Thuja.
By John Henry Clarke — Dicionário de Matéria Médica Prática
occidentalis. Arbor Vitæ. N. O. Coniferæ (Tribo, Cupressineæ). Tintura dos ramos verdes frescos.
Clínica
Abdómen distendido / Aborto / Angina do peito / Ânus, fístula do; fissura do / Asma / Balanite / Cancro / Catalepsia / Coreia / Clavus / Condilomas / Constipação intestinal / Convulsões / Coxalgia / Diarreia / Dispareunia / Dismenorreia / Ouvido, pólipo do / Enurese / Epilepsia / Épulis / Olhos, tumores dos; inflamação granular dos / Tumores adiposos / Pés fétidos / Flatos encarcerados / Seios frontais, catarro dos / Gânglio / Corrimento uretral crónico / Gonorreia / Hemorragia / Hemorroidas / Cabelo, afecções do / Dor de cabeça / Hérnia / Herpes-zóster / Ictiose / Intussuscepção / Maxilares, excrescência em / Articulações, estalidos nas / Levit ação / Doença de Morvan / Placas mucosas / Muscæ volitantes / Miopia / Nevo / Pescoço, estalidos no / Onanismo / Ovário esquerdo, dor no / Ozena / Nevralgia / Nariz, catarro crónico do; pólipo do / Paralisia / Penfigo / Pólipo / Catarro pós-nasal / Gravidez imaginária / Próstata, doença da / Ptose / Rânula / Reumatismo gonorreico / Raquitismo / Ciática / Emissões seminais noturnas / Sicose / Sífilis / Chá, efeitos do / Dentes, cárie dos / Língua, úlceras da; mordedura da / Odontalgia / Tumores / Vacinação / Vaccinose / Vaginismo / Verrugas / Tosse convulsa
Características
A Arbor Vitæ americana é uma "conífera sempre-verde, de porte esguio, atingindo altura de 20 a 50 pés, embora geralmente não ultrapasse 40, e diâmetro de cerca de 10 a 20 pés na maior largura da folhagem". Abunda nas zonas altas da América setentrional, desde a Pensilvânia para o norte, onde "frequentemente forma os chamados pântanos de cedro. Cresce nas margens rochosas dos rios e em lugares baixos e pantanosos, florescendo de maio a junho e amadurecendo o fruto no outono. A Arbor Vitæ assume forma cónica com linhas tão perfeitas que parece 'aparada', constituindo assim uma das nossas mais valiosas árvores de sebe alta" (Millspaugh). Thuja foi introduzida na França vinda do Canadá no reinado de Francisco I da França, e hoje ocupa lugar honroso na maioria dos nossos jardins e arbustedos. O habitat nativo de Thuja não é destituído de importância em relação à terapêutica. Ama os pântanos; é o antissicótico típico de Hahnemann e o hidrogenoide de Grauvogl. Thuja é uma das descobertas de Hahnemann. A maior parte dos medicamentos de sua matéria médica era conhecida de algum modo antes de seu tempo. Das propriedades terapêuticas de Thuja praticamente nada se sabia até Hahnemann experimentá-la. Observadores posteriores apenas confirmaram ou acrescentaram algo à patogenesia hahnemanniana. Hahnemann encontrou em Thuja o antídoto do miasma da condição que denominou Sycosis, querendo com isso designar a doença constitucional resultante de gonorreia constitucional, tendo como manifestação característica excrescências, por vezes secas sob a forma de verrugas, mais frequentemente moles, esponjosas, emitindo um líquido fétido de odor adocicado, algo semelhante à salmoura de arenque, sangrando facilmente e assumindo a forma de crista-de-galo ou couve-flor. Teste observa que, no período em que prevalecia a doutrina das Assinaturas, as "calosidades resinosas dos caules e folhas de Thuja occ. poderiam ter parecido uma indicação de que a planta era o específico para a sicose e as verrugas". Teste rejeita essa ideia, mas pergunta se as substâncias resinosas, que têm o poder de modificar de modo peculiar os sucos vegetais, não poderiam agir da mesma maneira sobre os fluidos animais. Ele inclui Castor. em seu grupo de Thuja e dá um exemplo em que atuou sobre verrugas em figo. Castor. é produto de um animal que subsiste da casca de árvores resinosas. Hering dá como ação de Thuja (1) sobre os fluidos: "dissolução dos fluidos do corpo, que se tornam acres, provavelmente causada por Thuja perverter as secreções linfáticas; perturba a digestão e a sanguificação"; e isto () na esfera vegetativa: "um excesso de vida produtora; proliferação quase ilimitada de vegetações patológicas, condilomas, excrescências verrucosas sicóticas, tumores esponjosos e exsudatos variólicos esponjosos [que] se organizam apressadamente; todas as manifestações mórbidas são excessivas, mas aparecem tranquilamente, de modo que o início do estado doentio mal é percebido". Bœnninghausen constatou que era tanto preventiva quanto curativa numa epidemia de varíola. Abortava o processo e prevenia as cicatrizes. Na prática veterinária, mostrou-se curativa no mormo e na "graxa". Esses fatos abrem outro grande ramo da homeopaticidade de : sua ação antivacinal. Essa extensão foi feita por Kunkel e Goullon a partir da experiência de Bœnninghausen com a varíola. Sobre esse assunto ninguém escreveu com mais vigor ou lucidez que Burnett (). "," diz Burnett na folha de rosto. E em suas mãos provou ser de fato uma árvore da vida para inúmeros sofredores do estigma vacinal. Por "vaccinose" Burnett entende a doença conhecida como vaccinia, resultado da vacinação, "aquele estado mórbido constitucional profundo e muitas vezes duradouro engendrado pelo vírus vacinal". A esse estado é homeopática e, portanto, curativa e preventiva. Burnett faz a observação profunda, que posso confirmar, de que o vírus vacinal não precisa "pegar" (isto é, produzir vaccinia) para provocar a discrasia vacinal: "não poucas pessoas datam o início de sua doença de uma vacinação dita malsucedida". Assim, a vaccinose pode existir separadamente da vaccinia. A ação antivacinal de faz parte de sua ação antissicótica: vaccinia é uma doença sicótica. Burnett dá o caso de um lactente de dez semanas, chamado a atender quando se supunha que estivesse morrendo. Encontrou-o cadavericamente branco e em colapso. Nada explicava isso, exceto que a ama de leite fora trocada dois ou três dias antes. A ama foi interrogada e declarou-se perfeitamente bem, e assim parecia; mas "o braço estava um pouco dolorido". Fora revacinada na Marylebone Workhouse no dia anterior a assumir a criança. Burnett encontrou a erupção vacinal justamente entrando na fase pustulosa. Concluiu que o lactente estava sugando o veneno vacinal com o leite da ama. Deu 6 tanto ao lactente quanto à ama. O bebé melhorou gradualmente no mesmo dia e, na manhã seguinte, embora ainda pálido, estava praticamente bem, e as vesículas vacinais no braço da ama haviam murchado. Burnett cita um caso de exantema vacinal num lactente após vacinação da mãe, que o amamentava. Os efeitos da vaccinose crónica são proteiformes. Entre eles avultam as nevralgias (das quais Burnett dá muitos exemplos), doenças cutâneas mórbidas, dispepsia e constipação intestinal; verrugas e neoplasias de muitos tipos. Nesses efeitos, um método favorito de Burnett era dar uma série de vinte e quatro pós numerados, apenas três ou quatro medicados com 30; um para tomar ao deitar. Com a mesma prescrição curou muitos casos de paralisia, sendo as suas indicações: lado esquerdo do corpo; muito friorento; pela manhã, em tempo húmido e no frio; com essas indicações presentes, também viu aumentar o baço dissolver-se. Em 1889 fui consultado pelo Sr. A., 38 anos, por um nódulo, ou antes dois nódulos, na mama direita, semelhante à de uma rapariga a aproximar-se da puberdade, estando a mama esquerda completamente plana e normal. Havia um nódulo duro, mal delimitado, à direita do mamilo, e outro menor à esquerda, mas livremente móvel, o maior algo sensível e irritado pela pressão do suspensório. Os tumores existiam havia dezoito meses e surgiram numa época de muita ansiedade, quando sua esposa morreu de tísica. A avó paterna e duas tias haviam morrido de cancro. Tinha sido vacinado duas vezes, mas na segunda ocasião o braço não "pegou". Em menino, as mãos estavam cobertas de verrugas. Aos oito anos tivera herpes-zóster. Em 15 de agosto foi dado 10m F. C. Em 21 de outubro. Se algo, os tumores um pouco menores. 