Medorrhinum.
By John Henry Clarke — Dicionário de Matéria Médica Prática
Glinicum. Nosódio da Gonorreia. Atenuações do Vírus.
Clínica
Asma / Espasmos clônicos / Calos / Diabetes / Dismenorreia / Epilepsia / Olhos, inflamação dos / Favo / Corrimento uretral crônico / Gonorreia suprimida / Reumatismo gonorreico / Cefaleia nevrálgica / Fígado, abscesso do / Masturbação / Ovários, dores nos / Celulite pélvica / Pólipos / Priapismo / Psoríase palmar / Ptose / Cólica renal / Reumatismo / Ciática / Ombro, dores no / Estenose / Urticária / Verrugas
Características
Medorrh. é um dos mais importantes nosódios. A natureza constitucional do veneno gonorreico foi reconhecida, nos últimos anos, tanto pela escola antiga quanto pela nova. Noegerath, de Nova York, e Angus Macdonald, neste país, apontaram uma ligação causal entre a celulite pélvica puerperal e a gonorreia latente no marido. Macdonald publicou vários casos fatais. Os efeitos do veneno, constitucionais ou agudos, podem ser tomados como base para prescrições homeopáticas; mas o vírus teve extensa patogenesia nas potências, e os sintomas ali registrados foram amplamente verificados na prática. Os nosódios podem ser usados segundo suas indicações exatamente da mesma maneira que outros remédios homeopáticos, e não apenas para manifestações da doença da qual derivam. Ao mesmo tempo, o conhecimento da origem de afecções obscuras, especialmente se hereditárias, muitas vezes dará a pista para o remédio exigido. Deschere publicou um caso em questão: Srta. X., 23 anos, tinha blefarite crônica desde os onze. Seu sofrimento era intenso. A luz, especialmente a luz de gás, era intolerável, e isso a impedia de frequentar a sociedade. Não conseguia ler à noite e, pela manhã, as pálpebras estavam fechadas, sofrendo muito ao separá-las. Havia muita secreção. Antes de se tratar com Deschere, estivera sob tratamento homeopático rigoroso todo o tempo. Deschere lembrou-se de ter tratado o pai dela de gonorreia antes do casamento e suspeitou que a tara reaparecera sob essa forma. Medorrh. foi dado em alta potência, doses únicas repetidas à medida que o efeito de cada uma se esgotava, e ela foi inteiramente curada. Um caso de favo, que resistira a todas as aplicações externas que os alopatas puderam inventar, e que tinha um odor tão apavorante que o paciente, um menino pequeno, teve de ser isolado da família, foi atribuído por Skinner à mesma causa hereditária e curado com Medorrh. 1m. Muitos casos de crescimento atrofiado e desenvolvimento detido em crianças devem-se à gonorreia latente e à sífilis e, a menos que esse fator seja discernido e levado em conta na prescrição, nenhum grande bem será obtido. Curei, com base nessa hipótese, odores corporais extremamente ofensivos em crianças com Medorrh. Um ponto importante para distinguir entre a tara sicótica ou gonorreica e a sifilítica está na agravação horária e, consequentemente, nas indicações para este remédio. Syph. tem < do pôr do sol ao nascer do sol, assim como todos os grandes remédios antissifilíticos. Medorrh. tem < do nascer do sol ao pôr do sol; sempre mais brilhante à noite, < nas primeiras horas da manhã. Com Medorrh. há intensa sensibilidade nervosa, especialmente ao toque da roupa ou de uma mecha de cabelo por qualquer pessoa que não esteja en rapport. A sensibilidade é exaltada quase até a clarividência. Como se estivesse em um sonho. Sobressalta-se ao menor ruído. Tremor; espasmos. Há um estado de colapso e desejo de ser abanado. Entre as Sensações Peculiares estão: como de gravetos nos olhos, nas pálpebras e nos cantos internos; como se um vento frio soprasse nos olhos; como se a pálpebra superior tivesse uma cartilagem dentro dela. Como se algo rastejasse no ouvido e no nariz. Bolo no estômago. Tumor no lado direito do abdome. Como se o pulmão esquerdo estivesse colapsado ou paralisado. Como se houvesse um abscesso entre os músculos peitoral maior e menor esquerdos. Como se o sangue estivesse fervendo de tão quente nas veias. Como se todos os ossos estivessem fora do lugar. As dores parecem retesar o corpo inteiro, especialmente as coxas. Quase não há um ponto do corpo que não esteja cheio de dor. Reumatismo obstinado. Sequelas de reumatismo agudo. D. C. McLaren relata em Hahn. Advoc. (citado em Amer. Hom., xxii. 408) um caso que ilustra o poder e a esfera deste nosódio. Um jovem franco-canadense, de constituição delicada, depois de trabalhar numa fábrica durante todo o inverno, começou a tossir na primavera e a definhar. Voltou para casa e veio aos cuidados de McLaren em maio. A tosse persistiu e a prostração aumentou, apesar de remédios cuidadosamente escolhidos, e o paciente