ardor ou picadas titilantes: na laringe.
Arranhadura: no palato.
Sensibilidade dolorosa: das narinas; da laringe.
Pressão: na fronte e no occipício; sobre o reto e a bexiga.
Embotamento na cabeça.
Dores reumáticas: nos ombros e nos braços; na tíbia e nas plantas dos pés.
Cansaço: nas pernas, sobretudo nos joelhos.
Secura: dos lábios; da boca; na garganta.
Calor: no rosto.
Frieza: dos pés até os joelhos; correndo para cima e para baixo pelo dorso.
RELAÇÕES [48]
Relacionados: as Polygonaceæ, Rumex e Rheum.
Semelhante a: Pulsat., Chamom., Mercur., Antim., etc. (odontalgia < na cama; nenhum outro remédio apresenta alívio da odontalgia pelo suor, embora Chamom. tenha alívio geral pelo suor); Æthusa (evacuação após levantar-se, pinçamento, dor incisiva antes, urgência depois); Natr. sul . (evacuação após levantar-se, com eliminação de gases etc.); Nux vom . (urgência frequente no reto e na bexiga); Apis, Argent. nitr., Dulcam., Phosph., etc. (nas afecções laríngeas); Gelsem . (calafrios subindo e descendo pelo dorso, pés frios etc.).