10m continuada em intervalos. Em 4 de fevereiro de 1890. Os tumores só podiam ser sentidos com dificuldade. Sem dor. O medicamento foi repetido e, quando revisto algum tempo depois, o paciente estava absolutamente bem. Uma senhora muitíssimo vacinada desenvolveu no climatério endurecimentos em ambas as mamas, especialmente na direita. As menstruações eram acompanhadas de dores nevralgicas intensas. Foi dada nas potências 1m, 10m e cm F. C. A última desencadeou crises de angina do peito de tal intensidade que não a repeti. Os endurecimentos desapareceram, mas, no curso da cura, desenvolveu-se sobre as mamas, em mais de uma ocasião, uma erupção muito semelhante à varíola. O primeiro caso que tratei homeopaticamente foi um de neoformações: um grupo de pequenas verrugas na fronte de um rapaz, havia dezoito meses, após arranhão de um gato. Ø em doses fracionadas e Ø aplicada localmente curaram de modo permanente em três semanas. Um cavalheiro de cerca de 50 anos consultou-me recentemente por uma verruga no lado direito da cabeça. Era calvo, e a verruga negra e disforme. Estava a crescer havia alguns meses, e ele estava algo apreensivo porque seu pai tivera verruga semelhante na mesma localização e na mesma idade, e nunca desaparecera. Meu paciente havia sido vacinado duas vezes. 30, vinte e oito pós, um em cada sete medicado, um ao deitar. Em um mês houve grande redução; foi repetida e, em pouco mais de dois meses, a verruga desapareceu. Burnett diz que é o remédio dos tumores adiposos, que ele considera de natureza sicótica. não apenas produz sintomas do estágio secundário das afecções gonorreicas e vacinais, como também produz uretrite e erupção variolosa. Dudgeon relatou uretrite aguda com corrimento amarelo, durando ao todo quinze dias, como resultado de mastigar um cone de . Mersch (., xxx. 686) deu 3 a um paciente como profilático contra a varíola. Esse paciente e outro que a tomou com o mesmo fim desenvolveram uretrite simples. Mersch experimentou Ø em si mesmo e em outros: () M. N. teve máculas cor de rosa nas costas e, vários dias após suspender o medicamento, surgiram-lhe verrugas no lado externo da raiz do polegar. Elas ainda estavam presentes três anos depois, embora menores e mais moles. () O próprio Mersch, que tomou por quinze dias, teve sensação de peso na cabeça ao despertar, erupção de manchas anulares descamativas e, a partir do décimo segundo dia, laceração ao longo do braço direito, que o obrigava a manter o braço fletido por oito dias, ao tentar estendê-lo; ligeiramente pelo calor. Surgiu uma pequena verruga mole na porção externa do dedo médio direito. Esta desapareceu um mês após o término da patogenesia. (" pela extensão" é característica de ; estalidos nas articulações. Os sintomas do braço também são quando o membro pende para baixo, o que também é uma extensão.) das manchas anulares escamosas, tive um caso de psoríase nas pernas de um jovem que foi beneficiado por mais do que por qualquer outro remédio, embora a tivesse sido dada por outra afecção. Um paciente procurou Raue (., ii. 162) queixando-se de que seu sêmen tinha odor muito ofensivo. Raue não conhecia remédio que produzisse esse sintoma, mas escolheu . Foram tomadas duas doses da 200ª e uma da 15ª. O homem estava então aos cuidados de um eminente dentista por causa dos dentes, que havia cinco anos lhe davam grande trabalho por extrema sensibilidade ao frio; as gengivas estavam em deplorável estado e os dentes incrustados de tártaro. Após receber , a extrema sensibilidade dos dentes desapareceu em uma noite; depois, o odor ofensivo do sêmen. Em quatro dias o paciente voltou ao dentista, que ficou espantado ao encontrar as gengivas perfeitamente sãs. Além disso, o paciente perdera uma opressão do peito que o incomodava havia algum tempo. Goullon (., trad. , setembro de 1895) relata a cura de um estado mental por 30x. Observa que, seguindo o conselho de Kunkel, dá apenas uma dose única de , uma ou duas gotas da tintura em açúcar ou leite, ao deitar. Quando deu uma segunda dose na noite seguinte, observou novos sintomas: " de fato tem ação muito marcada sobre o sono, e seus sintomas aparecem de preferência à noite, a dor de cabeça, por exemplo". Eis o caso: Srta. R., 40 anos; queixava-se da cabeça, sobretudo em certos momentos, quando ideias que em nada lhe diziam respeito lhe vinham . produz confusão dos pensamentos, da qual os doentes não conseguem libertar-se por causa de grande debilidade e dor na cabeça. Essa paciente havia durante meses cuidado de uma irmã paralítica, levantando-se frequentemente à noite e preocupando-se com inúmeras coisas. Seu sistema nervoso era muito impressionável e, havia semanas, chegara a um ponto de extrema sobre-excitação. Já não podia acalmar-se e, além disso, espirrava e tossia muito. O problema era fazê-la dormir e tirar-lhe a dor de cabeça. Mesmo quando não precisava levantar-se, não conseguia dormir. Os olhos também estavam muito irritados. A paciente descreveu depois seu estado assim: "Eu sentia na parte anterior da cabeça, principalmente na fronte, uma sensação como se chumbo me comprimisse os olhos; estes estavam inflamados, pela luz, ao fresco. Antes de adormecer eu sentia congestão na cabeça com dor de cabeça; ao mesmo tempo, ideias estranhas, confusas, que mudavam como um relâmpago e recaíam sobre as coisas mais bizarras. Estas eram quando eu abria os olhos ou me sentava. Diante dos meus olhos dispunham-se imagens e estátuas. Se eu quisesse pensar em algo sensato, num abrir e fechar de olhos perdia o fio das ideias. Tudo isso acontecia à noite; durante o dia, os maus espíritos não apareciam. Minha cabeça e meus olhos doíam quando havia muito movimento, como quando várias pessoas falavam ao mesmo tempo." O efeito da dose ela descreveu assim: "Depois de tomar experimentei um doce repouso; na manhã seguinte uma transformação completa se operara na cabeça, o peso tinha desaparecido, os olhos estavam mais frescos, o cérebro livre." Goullon curou uma senhora que tivera dor de cabeça por um ano; ao acordar sentia como se um aro apertado cingisse a fronte, não passando até o meio-dia. 10x, uma dose ao deitar, curou permanentemente. A. W. Holcombe (., xii. 225) relata experiências relacionadas ao sono e aos sonhos de . () Sra. E., 48 anos, tinha um crescimento verrucoso, do tamanho de uma moeda de seis pence, na têmpora esquerda. Começou como leve aspereza e às vezes coçava. Também havia um crescimento do mesmo tamanho no palato duro (esquerdo), muito dolorido. Muita dor de cabeça, do lado esquerdo da cabeça, latejamento na têmpora esquerda, e as dores estendiam-se ao ouvido esquerdo. . Sente-se sufocada em quarto quente. Sedenta, ao meio-dia e à tarde. Pés transpiram muito, com odor fétido; transpira muito nas virilhas. cm foi dada em 25 de outubro. Em 15 de novembro os tumores e todo o restante dos sintomas haviam desaparecido. () Guiado por esse mesmo sintoma, "quase todas as noites, sonhos de cair de uma altura", Holcombe curou um homem, 30 anos, de febre terçã com cm, quando grande número de outros remédios aparentemente bem indicados havia falhado. Robert Farley (citado em ., xxiii. 446) relata o caso de duas crianças, aet. 5, que tinham o que ele graficamente chamou de "birras urinárias". Duas horas após serem postas na cama acordavam aos pontapés, chorando e recusando-se a responder a qualquer pergunta. Isso durava uma hora ou mais. Perguntadas se queriam urinar, recusavam-se a responder, batiam na atendente ou até diziam "Não". Finalmente descobriu-se que, se fossem levantadas e levadas ao penico, urinavam e então adormeciam facilmente. Uma das crianças desenvolveu sinais de inflamação incipiente da articulação coxofemoral esquerda. A totalidade levou à escolha de , que foi dada na 200ª. Após a primeira noite não houve mais "birras" e, em dois meses, a criança estava perfeitamente bem. O pai desta criança tivera gonorreia, tratada por injeção, alguns anos antes de o paciente nascer. Mas o pai da outra criança não tivera gonorreia. Neste último caso, exatamente igual ao primeiro, a cura foi imediata; no primeiro, o alívio ocorreu na segunda noite. C. W. Roberts (., xii. 137) encontrou em Ø, em doses de cinco a sete gotas ao deitar, melhor controle das emissões seminais noturnas do que com qualquer outro remédio. "Emissão seminal noturna" é um sintoma enfatizado em . Épulis é provavelmente um tipo maligno de hiperplasia sicótica. Percy Wilde (., xxi. 199) registra o caso de uma jovem senhora casada que tinha grande épulis no maxilar inferior, aumentando rapidamente de tamanho, ulcerando na superfície, muito doloroso e enchendo a boca com uma secreção de mau cheiro. Todo o tumor foi removido por operação, bem como o osso subjacente. Três semanas depois o tumor estava tão grande quanto antes e aumentava diariamente. 