acamou-se. Foi então observado por McLaren que a tosse e o estado geral estavam > ao deitar de bruços. Isso, junto com o conhecimento de que havia tara sifilítica na ascendência do rapaz, sugeriu Medorrh., que foi dado. No dia seguinte apareceu profuso corrimento gonorreico, e a tosse e todos os sintomas ameaçadores desapareceram prontamente. A exposição ao contágio ocorrera várias semanas antes, mas, por falta de vitalidade, a doença não conseguia encontrar sua expressão habitual e estava pondo em risco a vida do paciente. Ernest Nyssens (La Sycose de Hahnemann, Jour. Belge d'Hom., vi. 244) cita algumas observações importantes de autoridades da escola antiga sobre a gonorreia constitucional. Wertheim, em um caso de cistite gonorreica, observou a entrada do gonococo na corrente sanguínea. Com o gonococo retirado do sangue desse paciente, fez culturas até a quinta geração. Um jovem que jamais tivera doença venérea ofereceu-se para ser inoculado com isso. A uretrite subaguda que se seguiu foi tão grave e, apesar de tudo, complicou-se tão cruelmente com cistite, epididimite, prostatite, sinovite e pleuropneumonia, que Wertheim perguntou se o gonococo não redobraria sua virulência ao passar para o sangue. Louis Jullien e Louis Sibut (de cujo artigo Nyssens cita o trecho acima) testemunharam o seguinte caso no hospital Saint Lazare: Louisa M., 17 anos, entrou no hospital em 8 de junho com uretro-vaginite e foi tratada com tampões (tiges) de ictiol dissolvido em glicerina (1 para 5). A uretrite correu curso normal até 6 de julho, quando se registrou esta condição: a paciente sofria no abdome havia uma semana, mas não se queixara. Contudo, na noite anterior, as dores se tornaram tão agudas que foi aplicada uma injeção de morfina. Temperatura retal 100,2. Língua saburrosa. Dor abdominal do lado direito. Apesar da rígida contração dos músculos retos, parecia haver uma tumefação profunda, mas os observadores não tinham certeza de que não fosse tumefação dos próprios músculos. Funções intestinais normais; reto vazio. Surgiu no corpo, abdome e tórax uma erupção de manchas roseolosas, tão exatamente semelhante à da febre tifoide que essa possibilidade foi discutida. Havia também dor aguda no músculo da panturrilha direita. Essa dor persistiu no dia seguinte, quando as dores abdominais haviam desaparecido. 9 de julho. Joelho direito doloroso, inchado. Ao mesmo tempo, sinovite do punho esquerdo, face dorsal, sendo os tendões atingidos o extensor próprio do polegar e do indicador. Temperatura normal. 10 de julho. Muito poucos e leves vestígios da erupção. Braço direito como sede de dor aguda lancinante, especialmente ao nível do «V» deltóideo, profundamente junto ao osso na inserção do tendão (provavelmente um higroma). Ao examinar o tendão de Aquiles, dor ao nível do tornozelo esquerdo, nada à direita no mesmo nível, mas a dor é sobretudo aguda ao longo da borda interna da tíbia direita, a cinco ou seis centímetros da face plana. Essa parte está edemaciada e dolorosamente sensível. Outro ponto doloroso no abdome está atrás da espinha ilíaca ântero-superior direita, e ao lado do umbigo (provavelmente muscular). O corrimento uretral continha abundantes bacilos além de gonococos. Iniciou-se tratamento por injeção diária de um centigrama de Merc. cor. No dia seguinte houve febre intensa, língua saburrosa. As dores abdominais eram francamente musculares. Vestígio de albumina na urina. Na noite seguinte houve delírio e, pela manhã, epistaxe. Esse caso evoluiu para recuperação. Outro caso, também em moça de dezessete anos, com antecedentes tísicos e até complicado com sífilis, apresentou a mesma sequência de sintomas, juntamente com epistaxe, hemoptise, albuminúria, endocardite com acessos sufocativos e palpitações violentas, terminando em invalidez permanente. Esses casos podem ser considerados patogenesias de Medorrh. do ponto de vista homeopático. Os sintomas reumáticos são de intensidade extrema, e Medorrh. curará muitos casos em que os sintomas correspondam. Curei com ele muitos casos de dismenorreia, seguindo Burnett. Burnett curou com Medorrh. 