1x foi então dada. O crescimento parou imediatamente; a ulceração cessou; a dor desapareceu. Em três semanas a gengiva estava sã e assim permaneceu definitivamente. Villers (citado em ., xxi. 421) relata um caso de tumor do couro cabeludo num rapaz de dezassete anos. O tumor existia havia dois anos e tinha algo do aspecto de um feijão. Situava-se junto à borda posterior do osso parietal, era desprovido de sensibilidade, e os cabelos haviam desaparecido dali, tornando-o muito conspícuo. 30 foi dada, uma dose a cada vinte dias. Em quatro meses o rapaz estava quase curado; em cinco meses, completamente, tendo o cabelo crescido de novo sobre o local. George Royal (citado em ., xxiii. 387) relata um caso de tosse persistente curado com . Srta. X., 19 anos, loira, tinha havia três meses uma tosse seca e indolor. A irritação era apenas na garganta. Havia seis pequenas excrescências ao fundo da garganta e uma perto da corda vocal. Nunca tivera tosse antes. Tem leucorreia verde e escoriante; menstruações um pouco adiantadas. 30 curou as excrescências e a tosse em cerca de três semanas. Observadores da escola antiga (., xv. 63) encontraram em um hemostático eficiente, aplicado localmente, especialmente após extração dentária. R. B. Johnstone (., ix. 257) dá algumas indicações para na hérnia: () Mulheres com história sicótica que têm tendência à hérnia inguinal do após o parto (, alta). () Quando os bebés choram muito, o umbigo protrui, fica vermelho e dolorido; especialmente quando o pai tem história sicótica. () Hérnia inguinal esquerda em lactentes; a criança chora o tempo todo e só se aquieta quando a região inguinal esquerda é aliviada da pressão, ou a coxa é fletida sobre o abdómen. Bœnninghausen observou este sintoma de , que diz respeito à ação de sobre os lados e as dos dentes (um sintoma sicótico), mais do que sobre as coroas: "ao assoar o nariz, dor compressiva no dente cariado, ao lado dele". As dores ovarianas esquerdas de são notáveis. São intensas, às vezes ardentes, estendem-se pela coxa abaixo; qualquer tentativa de exercício e especialmente ; ocorrem a cada período menstrual, e em geral antes e durante o fluxo. A dor obriga a paciente a deitar-se; mas deitar sobre o lado esquerdo . Uma nota-chave de é: "Micção frequente acompanhando as dores". Por exemplo: "À noite, na cama, marteladas e lacerações terríveis no ouvido, e frieza das pernas até os joelhos." A urgência de é súbita e imperiosa; parece impossível alcançar o vaso ou fazer os preparativos necessários, mas o paciente controlá-la se for obrigado. Há corte intenso, como por faca, no fim da micção, após ter passado a última gota. também apresenta incontinência crónica por paralisia do esfíncter vesical. Isso se relaciona com a fraqueza parética geral de . A paciente sente que "não poderia continuar esforçando-se por mais tempo". Burnett (., xxv. 487) registra um caso de líquen urticado num rapaz de catorze anos, que chegou às suas mãos após longo curso de tratamento externo, interno e dietético, por especialistas alopatas, sem resultado. A erupção vinha periodicamente em tempo quente; o paciente literalmente se rasgava de tanto se coçar. A erupção era no lado esquerdo (lado vacinado). Deu-se 30 em doses infrequentes. As manchas continuaram a aparecer por uma semana e depois desapareceram. A pele permaneceu limpa apesar de o paciente entregar-se a todo tipo de alimentos antes proibidos. Entre os efeitos cutâneos de , devem ser lembradas as marcas e manchas. A pele é mosqueada e descolorida; manchas pardas ou avermelhadas mosqueadas; descoloração do dorso das mãos e dos pés. Villers (., iv. 408) tratou uma menina de doze anos que tinha dores de cabeça indo da frente ao occipício e, às vezes, nas têmporas. As dores vinham principalmente para o anoitecer e eram acompanhadas de um horrível estado de medo. A única explicação que ela podia dar de seu medo era que . Sozinha ou acompanhada, no escuro ou em quarto bem iluminado, o pavor era sempre o mesmo. Três anos antes, a criança tivera um ataque abortado de escarlatina, tratado com compressas frias. A urina permanecera anormal durante toda a doença, mas sem albumina. 200, a cada décimo dia. Não mais dor de cabeça nem medo. A paciente dormiu bem desde a primeira dose, e em poucos dias a urina ficou clara. "Listras flutuantes" diante da visão é um sintoma de . são: como se uma pessoa estranha estivesse ao seu lado. Como se alma e corpo estivessem separados. Como se sob influência de um poder superior. Como se todo o corpo fosse muito fino e delicado; como se sua continuidade se pudesse dissolver; como se fosse frágil e facilmente quebrável; como se fosse de vidro. Como se um prego estivesse a pressionar o vértex. Como se o vértex fosse pressionado com uma agulha. Como se um prego fosse cravado de dentro para fora no vértex. Como se um prego fosse cravado no osso parietal direito e na eminência frontal esquerda. Dor de cabeça como relâmpago. Como se um botão convexo pressionasse o ouvido esquerdo. Como se a cabeça fosse aparafusada e separada. Como se a fronte fosse cair. Como se os ossos da cabeça estivessem sendo reduzidos a pedaços. Fronte, ouvidos e olhos como se trespassados por punhaladas. Como se facas lacerassem o cérebro em volta. Couro cabeludo como se surrado. Como se houvesse insetos no occipício e nas têmporas. Como se os olhos estivessem inchados e fossem saltar da cabeça. Como areia fina nos olhos. Como se uma corrente fria de ar soprasse através dos olhos. Como se houvesse um corpo estranho no olho. Como se a carne estivesse sendo arrancada dos ossos no lado esquerdo e nas costas. Como se os músculos abdominais fossem empurrados para fora pelo braço de uma criança. Como se houvesse um animal vivo no abdómen. Saltos súbitos na região ilíaca direita como se algo vivo. Como se o sangue não pudesse circular nas costas ao nível do epigástrio. Como se chumbo fervente passasse pelo recto. Como se o ânus fosse rebentar durante a evacuação. Como se a pele do ânus estivesse rachada e gretada. Bexiga como se paralisada. Como se humidade corresse na uretra. Como se uma fita impedisse a urinação. Como uma única gota correndo ao longo da uretra. Como se os testículos se movessem. Como se algo estivesse aderido e crescido na região das costelas inferiores esquerdas. Como gotas a cair no peito. Pernas como de madeira ao caminhar. Como se os membros inferiores estivessem alongados. Como se os músculos da coxa fossem ceder. Leveza no corpo ao caminhar. Como se a carne tivesse sido espancada para fora dos ossos. Como se a pele fosse picada por agulhas. Como por picadas de pulga. Uma nota-chave de Cooper para é: "suas dores continuam a estender-se do local original". Outra de suas indicações é: "dores por agasalhar". () Constituições hidrogenoides (possuindo "capacidade aumentada de conter água; daí a chuva, o frio, o tempo húmido, as camas e os alimentos que aumentam o número de moléculas de água no sistema os sintomas"). () Pessoas escrofulosas e sicóticas. () Músculos flácidos; cabelo claro; crianças. () Temperamento linfático, em pessoas muito carnosas, tez escura, cabelo preto, pele pouco sã. () Afeções provenientes de vacinação ou de gonorreia suprimida ou maltratada. é um medicamento fortemente lateralizado à esquerda (o braço é o geralmente vacinado). Os sintomas são: pelo toque (couro cabeludo; vértex; erupção; ânus; condilomas; faz os dedos sangrarem); mas a dor na sobrancelha e no osso malar esquerdo. Pressão . Fricção . Coçar . Fechar os olhos . Queda excrescência verrucosa no grande lábio. Levantar peso em excesso dor de cabeça. Repouso dor de cabeça. Inclinar a cabeça para trás dor de cabeça. Deitar-se sobre o lado esquerdo sonhos ansiosos. Deitar-se sobre o lado afetado asma. Movimento . Extensão . Deixar os braços pendentes . Caminhar . Olhar para cima dor de cabeça. Atirar a cabeça para trás dor de cabeça. Falar asma. Subir palpitação. Cavalgar incontinência de urina; dor no ovário. às 3 da manhã; de madrugada (o tempo sicótico). à noite. água fria; frio; tempo húmido; mudança; corrente de ar; sobreaquecimento; raios do sol. luz forte. calor da cama. Calor . Frio reumatismo. depois do pequeno-almoço, depois de comer; após chá; café; comida gordurosa; cebolas. pelo coito. ao assoar o nariz (dor ao lado dos dentes). lua crescente. sol; luz forte.