1m: (1) uma paciente que tinha crises em cada período menstrual, vindo as crises nas primeiras horas da manhã. (2) Um homem que tinha espasmos clônicos; as pernas se erguiam subitamente da cama. (3) Um caso de reumatismo do punho direito. (4) Pólipos originados em corrimento supurativo crônico. (Ele considera Medorrh. «a mãe do pus e dos catarros».) (5) Masturbação em crianças. (6) Albuminúria quando a urina contém também algum muco. (7) Asma sicótica, < das 2 às 4 da manhã. (8) Psoríase palmar. Gilbert (Trans. Amer. Inst., 1895, citado em H. R., xi. 71) atribui o raquitismo à gonorreia hereditária; nesses casos há frequentemente aumentos ganglionares, e o paciente está > à beira-mar. Em tais casos ele dá Medorrh. (Quando há paresia sifilítica e o paciente está > nas montanhas, ele dá Syph.). Nos distúrbios intestinais agudos de crianças raquíticas, considera Medorrh. de grande valor. Thomas Wildes (H. P., xii. 70) considera que favo, tinha do couro cabeludo e ophthalmia tarsi simplex (bordas escamosas, descamativas, muitas vezes de vermelho inflamado, queda dos cílios) devem-se à gonorreia suprimida em um ou ambos os pais. A condição vermelha, inflamada, da pele pode estender-se do rosto ou couro cabeludo, descendo pelo pescoço e costas até o períneo e os genitais. (1) Menina de 11 anos fora tratada por muitos médicos com pomadas e ungüentos, com prejuízo geral de sua saúde. Rosto mosqueado por profusão de lesões vermelhas e escamosas, pálpebras envolvidas e quase desprovidas de cílios; couro cabeludo piloso, uma massa difusa de grossas crostas amarelas, por baixo das quais exsudava uma mistura altamente fétida de icor e sebo. Descendo pelo pescoço, costas, períneo e envolvendo genitais e púbis havia uma faixa vermelha de fogo tão larga quanto a mão da criança, exsudando um soro amarelo-pálido que fazia a roupa aderir ao corpo. Wildes disse à mãe que poderia curar o caso, mas certamente ele pioraria nos três primeiros meses. Isso não foi objetado. Medorrh. c.m. (Swan) foi dado, uma dose na língua. A aparência externa piorou rapidamente, mas o apetite, o sono e a saúde geral melhoraram de modo constante, e em nove meses ela estava completamente bem. (2) Criança de 6 anos, desde a infância horrivelmente desfigurada por tinea capitis. O couro cabeludo era uma massa de crostas densas exsudando icor fétido, sendo a única aparência de cabelo alguns tocos deformados terminando em raízes mirradas. Uma dose curou em poucos meses e, quando Wildes escreveu, a paciente era uma moça sadia e extremamente talentosa, dona de uma luxuriante cabeleira castanha. Wildes pensa que a supressão do favo, quando derivado de gonorreia no pai, leva a hidrocefalia, bronquite capilar, severas diarreias da dentição, cólera infantil etc.; se derivado do avô, a supressão leva à consunção e a doenças arrastadas. Erupção vermelha de fogo surgindo em torno do ânus em bebês de poucos dias; constipação intestinal com fezes duras e secas; quando as amas dizem «a urina do bebê assa terrivelmente», as indicações de Medorrh. são claras. Wildes considera a tara gonorreica latente a verdadeira explicação de muitas manifestações mórbidas incluídas por Hahnemann sob Psora. Burnett, de certo modo, confirma isso, pois atribui a gota a uma origem sicótica. Wildes considera Medorrh. remédio perigoso demais para ser dado em casos agudos, seja de gonorreia, reumatismo ou escarlatina, por causa da intensidade da agravação que é suscetível de causar; embora doses únicas sejam muitas vezes úteis quando há tendência ao colapso em casos perigosos de cólera infantil. Entre outras doenças que Wildes atribui à mesma origem estão: meningite vascular em lactentes e meningite cerebrospinal. Na primeira, a eficácia de Medorrh. é duvidosa, mas na segunda é muito eficaz depois que Act. r. acalmou os primeiros sintomas agudos. No estágio de convalescença, Lyc. foi seu principal remédio. Ele cita, de autoridades da escola antiga, as seguintes condições atribuíveis à gonorreia latente comunicada do marido à mulher: tumores ovarianos, ooforite, salpingite, metrite, parametrite, endometrite e até peritonite. Medorrh. é o remédio em doses únicas, mas raramente, ou nunca, deve ser dado nos estágios agudos de uma doença. Em geral, movimento <, repouso >. Deitar de bruços ou sobre o estômago > a tosse. Estender-se <. Inclinar a cabeça para frente <. Inclinar-se muito para trás > a constipação intestinal: só consegue evacuar assim. (Curei com Medorrh. 200 um caso extremamente agravado de constipação intestinal com esta indicação. O paciente dizia ser obrigado a inclinar-se muito para trás no assento, ou não conseguia livrar-se da evacuação. Estava urinando com longos filamentos mucosos brancos. Muitos anos antes tivera gonorreia.) Há grande sensibilidade à corrente de ar; resfria-se facilmente. Ao mesmo tempo, há grande desejo de ser abanado. < Ao sol; pelo calor da cama; ao entrar em um quarto aquecido (tosse). Banho de água salgada > dor de garganta e coriza. Tempo úmido > dor nos membros. Desejo de gelo. Reumatismo crônico das articulações < no interior, > perto do mar. O começo da manhã < (especialmente das 3 às 4) é característica marcante de Medorrh. e de todos os sicóticos.