Relações
Antidotada por: Cham. (odontalgia noturna); Coccul. (febre); Camph., Merc., Puls., Sul. Teste achou Colch. o melhor antídoto em sua experiência. Antídoto de: Merc., Sul., Iod., Nux. Complementares: Med., Sabi., Sil.; Nat. s. na sicose. Compatível: Nit. ac., Sabi. Segue-se bem a: Med., Merc., Nit. ac. É bem seguida por: Merc., Sul. (estes seguem melhor. H. N. G.); também Calc., Ign., Lyc., K. ca., Puls., Sil., Vacc. Comparar: Policrostais constitucionais, Med. Syph., Pso., Sul., Merc. Maus efeitos da vacinação, Apis, Ant. t., Vacc., Var. Aversão ao toque ou à aproximação, Ant. c. (Thuja por causa de ideias fixas). Ilusões de forma, Bapt., Petr., Stram. Estados imaginários (Saba., doenças imaginárias). Ozena com corrimento espesso verde; corrimento uretral crónico; reumatismo gonorreico; orquite; prostatite; Puls. (o corrimento de Puls. é mais espesso que o de Thuja). Ozena em sicóticos, K. bi. Condilomas, balanorreia, leucorreia esverdeada, Nit. ac. (Nit. ac. tem mais dores nos ossos, especialmente onde não estão cobertos por músculos). Condilomas longos, filiformes, Staph. (Staph., especialmente após Mercúrio, sistema geralmente deprimido). Balanorreia, Jacar. Chancroides vermelhos, Coral. Irite; corrimentos verdes; reumatismo; suores, Merc. (Merc. < calor da cama; sudorese mais excessiva; Thuja, suor apenas nas partes descobertas). Condilomas, Sabi. (coçam e ardem, especialmente nas mulheres). Condilomas grandes, como crista de galo, Euphras. Sífilis e sicose, verrugas em figo em leque, muita dor, especialmente ao redor das articulações, Cinnab. ("Cinnab. é preferível para verrugas no prepúcio." H. C. Allen). Erupções sicóticas, Sars. Nevralgia ciliar, Spi. (as dores de Spi. irradiam para baixo; as de Thuja, para cima e para trás). Unhas tornam-se moles, Fl. ac. (rapidamente). Diarreia etc. após vacinação, Sil. Afecções de bebedores de chá, Sep. Afecções urinárias, Canth. Efeitos de comida gordurosa, Ipec., Carb. v., Puls. Fissura do ânus, Nit. ac. Graph. Escamas secas, esbranquiçadas, na pele, Ars., Calc., Dulc., Lyc., Sep., Sil. Vaginismo, sensibilidade extrema, Sil. Chiado ou canto de chaleira no ouvido direito, Lyc. Movimentos violentos do feto, Op., Croc., Sil., Sul. Sensação de levitação, Calc., Can. i., Con., Gels., Sil., Sti. p. Tic douloureux, Spi., Coccin. Fimose, Cann. s., Merc., Sul., Nit. ac., Sep., Rhus, Sabi. Dores ovarianas esquerdas, Colo., Bry., Phos. Leucorreia que mancha de amarelo, Agn. c., Carb. a., Chel., Kre., Nit. ac., Nux, Pru. s., Sep. Língua: úlcera na borda direita, Sil. (na esquerda, Apis); tumefação semilateral dela, Calc., Sil., Lauro. (Lauro, metade esquerda com perda da fala), Semp. t. Hemorroidas sentado, Lyc. Ph. ac. ( Ign.). Vertigem ao fechar os olhos, Lach., Ther. Dor de cabeça como se um prego fosse cravado, Coff., Ign. Dor de cabeça por chá, Sel. Dentes apodrecem nas raízes, Mez. (nas bordas, Staph.). Dentes se esfarelam, tornam-se amarelos, Syph. Rânula, varizes na língua, Amb. "Ao assoar o nariz, dor compressiva no dente cariado ou ao seu lado" (Culex, vertigem toda vez que assoa o nariz). Abdómen protrui aqui e ali como pelo braço de um feto, Croc., Nux m., Sul. Dor no ovário esquerdo ao caminhar ou cavalgar, deve sentar-se ou deitar-se. Croc., Ust. (, a cada nisus menstrual). A evacuação retrocede depois de parcialmente expelida, Sanic., Sel. Diarreia matinal, cedo, expelida violentamente com muitos flatos, Alo. Coito impedido por extrema sensibilidade da vagina, Plat. (por secura, Lyc., Hdfb., Na. m.). Verrugas grandes, granulosas, pedunculadas, Staph. Sensação como se a carne tivesse sido espancada para fora dos ossos, Phyt. (raspada, Rhus). Corte intenso ao fim da urinação, Sars. Suor: por todo o corpo exceto a cabeça (oposto de Sel.); quando dorme, cessa ao acordar (oposto de Samb.). Unhas deformadas, quebradiças, Ant. c. ao inclinar a cabeça para trás, Seneg. (, dor de cabeça; Seneg., sintomas oculares ao inclinar a cabeça para trás e fechar os olhos; tem ao fechar os olhos). Os líquidos rolam audivelmente para o estômago, Cup. Enurese ao tossir, Caust. Deseja coisas frias, Pho. Inchaço e sensibilidade das mamas no período menstrual, Con. Calc. ao caminhar, Æsc. h. Pele descolorida, Adren. Estalidos nas vértebras cervicais (K. iod., crepitação). Cretinismo, Bac., Thyr.
Causas
Vacinação. Gonorreia, mal tratada ou suprimida. Insolação. Excessos sexuais. Chá. Café. Cerveja. Doces. Tabaco. Carne gorda. Cebolas. Enxofre. Mercúrio.
1. Mente
Ideias fixas: como se uma pessoa estranha estivesse a seu lado; como se a alma estivesse separada do corpo; como se o corpo, especialmente os membros, fosse de vidro e se quebrasse facilmente; como se houvesse um animal vivo no abdómen. Sensação como se o corpo inteiro fosse muito fino e delicado e não pudesse resistir ao menor ataque; como se a continuidade do corpo se fosse dissolver. Mulheres insanas não consentem ser tocadas nem abordadas. Imbecilidade após vacinação, inquieta, babando. Abatimento mental. Apreensões ansiosas quanto ao futuro. Inquietação que torna tudo penoso e repugnante. A mais leve ninharia provoca tristeza pensativa. A música faz chorar, com tremor dos pés. Apressado, mal-humorado, fala precipitadamente. Indisposição para qualquer espécie de trabalho intelectual. Depressão mental após o parto. Muito deprimido, triste, irritável. Escrupuloso com pequenas coisas. Sente que não pode continuar a existir; quieta, evita toda a gente. Aversão à vida. Mau humor e irritabilidade rabugenta. Sobre-excitado, briguento; encoleriza-se facilmente por ninharias. A criança é excessivamente teimosa. Ao ler e escrever usa expressões erradas. Fala apressadamente e engole palavras. Desatenção; esquecimento. Lentidão da fala e da reflexão; procura palavras ao conversar. Incapacidade de refletir. Cretinismo.