Relações
Antidotado por: Ipec. (tosse seca); Compatível: Sulph. (especialmente quando a evacuação obriga a sair da cama). Compare: Pic ac. (incapacidade de andar direito; priapismo); Camph. e Sec. (colapso, pele fria e ainda assim lança fora toda a roupa de cama); Verat. (colapso com transpiração fria); Syph. (agravação inversa: do pôr do sol ao nascer do sol); como se estivesse em um sonho, Ambr., Anac., Calc., Can. i., Con., Cup., Rhe., Stram., Val., Ver., Ziz. > Ao inclinar-se para trás, Lac c. Odor de salmoura de peixe, Sanic.
1. Mente
Esquecimento: de nomes; mais tarde, de palavras e das letras iniciais. O tempo passa devagar demais. Sensação de aturdimento; sensação remota, como se coisas feitas hoje tivessem ocorrido há uma semana. Perde constantemente o fio da conversa. Parece a si mesma fazer afirmações erradas, porque não sabe o que dizer em seguida; começa bem, mas não sabe como terminar; peso no vértex, que parece afetar a mente. Dificuldade em concentrar os pensamentos em assuntos abstratos. Não conseguia ler nem usar a mente de modo algum por causa da dor na cabeça. Pensa que há alguém atrás dela, ouve sussurros; vê rostos espiando-a por trás da cama e dos móveis. Certa noite viu grandes pessoas no quarto; grandes ratos correndo; sentiu uma mão delicada alisando sua cabeça da frente para trás. Tem certeza de que vai morrer. Sensação como se toda a vida fosse irreal, como um sonho. Sensação selvagem e desesperada, como de insanidade incipiente. Não consegue falar sem chorar. Suicida. Está com muita pressa; ao fazer qualquer coisa, está com tanta pressa que fica fatigada. Ânimo no fundo do poço, oprimido por lúgubre tristeza pesada e sólida, > por torrentes de lágrimas. Está sempre antecipando; sente a maioria das coisas sensitivamente antes que ocorram e, em geral, corretamente. Receio de dizer a coisa errada quando tem dor de cabeça. Apreensiva. Medo do escuro. Sensação como se tivesse cometido o pecado imperdoável e fosse para o inferno. Irrita-se com pequenas coisas. Muito impaciente. Grande egoísmo.
2. Cabeça
Vertigem: ao abaixar-se; ligeiramente > deitado; < pelo movimento. Sensação de aperto na cabeça causando vertigem intensa. Dor de cabeça frontal: com enjoo; sensação de faixa apertada atravessando a testa, < ao inclinar a cabeça para frente; como se a pele estivesse repuxada; com coriza abundante; com pressão atrás dos olhos, como se fossem ser empurrados para fora; estendendo-se pelo cérebro até o pescoço. O cérebro parece cansado; o menor ruído a incomoda e fatiga. Acorda com dor de cabeça sobre os olhos e nas têmporas; < pela luz do sol. Dor no centro do cérebro; à tarde, dor aguda através das têmporas; as dores começam e cessam subitamente. Cérebro extremamente sensível e todo trabalho mental penoso. Dor no osso parietal E. quando o vento sopra sobre ele. Dor circulando pela cabeça e em torno do vértice. Dores terríveis por toda a cabeça em todas as direções, com vômitos contínuos e violentos, seguidos de dor no sacro e descendo pela face posterior das pernas até os pés. Dor de cabeça constante < ao tossir; a luz (através dos olhos) parece machucá-la. Intensa dor de cabeça por três dias, com inflamação do olho. Sofrimento cerebral intenso, fazendo esfregar continuamente a cabeça no travesseiro, rolando de um lado para outro. Dor surda no cerebelo. Intensa dor em queimação na cabeça, < no cerebelo. Dores tensivas na cabeça, como se fosse enlouquecer; não conseguia ler nem usar a mente. Dor dolorida na base do cérebro, com tumefação dos cordões do pescoço. A cabeça parece pesada e é puxada para trás. Dor na parte de trás da cabeça e no olho D. Cabelos sem brilho, secos e crespos; elétricos. Coceira intensa no couro cabeludo; grande quantidade de caspa.