2. Cabeça
A cabeça parece vazia, como em intoxicação, especialmente de manhã, com enjoo. Fraqueza e confusão da cabeça, como por torpor ou paralisia do cérebro. Vertigem, como pelo movimento de um baloiço. Vertigem ao levantar-se de um assento, ou ao deitar-se, ou ainda ao olhar para o ar. Vertigem ao fechar os olhos, desaparecendo logo que os abre; ou ao curvar-se; ou ao olhar para cima ou para os lados. Dor de cabeça pela manhã, como após curvar-se, ou após sono demasiado profundo, com rubor da face. A dor de cabeça é > ao olhar para cima e ao voltar a cabeça para trás. Dor de cabeça: < por excesso sexual, sobreaquecimento, levantar peso em excesso; > exercitando-se ao fresco. Dor de cabeça surda, entorpecente. Dor de cabeça, < ao curvar-se, > ao inclinar a cabeça para trás. Peso na cabeça, especialmente de manhã ao acordar; no occipício (cerebelo), com mau humor e aversão à conversa. Dor de cabeça, como se a fronte se fosse fender, com arrepio interno, > caminhando ao fresco. Dor de cabeça pressiva, com choques na fronte e nas têmporas. Dor de cabeça compressiva, especialmente nas têmporas. Dor na cabeça como se um aro apertado cingisse a fronte, ao acordar. (Dor de cabeça como se um aro apertado cingisse a fronte até o meio-dia; pálpebras pesadas como chumbo. Goullon.). Dor na cabeça como se um prego fosse cravado no vértex (à tarde e às 3 da manhã; < em repouso, > após suor). Como se um prego fosse cravado no osso parietal dir. e na eminência frontal esq. Perfuração pressiva na cabeça. Dor de cabeça no lado esq. como se um botão convexo fosse pressionado sobre a parte. Nevralgia que vai da frente para trás. Dores de cabeça nervosas, sicóticas ou sifilíticas. Meningite de crianças sicóticas. Insolação: tudo parecia saltar, < ao sentar-se, ou por falar muito tempo, ou ao fechar os olhos. Laceração semilateral no sincipício e na face, estendendo-se ao processo zigomático, principalmente de manhã e à noite. Laceração com sacudidas no occipício. Lancinações através do cérebro. Congestão de sangue na cabeça. Pulsação nas têmporas. Sensibilidade excessivamente dolorosa do lado esq. da cabeça, e também do cabelo, à noite, ao deitar-se e ao toque. O cabelo torna-se duro, seco, sem brilho, e cai. Cabelo ralo, cresce devagar, fende-se; quebradiço, parece frisado. Repuxamento pressivo nos músculos temporais, especialmente durante a mastigação. Dores lancinantes nas têmporas. Inchaço das veias temporais. Quer ter a cabeça (e o rosto) bem agasalhados. Comichão e roedura no couro cabeludo. O couro cabeludo é muito doloroso ao toque e nas partes sobre as quais se deita. Não suporta um chapéu na cabeça (agg. R. T. C.). Herpes seco na cabeça, estendendo-se às sobrancelhas; caspa. Erupção branca, escamosa, descamativa, por todo o couro cabeludo, estendendo-se sobre a fronte, têmporas, orelhas e pescoço. (Verruga plana negra na região parietal dir. J. H. C.). Formigueiro mordicante, prurido pungente no couro cabeludo, ao coçar. Suor, cheirando a mel (adocicado), nas partes descobertas da cabeça (face e mãos), com secura das partes cobertas e daquelas sobre as quais se deita, sobretudo ao começar a dormir; depois de levantar-se. (Pitiríase afetando fronte, face, orelhas e pescoço, após lavar com água morna. R. T. C.). Eczema surge na glabela (após 30. R. T. C.).
3. Olhos
Pressão nos olhos e ardor, como se houvesse areia neles. Laceração nas sobrancelhas. Pontadas lancinantes nos olhos, em luz intensa ou em ar cortante. Picada dolorosa através do centro do olho esq., começando no centro do cérebro. Blenorreia maligna. Excrescência verrucosa na íris. Inflamação da córnea. Tumor vascular da córnea. Pequenas manchas castanhas na córnea. Episclerite; esclero-coroidite; estafiloma. Oftalmia neonatal. Conjuntivite flictenular. (Conjuntivite do olho esq., com dor muito intensa através da fronte e no lado externo do globo ocular, constantemente recorrente desde a infância e devida a erupção suprimida. R. T. C.). Tumor fungoso na órbita. Ardor nos olhos. Esclerótica inflamada, vermelha como sangue. Pupilas dilatadas. Tumefação inflamatória das pálpebras, com endurecimento. Erupção ardente nas pálpebras. Pálpebras granulosas, com granulações verrucosas. Epitelioma da pálpebra inferior esq. Sensação como se as pálpebras estivessem inchadas e houvesse corpo estranho no olho. Ptose; as pálpebras caem várias vezes ao dia. Pálpebras pesadas como chumbo. Amolecimento inflamatório da face interna das pálpebras. Nodosidades vermelhas e dolorosas nas margens palpebrais. (Tinea ciliaris; pálpebras secas e furfuráceas. R. T. C.). Terçóis; tumores tarsais; calázios; nódulos espessos e duros. Verrugas e tumores como condilomas. Borbulhas purulentas e pruriginosas entre as sobrancelhas. Condilomas nas sobrancelhas. Sensação de calor e secura nos cantos externos. Lacrimejamento, especialmente no olho esq., ao caminhar ao fresco (as lágrimas não escorrem, mas permanecem paradas no olho). O olho precisa estar bem coberto; quando descoberto dói imediatamente, e sente-se como se ar frio saísse da cabeça pelo olho. Aglutinação noturna das pálpebras. Fraqueza dos olhos; visão obscurecida. Visão turvada ao ler, com sensação de sonolência. Visão confusa, como através de um véu. Diplopia. Miopia. Pontos negros dançantes diante dos olhos. Listras flutuantes. (Vê listras verdes que a assustam.). Chamas de luz, principalmente amarelas; olhando a luz do dia, vê manchas como garrafas de água em movimento; um disco luminoso brilhando como pirilampo. Sensação de secura nos olhos. No escuro parece haver queda de luzes luminosas ou faíscas ao lado do olho; durante o dia e na luz, como se gotas escuras estivessem caindo. Os objetos parecem menores diante do olho dir. Curta de vista.
4. Ouvidos
Otalgia, com compressão espremedora e dores lancinantes muito intensas, especialmente à noite. Pontadas para dentro do ouvido vindas do pescoço. Sensação como se o ouvido interno estivesse inchado, com aumento da dificuldade de ouvir. (Surdez vascular com cabeça escamosa. R. T. C.). Corrimento do ouvido dir., cheirando a carne putrefata. Dor espasmódica no ouvido externo. Ruído no ouvido como de água a ferver. Zumbido no ouvido esq., com estalidos ao engolir saliva. Marteladas e lacerações no ouvido, à noite, na cama, com emissão frequente de urina e frieza nas pernas e pés. Dor compressiva atrás dos ouvidos. Orifício do meato esq. obstruído por um pólipo, de vasos celulares em framboesa; vermelho-pálido, sangra facilmente ao toque; corrimento mucopurulento; surdez; dores lancinantes.
5. Nariz
Nariz vermelho e quente. Erupção vermelha no nariz, às vezes húmida. Inchaço nas asas do nariz, com endurecimento e tensão. Tensão puxante nos ossos do nariz. Crostas dolorosas no nariz. Pressão dolorosa na raiz do nariz. Saída de sangue ao assoar o nariz. Epistaxe frequente, especialmente após sobreaquecimento. Coriza seca, que se torna abundante ao fresco, com dor de cabeça contínua. Coriza abundante, com tosse e rouquidão. Corrimento esverdeado e fétido pelo nariz. Eliminação pelo nariz de grande quantidade de muco espesso verde, misturado com pus e sangue; depois, de escamas secas pardas, com muco, vindas dos seios frontais e firmemente aderidas à porção superior inchada das narinas. Acúmulo de muco nas coanas posteriores. Catarro crónico após sarampo, escarlatina, varíola. (Ozena. Ussher.). Verrugas no nariz. Odor no nariz como de salmoura de peixe ou de cerveja em fermentação.
6. Face
Calor na face, por vezes apenas transitório, ou então com rubor ardente. Calor e vermelhidão de toda a face, com finas redes de veias, como se marmorizada. Vermelhidão ardente circunscrita das faces. Face hidrópica e inchada. Erisipela edematosa da face. Pele oleosa da face. Manchas castanho-claras (sardas) na face. Dor facial, começando no osso malar esq. perto do ouvido, estendendo-se pelos dentes até o nariz, pelos olhos até as têmporas e para dentro da cabeça; os pontos dolorosos ardem como fogo e são muito sensíveis aos raios do sol. Nevralgia do trigémio após gonorreia suprimida ou erupção no ouvido. Dores faciais com tendência a espalhar-se ao pescoço e à cabeça, principalmente do lado esq. (muitos casos curados. R. T. C.). Verruga grande, dura, escura, de base larga. Suor na face (especialmente do lado sobre o qual ele não se deita). Erupção sarnenta e pruriginosa na face. Nodosidades vermelhas e dolorosas nas têmporas. Dor perfurante e escavante nos malares, > ao toque. Contrações dos lábios. Sensação de sacudida no lábio superior, perto do canto da boca. Lábio superior sensível. Verruga no lábio superior. Lábio superior espesso, com tumor do tamanho de ervilha no seu parênquima, que aumenta ao apanhar frio. Lábios pálidos, inchados, descamando. Úlceras planas no lado interno dos lábios e nos cantos da boca. Erupção de borbulhas nos lábios e no queixo. Dores lancinantes no maxilar inferior, que parecem sair para fora pelo ouvido. Estalido da articulação do maxilar. Fungo no maxilar inferior esq., mais irritado em tempo húmido. Inchaço das glândulas submaxilares.