3. Olhos
Quando os olhos estavam fechados, sentia como se fossem puxados para fora da cabeça para um lado ou outro; quando abertos, todas as coisas pareciam tremeluzir. Um embaçamento sobre as coisas; inumeráveis manchas pretas, às vezes marrons, dançando sobre seu livro; vê os objetos duplos; as coisas parecem muito pequenas; vê objetos imaginários. Dor nevrálgica nos globos oculares: ao comprimir as pálpebras uma contra a outra; < ao fazê-los rolar. Sensação de dor e irritação, e sensações como de gravetos nos olhos, nas pálpebras e especialmente nos cantos internos, vermelhidão e secura das pálpebras, congestão da esclerótica e sensação de um vento frio soprando nos olhos, especialmente nos cantos internos. Ptose da extremidade externa de ambas as pálpebras superiores, particularmente a E., exigindo esforço para abri-las. Tendência marcada à irritação das bordas palpebrais. Dureza da pálpebra superior, como se tivesse uma cartilagem dentro dela. Inchaço sob os olhos.
4. Ouvidos
Quase surdez total de ambos os ouvidos, com muito pouca percepção dos sons; tinha de usar corneta acústica. Surdez parcial ou transitória; pulsação nos ouvidos. Sensação singular de surdez de um ouvido ao outro, como se um tubo atravessasse a cabeça, embora houvesse ao mesmo tempo acuidade excessiva da audição. Ao assobiar, o som nos ouvidos é duplo, com vibração peculiar como quando duas pessoas assobiam em terças. Dores rápidas, fulgurantes, no ouvido D., de fora para dentro; as dores sucediam-se rapidamente. O orifício do brinco na orelha E. dolorido e quase supurado.
5. Nariz
Coceira intensa no nariz, internamente perto da ponta, tinha de esfregar o tempo todo. Ardor muito intenso em ambas as narinas ao respirar por elas. Frieza da ponta do nariz. Perda completa do olfato por vários dias. O nariz entorpece. Epistaxe. Nariz inflamado, inchado. Coanas posteriores obstruídas, > ao escarrar muco espesso, acinzentado, seguido de muco sanguinolento. Dorimento e sensação de rastejamento, como de uma centopeia na narina E. pela manhã.
6. Face
Aspecto esverdeado e brilhante da pele. Manchas na pele. Afrontamentos no rosto e no pescoço. Herpes febril perto do canto do lábio superior D., pequeno, mas muito doloroso. Enorme herpes febril no lábio inferior perto da comissura E. Suor da face; no lábio superior. Neuralgia dos maxilares superior e inferior direitos, estendendo-se à têmpora. Face coberta de acne; herpes seco; sardas. Tendência à rigidez das mandíbulas e da língua.
7. Dentes
Os dentes têm bordas serrilhadas, ou são gizosos e se deterioram facilmente. Dentes doloridos, particularmente os caninos; parecem doloridos e moles. Amarelamento dos dentes.
8. Boca
Gosto: cúprico ao levantar-se; desagradável; ruim pela manhã. Língua saburrosa: marrom e espessa; fortemente saburrosa pela manhã, com gosto ruim; branca na base, sendo o restante vermelho; branca, com as papilas aparecendo através. Língua com bolhas. Pequenas feridas, pústulas (aftas) na borda, ponta e sob a língua, muito dolorosas; também dentro dos lábios e na garganta. Hálito fétido pela manhã. Secura da boca; parece queimada. Bolhas na superfície interna dos lábios e bochechas, com a pele se desprendendo em placas. Muco filamentoso sai da boca durante o sono.
9. Garganta
Garganta: arranhada; dolorida, rígida; seca; deglutição dolorosa. Parte posterior da garganta enchendo-se constantemente de muco vindo das coanas posteriores. Dor de garganta e coriza > por banhos de água salgada.
10. Apetite
Apetite: voraz, logo após comer; perdido. Sede enorme; por bebidas alcoólicas. Deseja: coisas salgadas; doces; frutas verdes e duras; gelo; coisas ácidas; laranjas; cerveja.
11. Estômago
Soluço. Enjoo: com dor de cabeça frontal; após beber água; depois do jantar; sempre depois de comer; antes de comer. Ânsias violentas e vômitos por quarenta e oito horas; primeiro muco vítreo, depois espumoso e aquoso e, por fim, borra de café; acompanhados de intensa dor de cabeça, com grande desalento e sensação de morte iminente; durante o paroxismo estava continuamente rezando. Vômito de muco espesso e bile; bile negra sem enjoo, de gosto amargo e azedo, com quantidade considerável de muco. No epigástrio: sensação de alfinetes atravessando a carne; roedura nauseosa não > por comer; tremor; queimação. No estômago: sensação de bolo após comer; cãibras; dor em garra, < ao encolher os joelhos. Dor intensa no estômago e na parte superior do abdome, com sensação de aperto. Sensação de afundamento e enjoo agonizante no estômago, com desejo de arrancar alguma coisa.