7. Dentes
Odontalgia após beber chá, com dor compressiva estendendo-se ao maxilar. Odontalgia com dores puxantes agudas, especialmente durante a mastigação. As raízes dos dentes tornam-se cariadas; ou os dentes se tornam cariados pelos lados; a coroa do dente permanece sã. Ao assoar o nariz, dor compressiva no dente cariado, ao lado dele. Os dentes esfarelam-se. Dentes incrustados de tártaro; extremamente sensíveis à água fria. Dentes amarelo-sujos. Roedura nos dentes (cariados), com dolorosa sensibilidade de todo o lado da cabeça, muito < pelo contacto com coisas frias ou pela mastigação. Gengivas inchadas (inflamadas, com estrias vermelho-escuras), com dor de escoriação. Periostite alveolar em que as dores vêm e vão subitamente, em curtos intervalos (R. T. C.). Épulis.
8. Boca
Úlceras planas e brancas na face interna dos lábios e nos cantos da boca. Aftas na boca (úlceras; a boca parece como se queimada). Inchaço acentuado das glândulas salivares, com aumento de saliva na boca. Saliva sanguinolenta ou amarga. Dor como de escoriação na ponta da língua, ao toque. Inchaço da língua (especialmente do lado dir.; morde frequentemente a língua), doloroso ao toque. Condilomas sob a língua. Varizes sob a língua. Rânula, em ambos os lados da língua, transparente, vermelho-azulada, cinzenta e, por assim dizer, gelatinosa. Rânula e épulis com excesso de venosidade por toda parte (Ussher). Sabor na boca doce como açúcar, com gonorreia. Lentidão da fala.
9. Garganta
Aspereza e raspagem na garganta. Pressão e dor como de escoriação na garganta e no céu da boca durante a deglutição. Sensação de pressão para cima no palato mole. Necessidade de engolir. Dores lancinantes do esófago para os ouvidos. Inchaço das amígdalas e da garganta. Úlceras na garganta e na boca, como cancros. Acúmulo de grande quantidade de muco tenaz na boca, que é expelido com dificuldade. Deglutição dolorosa, especialmente a deglutição em vazio ou de saliva. A garganta parece em carne viva, seca, como por um tampão, ou como se estivesse contraída ao engolir. Expectoração de muco vermelho como sangue. (Bócio exoftálmico. C. Sargent, de Chicago.)
10. Apetite
Sabor enjoativo e adocicado na boca, à noite e após uma refeição. Sabor: doce; de ovos podres, pela manhã. O pão tem sabor seco e amargo. Deseja sal. A comida nunca parece suficientemente salgada. Sede apenas à noite e de manhã. Apetite por bebidas e alimentos frios. Incapaz de tomar o pequeno-almoço (uma nota-chave de Burnett). Aversão a carne fresca e batatas. Saciedade rápida ao comer. Sensações desagradáveis após comer comida gordurosa ou cebolas. Enquanto mastiga, a boca fica muito seca. Após uma refeição, grande indolência ou abatimento, com angústia e palpitação do coração, ou grande distensão e sofrimentos por flatulência.
11. Estômago
Eructações de alimentos após uma refeição. Eructações amargas ou pútridas. Eructações contínuas de ar enquanto come. Vómitos de muco ou de substâncias gordurosas. Endurecimento do estômago. Inchaço do epigástrio. O líquido que bebe cai no estômago com ruído de gorgolejo. Eructações rançosas, especialmente após comida gordurosa. Enjoo e mal-estar na região do estômago. Vómitos de soro ácido e de alimentos. Cãibra no estômago, com < excessivo para a noite. Pressão no epigástrio após refeição, com dor ao toque. Latejamento no epigástrio. Angústia no epigástrio, que se estende para cima até a cabeça.
12. Abdómen
Pressão dolorosa na região hepática. Após uma dose da 30ª, sobrevém dor de cabeça, e ao inclinar-se para diante ele sente como se o fígado ultrapassasse as costelas (agg. J. C. B.). (Reumatismo antigo atacando intestinos, fígado e rins. R. T. C.). Pressão na região lombar. (Dor à palpação com inchaço na região hepática e dor muito intensa sob o ombro dir., atravessando até a mama e descendo ao cotovelo, < ao sair da cama pela manhã. R. T. C.). Distensão do abdómen, frequentemente com dores contrativas e espasmódicas. Flatulência, como se um animal chorasse no abdómen. Ventre em pote. Tensão constritiva no abdómen. Endurecimento no abdómen. A parte superior do abdómen está retraída. Dor à palpação do umbigo. Dores compressivas no abdómen, especialmente para os lados (antes da evacuação). Pontadas nos hipocôndrios. Sensação como se algo vivo estivesse no baixo-ventre (como se os músculos abdominais fossem empurrados para fora pelo braço de um feto, mas sem dor). Dor à palpação do umbigo. Dor no abdómen, como por constrição dos intestinos. Roncos e borborigmos no abdómen. Dor opressiva nas virilhas. Repuxamentos nas virilhas ao andar e ao permanecer de pé, com pontadas ao longo das coxas ao sentar-se. Inchaço doloroso das glândulas inguinais, às vezes com repuxamento até o joelho. Intussuscepção dos intestinos. Manchas amareladas ou acastanhadas no abdómen. Zóster.
13. Evacuação e Ânus
Constipação intestinal que dura vários dias (obstinada, como por inatividade ou por intussuscepção dos intestinos), às vezes após poluções. Tenesmo, com rigidez do pénis. Fezes em bolinhas duras. Evacuação difícil de fezes duras e volumosas, cobertas de sangue. Eliminação de sangue durante a evacuação. Diarreia: água amarelo-pálida é expelida violentamente, com muita emissão ruidosa de gases; com cólica; < depois de comer; aquosa, indolor; amarelo-viva, aquosa; jorrando com muito gás, como se se tirasse a rolha de um jarro cheio, excessivamente exaustiva, respiração curta e difícil, ansiedade, pulso intermitente, dor pressiva aguda nas costas ao nível do epigástrio, com sensação como se nenhum sangue pudesse circular ali, rápido desaparecimento de gordura. Pela manhã (após o pequeno-almoço), diarreia periodicamente recorrente, sempre à mesma hora. Evacuações oleosas ou gordurosas. Com as evacuações, sensações no recto como se chumbo fervente estivesse passando. Ardor doloroso no ânus, durando todo o dia. Muitos flatos difíceis de expulsar; o ânus parece contraído; flatos encarcerados atrás do lado direito do diafragma. Dores no ânus < pelo movimento. Contração dolorosa do ânus durante a evacuação. Ardor no ânus e entre as nádegas. Condilomas no ânus. Tumores hemorroidários inchados, doendo mais ao sentar-se. Inchaço das veias hemorroidárias. Pressão, comichão e ardor nos vasos hemorroidários, com repuxamento para baixo. Suor ofensivo no ânus e no períneo. Fístula anal. Fissura do ânus. Lacerações ao longo do recto.
14. Órgãos Urinários
Rins inflamados; pés inchados. Diabetes. Pontada do recto para a bexiga. Ardor violento no fundo da bexiga. Vontade de urinar frequente e apressada. Jato interrompido. Necessidade frequente de urinar, com emissão abundante de urina aquosa, também à noite. A urina espuma; a espuma permanece muito tempo sobre a urina. Eliminação involuntária de urina; à noite; ao tossir; em gotas depois de ter urinado. A bexiga (e o recto) parecem paralisados, sem força para expulsar. Sedimento de muco castanho. A urina contém açúcar. Perfuração na região da bexiga, com repuxamento doloroso dos testículos para cima. Urina amarelada ou cor de vinho. Orifício da uretra aglutinado por muco. Sedimento turvo na urina. Urina sanguinolenta. Gotejamento prolongado de urina após urinar. Sensação como se uma gota estivesse correndo pela uretra, após a micção e em outras ocasiões. Ardor na uretra, especialmente pela manhã e durante o dia; também depois e durante a micção. Dores lancinantes na uretra durante a micção e em outras ocasiões. Formicação voluptuosa, em sacudidas, na fossa navicular. Ardor na parte sexual da mulher durante a micção. Comichão na uretra. Jato fino e bifurcado; no dia seguinte corrimento amarelado pela uretra, com cordee.
15. Órgãos Sexuais Masculinos
Doenças venéreas. Afecções que em geral aparecem nos órgãos genitais masculinos ou femininos, particularmente nos órgãos externos; afecções particularmente do lado esq. Suor abundante nos genitais, especialmente no escroto; odor adocicado, como de mel; mancha a roupa de amarelo. (Escroto relaxado com fraqueza sexual e letargia; inapto para esforço. R. T. C.). Pseudogonorreia. Cordões espermáticos dolorosos por gonorreia suprimida. Sensação nos testículos como se se movessem. Condilomas na glande e no prepúcio, húmidos, pruriginosos e supurantes, especialmente enquanto a lua cresce. Úlceras, como cancros, no prepúcio. Inchaço do prepúcio. Excrescência vermelha no lado interno do prepúcio; como verrugas em figo. Excrescência lisa, vermelha, atrás da glande. Muitos condilomas vermelhos pedunculados circundando a glande. Úlceras arredondadas, sujas, elevadas, de bordas vermelhas, húmidas e dolorosas. Excrescências sicóticas em couve-flor; verrugas em figo cheirando a queijo velho ou salmoura de arenque. Dores lancinantes no escroto, no pénis e ao longo do cordão espermático, até o umbigo. Repuxamento nos testículos, com retração de um deles (esq.). Ereções dolorosas contínuas, especialmente à noite e de manhã, com lancinações na uretra. Ereções noturnas dolorosas causando insónia. Inclinação irresistível ao onanismo, mesmo durante o sono. Emissões noturnas; acordam-no; seguidas de peso e mau humor. Poluções com sensação de estreitamento na uretra. Emissões seminais curadas com doses de 5 gotas de Ø (C. W. Roberts). O sêmen tem cheiro ofensivo. Saída de líquido prostático. Afecções prostáticas por gonorreia suprimida ou mal tratada. Blenorreia juntamente com otorreia; pénis constantemente ereto e prepúcio inflamado (curado em rapaz de 12 anos. R. T. C.). Gonorreia: ardor ao urinar, uretra inchada; jato urinário bifurcado; corrimento amarelo; verde; aquoso; com verrugas; erosões vermelhas na glande; casos subagudos e crónicos, especialmente quando se usaram injeções e a próstata está envolvida. Gonorreia com caroço mole tendo abrasão sobre ele, no lado esq. do frénulo do prepúcio, pequeno e indolor. Corrimento abundante e aquoso do pénis. Retorno da gonorreia após o coito.
16. Órgãos Sexuais Femininos
Afecções que aparecem nos órgãos externos, especialmente do lado esq. Verrugas, condilomas e outras excrescências ao redor da vulva. Úlceras na superfície interna da vulva; a vulva tem sensação dolorida, ardente. Comichão e ardor escoriante, como por escoriação, nos órgãos genitais. Ardor e mordedura na vagina. Vagina extremamente sensível durante o coito. Fístula reto-vaginal (curada. J. C. B.). Pressão nos órgãos genitais. Dor contrativa e espasmódica nos órgãos genitais, estendendo-se ao baixo-ventre. Afecções dos ovários. Inchaço e escoriação dos lábios. Verrugas no orifício do útero, com pontadas e ardor ao urinar. Pólipo uterino. Excrescências em couve-flor. Prolapso. Ovário esq. inflamado, < a cada nisus menstrual; dor angustiante, ardente ao caminhar ou cavalgar; precisa deitar-se; a dor estende-se pela região ilíaca esq. até a virilha e, às vezes, até a perna esq.; dor às vezes ardente. Dores cortantes, espremedoras e lancinantes na região do ovário esq. Dor localizada nos ovários ou na trompa, por ação fisiológica excessiva. Menstruações: demasiado precoces e demasiado curtas; escassas, com dor angustiante terrível na região ovariana e ilíaca esquerdas. Antes das menstruações: excitação e pulsação das artérias, parte posterior da cabeça, dor de cabeça e odontalgia; dores abdominais como de parto, tenesmo e desmaio; muito suor. Durante as menstruações: cansaço, palpitação, choro espasmódico; inquietação nas pernas; ânsias, pressão no estômago, distensão, dor no abdómen e nas costas; sensação de peso para baixo saindo dos órgãos genitais; ardor nas varizes dos genitais; sensibilidade e inchaço das mamas; frio geral. Após as menstruações: cansaço; afluxo sanguíneo para cima; odontalgia; insónia; pesadelos. Fungo sangrante da mama (cura completada após Phos.). Excrescências sicóticas; húmidas, sangrantes e ofensivas. Leucorreia: mucosa; quase verde. Aborto ao fim do terceiro mês, começando com escasso corrimento de sangue por cinco dias, depois cada vez mais abundante. Sangue vermelho-vivo ou coagulado com peso para baixo no terceiro mês da gravidez (curado com Thujopsis dolabrata. R. T. C.). Durante a gravidez a criança move-se tão violentamente que a desperta, causando corte na bexiga com urgência para urinar; dores na articulação sacro-ilíaca esq., correndo para a virilha. Parto: dores fracas ou cessando; contratilidade impedida por complicações sicóticas; dores na articulação sacro-ilíaca correndo para a virilha esq.; dor ao caminhar, insuportável, precisa deitar-se.
17. Órgãos Respiratórios
Voz baixa. Sensação de uma pele na laringe. Pólipo da corda vocal. Condilomas. Rouquidão, como por contração da laringe. Respiração curta por muco na traqueia. Respiração curta por plenitude e constrição nos hipocôndrios e na parte superior do abdómen. Asma < à noite, com face vermelha; acessos de tosse, com sensação de aderência dos pulmões. Asma com gonorreia, sem ter havido exposição a contágio. Asma com pouca tosse, mas com sensação de algo aderido e crescendo na região das costelas inferiores esquerdas. Asma de crianças sicóticas (Goullon). Respiração curta e rápida, < por inspiração profunda e por falar; > ao deitar-se sobre o lado afetado, mas as dores obrigam-no a deitar-se de costas. Asma convulsiva. Pontadas e formigueiros na traqueia. Tosse pela manhã, excitada por cócegas na traqueia. Tosse excitada por sensação de sufocação. Expectoração: verde; com gosto de queijo velho. Expectoração de pequenos grumos cinzentos, amarelos ou verdes ao tossir. Tosse com expectoração de muco amarelo e dores no epigástrio à tarde. Tosse apenas durante o dia, ou pela manhã após levantar-se, e à noite depois de deitar-se. Tosse assim que come. Durante a tosse noturna após deitar-se, a expectoração solta-se; mais fácil quando se volta do lado esq. para o dir.
18. Peito
Respiração obstruída, com sede violenta de água e grande ansiedade. Espasmos dos pulmões por beber água fria. Pontadas no peito por beber qualquer coisa fria. Calor subindo para o peito. Dor na região peitoral esq., estendendo-se ao osso inominado. Dispneia, com necessidade de fazer inspirações completas. Opressão, ora do lado esq. do peito, ora do hipocôndrio esq., com irritação que excita a tosse. Dor no peito, como por aderência interna. Pressão no peito, às vezes após refeição. Agitação e sensação de inchaço no peito. Hemorragia pulmonar; quantidade muito grande e terrivelmente ofensiva. Coloração azul da pele ao redor das clavículas. Manchas castanhas no peito.
19. Coração
Cãibra no coração. Ebulição do sangue no peito e palpitação violenta e audível do coração, especialmente ao subir escadas. Palpitação do coração, com enjoo. Sensibilidade dolorosa na região do coração. Palpitação ansiosa do coração ao despertar de manhã. Palpitação visível sem ansiedade. Pontadas na região cardíaca. Pulso lento e fraco pela manhã; à noite acelerado e cheio. À noite pulsações violentas. Inchaço das veias.
20. Pescoço e Costas
Mal-estar na nuca e no peito. Tensão da pele da nuca ao mover a cabeça. Pele castanha oleosa no pescoço. Tensão e rigidez da nuca e do lado esq. do pescoço. Estalidos nas vértebras cervicais ao fazer certos movimentos com a cabeça. Pequenas espinhas vermelhas no pescoço, muito juntas. Inchaço das glândulas do pescoço. Inchaço das veias do pescoço. Curvatura da coluna. Furúnculos nas costas. Tumores esteatomatosos. Dor compressiva na região dos rins. Ardor que se estende do lombo para entre as omoplatas. (Dores do meio para a parte inferior das costas com sensibilidade dos músculos de cada lado. R. T. C.). Repuxamento doloroso no sacro, cóccix e coxas ao sentar-se; após longo tempo sentado impede ficar ereto. Dor, como de fratura, e rigidez nos lombos, costas e nuca, especialmente de manhã, após levantar-se. (Fraqueza por lesão na parte inferior das costas seguida de abcesso, fraqueza vesical, enurese com corrimento uretral claro e balanite. R. T. C.). Repuxamento nas costas e lombos ao estar sentado. Perfuração nas costas. Pulsação na coluna. Furúnculos nas costas. Pontada muito intensa entre o cóccix e o ânus às 7 p.m. ao caminhar. Ardor pruriginoso na depressão abaixo do cóccix.
21. Membros
Estalidos nas articulações quando estendidas. Tremor das mãos e dos pés. Membros adormecem. Membros gelados. Queixas unilaterais; paralisia. Reumatismo com sensação de entorpecimento; < no calor e ao mover-se; > pelo frio e após suar. Unhas deformadas; quebradiças ou moles. Unheiros.