12. Abdome
Dores terríveis no fígado, pensou que fosse morrer, tão agudas eram. Dor apertante no fígado e no baço. Dor intensa e agonizante no plexo solar; superfície fria; eructações com gosto de sulfeto de hidrogênio e, depois de comer, dos alimentos ingeridos; aplicava a mão D. no epigástrio e a E. na região lombar. Dor tensiva no lado direito do abdome, como de um corpo duro, biconvexo; com calor e dor dolorida roedora, durou pouco tempo; situava-se entre a espinha do ílio e os músculos retos. Dor fulgurante do centro da região ovariana D. até a borda inferior do fígado. Batimento como de pulso no abdome, verticalmente. Corte no abdome inferior D. irradiando para o cordão espermático D.; testículo D. muito sensível.
13. Evacuações e Ânus
Diarreia biliosa, tendendo à disenteria, com dejeções mucosas. Dores do tipo mais intenso (ameaçando cãibras) na parte superior do abdome (dores fulgurantes e lacerantes) surgindo ao evacuar; evacuação diarreica, fina e quente, porém não copiosa; após a evacuação, profunda fraqueza e leve cãibra na panturrilha E. Descargas profusas de sangue pelo reto, às vezes em grandes massas coaguladas, seguidas de tremores. Evacuação preta. Diarreia branca. Fezes tenazes, como argila, lentas, não podem ser expulsas à força, por uma sensação de prolapso do reto. Só consegue evacuar inclinando-se muito para trás; muito doloroso, como se houvesse um bolo na superfície posterior do esfíncter; tão doloroso que provoca lágrimas. Constrição e inércia intestinal com fezes em bolinhas. Criança de 15 meses, trazida à clínica sobre um travesseiro, aparentemente morta; olhos vítreos, fixos; não se conseguia encontrar o pulso, mas sentia-se o batimento do coração; saía do ânus uma evacuação fina, amarelo-esverdeada, horrivelmente fétida. Exsudação de umidade pelo ânus, fétida como salmoura de peixe.
14. Órgãos Urinários
Cólica renal intensa; dor acentuada nos ureteres, com sensação como de passagem de cálculo; durante o ataque renal, grande desejo de gelo. Dor surda, em beliscão, na região das cápsulas suprarrenais às 11 horas da manhã; dedos frios ao mesmo tempo; grande pressão na bexiga, maior do que a quantidade de urina justificaria; urina escassa e fortemente corada. Dor na região renal, > por urinação profusa. Urina: fortemente corada; de odor forte; coberta por espessa película gordurosa; intensamente amarela. Fluxo lento; corte transversal através da raiz do pênis exatamente quando as últimas gotas são eliminadas; intermitente. Diabetes. Após a urinação, síncope.
15. Órgãos Sexuais Masculinos
Emissões durante o sono: aquosas, sem endurecer a roupa branca; transparentes, com consistência de mucilagem de goma-arábica, espessas demais para escorrer e eliminadas com dificuldade; espessas, com fios de substância branca, opaca. Impotência. Ereções intensas e frequentes, de dia e de noite. Dores ao longo da uretra ao urinar, ardor repuxante. (Gonorreia suprimida.)
16. Órgãos Sexuais Femininos
Grande desejo sexual após as menstruações em uma mulher solteira. Muita dor no ovário E., com sensação como se um saco estivesse distendido e, se pressionado, rebentaria; sensação como se algo o puxasse para baixo, tornando-o dolorido; a dor ao caminhar passava para a virilha E., como se a perna empurrasse alguma coisa, com grande quantidade de calor. Dores tensivas passando diagonalmente no ovário D., seguidas de sensação borbulhante. Dores nevrálgicas intensas, excruciantes, em toda a região pélvica, estendendo-se para baixo através da região ovariana até o útero; cortes como facas, arrancando lágrimas e gemidos. Dorimento nítido e dor nervosa em um ponto na parte inferior do útero no lado E., < ao caminhar ou mover a perna E. Menstruações profusas; escuras, coaguladas, manchas difíceis de lavar; também sangue vermelho vivo, com desfalecimento e alguma dor. Cólica menstrual intensa, fazendo encolher os joelhos, com terrível peso para baixo, dores como de parto, com pressão dos pés contra um apoio, como no parto. Dor em queimação na parte inferior das costas e nos quadris durante as menstruações. Após menstruações muito profusas, neuralgia em paroxismos na cabeça, com sacudidas e retração dos membros e dos cordões do pescoço, que eram como arames; dor no abdome inferior, com profusa leucorreia amarelada. Coceira da vagina e dos lábios, pensar nisso a <. Pequenos cancros na borda do lábio D. (não tivera relação sexual por três anos, jamais tivera doença venérea). Dores curtas, lancinantes, irradiando para fora, principalmente nas mamas. Mamas frias como gelo ao toque, especialmente os mamilos (durante as menstruações), resto do corpo quente. Grande tumefação da mama E., porém sem dor. Mamas e mamilos muito sensíveis ao toque, também inflamados. Dorimento dos mamilos, secreção gomosa secando no orifício; ao ser retirada, o mamilo sangra abundantemente.
17. Órgãos Respiratórios
Rouquidão, especialmente ao ler, com perda esporádica da voz. Engasgamento causado por fraqueza ou espasmo da epiglote, sem poder dizer qual; a laringe fechava-se de modo que nenhum ar podia entrar, só > deitando de bruços e projetando a língua. Secura da glote, muito incômoda, com dor durante a deglutição; grande rouquidão. Dorimento na laringe, como se ulcerada. Muco tenaz na laringe. Sensação de bolo na laringe; dor acentuada à deglutição. Catarro brônquico espalhando-se para a laringe; o inchaço das amígdalas e das glândulas da garganta estendia-se também aos ouvidos, causando surdez transitória. Grande opressão da respiração todas as tardes por volta das 5 horas; sensação de constrição. Precisa encher os pulmões, mas não tem força para expelir o ar. Hálito quente, assim parece mesmo ao respirar pelo nariz. Tosse por cócega sob a parte superior do esterno. Tosse irritativa seca incessante, < à noite; acorda justamente ao adormecer; < por doces. Tosse terrível e dolorosa, como se a laringe fosse ser despedaçada e como se a mucosa fosse arrancada, com profusa descarga de muco viscoso acinzentado, misturado com sangue. Tosse < ao deitar-se, > deitado sobre o estômago. Expectoração: branco-amarelada, albuminosa, ou pequenas bolinhas verdes e amargas; filamentosa, difícil de expectorar; como salpicada de manchas escuras infinitesimais.
18. Tórax
Dor aguda na base do pulmão E. Tórax dolorido ao toque, às vezes a queimação se estende pelo tórax; o frio parece <; um pedaço de gelo parece resfriá-lo por um instante, depois fica mais quente; o pulmão parece espancado ou contundido. Sensação singular através do tórax, delimitada por uma linha traçada através da extremidade inferior do esterno e outra por volta do meio; como se houvesse uma cavidade estendendo-se de lado a lado, cheia de ar ardente, que se dilatava em baforadas em todas as direções e podia ser sentida batendo nas paredes da cavidade. Dor no ombro D. como se viesse diretamente do E. atravessando. Sensação de constrição na base de ambos os pulmões; dor surda e pesada no ápice do pulmão E. Tossir provoca grande dor no tórax, como se estivesse dolorosamente contraído. Tísica incipiente. Dor e dolorimento através do tórax e das mamas. Sensação de abscesso entre o peitoral maior e o menor. Grande dolorimento à pressão dos músculos da parte inferior do tórax E., na frente e atrás; dolorimento ao mover a omoplata E.
19. Coração
Palpitação após leve esforço. Com calor no tórax, o coração parecia muito quente, batia muito depressa e parecia grande, acompanhado de sensação de ruptura. Sensação de uma cavidade onde o coração deveria estar. Dor no coração: aguda, lancinante, rápida; surda; rápida. Dor intensa no coração, parecia irradiar para diferentes partes do lado E. do tórax; < pelo menor movimento. Queimação no coração, atravessava para as costas e descia para o braço E.
20. Pescoço e Dorso
Repuxamento nos cordões do pescoço, causando desejo de lançar a cabeça para trás. Espasmos dos músculos do pescoço, notavelmente do esternocleidomastóideo, puxando firmemente o queixo para baixo contra o peito. Dor constritiva dos ângulos superiores das escápulas até a sétima vértebra dorsal, puxando os ombros fortemente para trás como se os ossos fossem esmagados; < ao mover ombros, pescoço ou braços. Calor queimante intenso, começando na nuca e estendendo-se gradualmente pela coluna, com rigidez constritiva estendendo-se para a cabeça e parecendo engrossar o couro cabeludo. Costas fracas, rígidas e doloridas. Calor na medula e na coluna por uma semana inteira. Toda a extensão da coluna dolorida ao toque, assim como as costelas do lado E. Lumbago causado por esforço ou levantamento de peso. Dor na parte posterior dos quadris, correndo ao redor e descendo pelos membros. Dor no sacro e no cóccix.
21. Membros
Perda quase completa da força nervosa nas pernas e nos braços; esgota-se com o menor esforço. Sensação de entorpecimento no braço, mão e perna esquerdos; a perna E. adormece. Erupção sob e sobre os dedos dos pés e nas mãos e pés.