22. Membros Superiores
Suor abundante nas axilas. Manchas castanhas sob os braços, como nevo materno. Latejamento na articulação do ombro. Pontadas nos ombros. Sacudidas involuntárias do braço durante o dia. Atrofia do braço dir. após revacinação. Dor, como de ulceração, laceração e latejamento, do ombro até as pontas dos dedos. Dor torcedora no ombro e braço, com estalidos. Repuxamento escavante nos braços, como nos ossos ou periósteo. Sensação de frio nos braços à noite. Lancinações nos braços e nas articulações. Estalidos na articulação do cotovelo ao estender os braços. Dor lacerante ao longo do braço dir., obrigando-o a mantê-lo fletido. Herpes no cotovelo. Manchas vermelhas marmorizadas no antebraço. Punho e cotovelo do braço dir. sentem-se como se agarrados por uma mão (agg. Thujopsis dol. R. T. C.). Tremor da mão e dos braços ao escrever. Gânglio do punho (curado por uso local. R. T. C.). Sensação de secura na pele das mãos. Cor castanha no dorso da mão. Herpes branco escamoso no dorso da mão e no dedo. Suor nas mãos. Veias inchadas nas mãos. Verrugas nas mãos; muito numerosas, especialmente nos dorsos; córneas, dolorosas. Cor castanha do dorso da mão. Frieza, torpor e palidez nos dedos e pontas dos dedos, estendendo-se por vezes aos antebraços. (Tumefação erisipelatosa e) formigueiro e pontadas nas pontas dos dedos. Inchaço vermelho e doloroso nas pontas dos dedos. As unhas estão deformadas, descoloridas, esfarelando-se. Supuração das unhas dos dedos. As dores nos braços são < quando pendem para baixo ou quando expostos ao calor; são > pelo movimento, frio e após suor.
23. Membros Inferiores
Os membros inferiores parecem de madeira ao caminhar ao fresco. Tensão desde a articulação da anca até a virilha, e ao longo da parte posterior da coxa até o joelho. Ciática do lado esq.; perna atrofiada. Paresia e atrofia da perna dir. com frieza. Repuxamentos nas pernas. A articulação da anca parece frouxa. Coxalgia, a perna torna-se alongada. Pele castanha nas pernas, especialmente na face interna da coxa. Nevo aumentado na coxa de criança de cinco meses. Dores lancinantes nas pernas e articulações. Grande debilidade e lassidão nas pernas, especialmente ao subir escadas. Peso e rigidez das pernas ao caminhar (parecem de madeira). Suor abundante nas coxas e genitais. Comichão nas coxas. Erupção de borbulhas nas nádegas, coxas e joelhos. Úlceras nas coxas. Estalidos nas articulações dos joelhos e dos pés ao estendê-los. Pústulas supurantes nos joelhos. Reumatismo gonorreico na parte fibrosa da articulação do joelho. Dores nos pés e tornozelos após gonorreia suprimida; não podia andar. Dor no calcanhar como se estivesse adormecido. Pontadas acima do calcanhar no tendão de Aquiles. Nodosidades brancas com prurido violento nos dedos dos pés. Tumefação vermelha inflamatória nas extremidades dos dedos dos pés ou no peito do pé, com dor e tensão ao apoiar e durante o movimento. Entorpecimento do pé esq. Redes de veias, como marmorizadas, nas plantas dos pés. Manchas vermelhas marmorizadas no peito do pé. Suor (fétido) nos pés, especialmente nos dedos. Supressão do suor dos pés. Frieiras nos dedos dos pés.
24. Generalidades
Emagrecimento e mortez das partes afetadas. Todas as manifestações são excessivas; seu aparecimento é insidioso. Dores lancinantes nos membros (partes externas) e nas articulações. Dor ardente e fulgurante. Repuxamento nos vasos sanguíneos. Estalidos nas articulações ao estender os membros. Inchaço das veias na pele. Sacudidas de alguns membros e de alguns músculos. A carne parece como se tivesse sido espancada para fora dos ossos. Sensação de leveza do corpo ao caminhar. Edema ao redor das articulações; afeta proeminentemente os epitélios, primeiro causando endurecimento, hipertrofia; depois amolecimento. Pontadas em várias partes, passando a ardor. Dores lacerantes e pulsáteis, como se as partes afetadas estivessem ulceradas. Tumefações inflamatórias, com vermelhidão. Sofrimentos após sobreaquecimento, beber chá ou comer carne gorda ou cebolas. Maus efeitos de cerveja, alimentos gordurosos, ácidos, doces, tabaco e vinho; do abuso de Sulphur e Mercury. Queixas unilaterais; paralisia. Dança de São Vito. Tremor de alguns membros. Adormecimento fácil dos membros, especialmente à noite ao despertar. Os sintomas em geral são < à tarde, ou à noite, por volta das 3 da manhã; impedem o sono ao entardecer. Muitos sintomas são < durante o repouso e pelo calor, especialmente o da cama; são > pelo movimento, frio e suor. Muitos sintomas manifestam-se sobretudo no lado esq. Afecções do anel abdominal dir.; asas do nariz; lombos; glândulas inguinais; dedos, pontas dos dedos; dedos dos pés. (Aumentos ganglionares cervicais. R. T. C.). Rigidez e peso geral em todo o corpo, especialmente nos ombros e coxas. Fraqueza física, com faculdades mentais mantidas. Sacudidas frequentes da parte superior do corpo. Violenta ebulição do sangue à noite, com pulsação em todas as artérias, < pelo movimento, > ao sentar-se. Aneurisma por anastomose; inchaço dos vasos sanguíneos. Sonhos ansiosos, especialmente com mortos; de cair; de acidentes. Ondas de calor. < À tarde; após a meia-noite; ao mastigar; ao estender o membro afetado; ao urinar. > Ao recolher o membro.
25. Pele
Sensibilidade dolorosa da pele. Pontadas pruriginosas na pele, especialmente à noite e durante a noite. Borbulhas purulentas, como varíola. Verrugas em qualquer parte do corpo, com pequeno colo, chamadas verrugas em figo, verrugas tubulares, do mesmo calibre até a ponta; "marcas de nascença". Verrugas duras, fendidas e granulosas. Verrugas negras sésseis; no couro cabeludo. Pústulas. Varíola. Erupções apenas nas partes cobertas. As erupções ardem violentamente após coçar. Psoríase universal. Excrescências sicóticas, cheirando a queijo velho ou à salmoura de peixe. Herpes branco, escamoso, seco, farinhoso. Sicose da barba curada com doses únicas de Ø depois do fracasso de muito outro tratamento (R. T. C.). Condilomas (grandes, granulosos, frequentemente pediculados). Úlceras planas, com fundo branco-azulado. Zóster. Calos ardentes. Unhas deformadas dos dedos das mãos e dos pés. Furúnculos. Frieiras. Cor castanho-suja da pele. Manchas mosqueadas castanhas ou vermelhas (ou castanho-esbranquiçadas) na pele. A maioria dos sintomas cutâneos é > pelo toque.
26. Sono
Inclinação urgente para dormir à noite. Sono retardado em consequência de agitação e calor seco. Insónia noturna, com agitação e frieza do corpo. Sono noturno não reparador. Sonhos aflitivos, ansiosos, de perigos e morte, de cair de uma altura, logo ao adormecer, ou então com sobressaltos e gritos, especialmente ao deitar-se sobre o lado esq. Quando meio adormecido, de repente parece haver uma cadeira no meio da cama; tenta movê-la mas não pode mexer-se, não consegue emitir um som. Insónia contínua, com dor nas partes sobre as quais se deita. Insónia com aparições logo que fecha os olhos; desaparecem ao abri-los. Adormece tarde por causa do calor e da inquietação. Sonhos lascivos, sem emissão de sêmen, com ereções dolorosas ao acordar.
27. Febre
Arrepios com bocejos após a meia-noite. O ar quente parece frio, e o sol não tem poder para aquecê-lo. Arrepios todas as manhãs, sem sede. Arrepios e tremores, com frio interno e externo (e sede), seguidos imediatamente de suor. Friorentas em acessos em vários momentos do dia, mas sobretudo à noite. Friorenta do lado esq., que parece frio ao toque. Frio sem sede após a meia-noite e de manhã. Arrepios todas as noites (às seis horas), com calor externo, secura da boca e sede. Calor à noite, especialmente na face. Calor seco das partes cobertas. Ardor na face sem vermelhidão. Suor no começo do sono. Suor nas partes descobertas, com calor seco das partes cobertas. Suor ansioso, às vezes frio. Suor após o arrepio, sem calor intermediário. Suor, às vezes oleoso (manchando as roupas de amarelo), ou fétido, ou de cheiro doce como mel. Suor geral, mas não na cabeça. Ao caminhar pela manhã, suor abundante; o mais abundante na cabeça. Suor apenas durante o sono, desaparecendo logo que desperta.