22. Extremidades Superiores
Dor reumática no topo do ombro E., < pelo movimento; pequenas pontadas ocasionais se mantido quieto. Dor reumática no ombro e braço (D.). Erupção marrom, pruriginosa, no ombro E. Entorpecimento frio no lado externo dos braços logo abaixo do cotovelo. Estalidos das articulações, especialmente dos cotovelos. Muita dor no braço E.; não consegue segurar um papel; as veias tornam-se aumentadas; < ao elevar o braço. Tremor dos braços e mãos. Ardor das mãos, quer que sejam abanadas e descobertas; mãos sempre frias. Dorso das mãos áspero. Pequenas manchas amarelas nas mãos. Depressão transversal nas unhas, como se estivessem dobradas. Incurvação tísica das unhas.
23. Extremidades Inferiores
Acordou com dor aguda no quadril E., impedindo de se abaixar, caminhar difícil; como um torcicolo. Pernas pesadas como chumbo; caminhar difícil, especialmente para subir e descer escadas. Entorpecimento, sensação de paralisia, na perna E. do joelho ao quadril. Desejo de esticar as pernas. Durante forte tempestade com trovões, dores muito agudas nos joelhos disparam para cima; dores < por esticar-se. Dores nas pernas com incapacidade de mantê-las quietas na cama, < ao abandonar o controle de si, como ao tentar dormir (> depois de Lil. t.). Tremor nas pernas dos joelhos para baixo (< E.), ardor nos pés. Cãibras nas plantas e nas panturrilhas à noite. Os tornozelos falseiam facilmente ao caminhar. Dor súbita e intensa no tornozelo E., atrás da articulação, ao deitar-se, não podia mover o membro nem o corpo sem gritar; não encontrava posição confortável. Ardor nos pés, quer mantê-los descobertos e abanados. Pés frios com calafrios por todo o corpo. Edema dos pés seguido de e > por diarreia. Dorimento na almofada do pé sob os dedos. Pés frios e suados. Antigos suores dos pés, < durante o inverno há sete anos. Hálux coberto de escamas dartrosas. Calos muito sensíveis.
24. Generalidades
Gangrena. Tremor. Espasmos. Espasmos epileptiformes, com espuma na boca. Opistótono. Risus sardonicus. Colapso.
25. Pele
Amarelamento da pele. Coceira intensa e incessante, fugitiva, < em direção à noite, às vezes confinada a um lado. Coceira (e picadas) por toda parte, < nas costas, vagina, lábios, e < ao pensar nisso. Faixa vermelha de fogo descendo pelo pescoço, costas e períneo, e envolvendo genitais e púbis. Erupção vermelha de fogo ao redor do ânus em bebês; «a urina assa terrivelmente». Tinha do couro cabeludo. Tinea capitis, com pálpebras envolvidas. Manchas cor de cobre (sifilíticas) remanescentes após erupções, amarelo-acastanhadas e finas, destacando-se em escamas, deixando a pele limpa e livre. Pequenas verrugas pedunculadas, com cabeças do tamanho de cabeça de alfinete, como pequenos cogumelos de botão, em várias partes do corpo e na coxa. Favo. Odor fétido do corpo.
26. Sono
Sonolento, bocejando, com frio. Bocejo espasmódico, não consegue suprimi-lo; seguido de espasmo da glote. Dormindo, mas ouve tudo, responde a perguntas como se estivesse acordado. Morde a ponta da língua durante o sono. Dorme à noite ajoelhada, com o rosto forçado contra o travesseiro. Só consegue dormir de costas com as mãos sobre a cabeça; se se deita de qualquer lado, o conteúdo da parte inferior do tórax e do abdome parece pressionar-se mutuamente e causar desconforto. Sonhos: horríveis; dolorosos; exaustivos; de que está bebendo; de caminhar; com fantasmas e pessoas mortas. Vigília; dormiu para o fim da manhã. Grande inquietação à noite; sonolenta, mas não conseguia dormir.
27. Febre
Arrepios rastejantes descendo pelas costas e por todo o corpo em curso ziguezagueante. Calafrios: para cima e para baixo nas costas; várias vezes ao dia. Frio das 3 às 4 da tarde. Mãos frias com o frio estendendo-se por todo o corpo. Ondas de calor alternando com calafrios. Frieza: mão D., depois E.; seguiu-se leve onda de calor, depois sensação de substância estranha no olho D., depois no E. Deve ser abanado o tempo todo, atira as roupas para fora, e ainda assim a superfície está fria; queimação principalmente subjetiva nas mãos e nos pés, quer mantê-los descobertos e abanados. Febre: com ou sem sede; com jorros de suor no rosto; seguida de languidez; com inquietação nervosa da meia-noite às 3 da manhã; às 11 da manhã precedida por pés frios; adormeceu durante a febre; após a febre, suor nas palmas, pés e pernas; com pulso rápido à noite; à tarde; e mal-estar. < das 10 da manhã à 1 da tarde. Grande tendência ao suor com esforço; sensível ao frio. Suor profuso ao redor do pescoço. Suores noturnos.